Encurralar

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No fim são só 2 caps q consigo liberar de uma vez, achei que tinha mais um, mas fui conferir e ele está mt pequeno, tipo pela metade ainda~

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— Que bom que chegou Paraná. — Brasília cumprimentou o moreno quando o mesmo entrava na casa carregando várias caixas numa pilha alta em seus braços.

— Oi Brasília. Tinha que vir cedo neh, pra arrumar tudo daí. — Conseguiu apoiar as coisas na mesa e olhou para a superior. — Tuas encomendas chegaram também. Quer ver? — Acabava de falar quando viu o gaúcho descendo as escadas. — Paixão. — Abriu um sorriso largo e carinhoso se apressando em ir ao seu encontro.

O loiro recebeu o menor em seus braços e lhe deu um selinho antes de responder.

— Oi paixão. Tudo bem piá?

— Uhum. — Assentiu com um aceno vigoroso de cabeça. — Vem ver as coisas que eu trouxe. — Se virou puxando a mão do gaúcho. — Tu esqueceu as cordas, acredita? Ainda bem que eu vi antes de vir.

— Bah! Que ratiada, justo hoje neh?

— Não se preocupe, elas estão aqui. — Apontou uma das caixas. — Trouxe todas neh.

— Que bom véi. — A capital entrou na conversa olhando diretamente o maior com seu sorrisinho típico de Mona Lisa. — Assim vai dar pra ter a aula de shibari como o planejado.

— Aqui Brasília, tuas encomendas. — O paranaense estendeu duas caixas para a mulher. — Parece que está tudo certinho, mas não cheguei a abrir. E tem que lembrar de esterilizar antes de usar a primeira vez.

— Não se preocupe Paraná, estou acostumada a lidar com isso. — Lançou outro olhar para o loiro e sorriu simpática.

Sul desviava o olhar constrangido, fingia mexer nas coisas que o namorado trouxe. Observou a capital abrir os pacotes e exibir seus novos brinquedos.

— Ai que legal! Olha só! — A mulher exibiu o primeiro sex toy. Um vibrador de ponta dupla com aparência futurística em silicone rosa. — Pra usar na frente e atrás ao mesmo tempo. — Sorria largamente com o pensamento. Realmente é um modelo feminino. — Riu divertida olhando para o gaúcho, dessa vez Paraná viu a interação e agora ele precisava dar uma resposta.

— Sim, por isso a gente não tem desse neh paixão.

— Claro neh, nenhum de nós tem dois buracos pra enfiar isso. — O moreno falou divertido, via o desconforto fofo do namorado com a capital. — Abre o outro, abre o outro!

Indicou animado para o outro pacote fechado. A brasiliense logo se colocou a violar a embalagem animada. Retirou o que parecia ser simplesmente uma espécie de placa de silicone multicolorida com duas tiras para amarrar.

— Fantástico! — Apreciou o material com a mão. — Olha a textura disso!

— E tem lugar pra colocar o bullet que vem junto daí. — Paraná pegou a embalagem descartada e procurou a outra peça dentro, logo achou e entregou para a capital.

— O que é isso paixão? — Sul precisou perguntar, não era familiarizado com esses brinquedos que nem o menor.

— Ai, eu esqueci o nome. Mas é pra amarrar na perna e a mulher senta em cima.

Brasília mostrou a parte texturizada para o gaúcho.

— Tá vendo isso aqui? Essa parte mais elevada é incrível. — Passava a mão demonstrando o material flexível. — Pode tocar Sul. — Sorriu largo. — Eu deixo.

O maior foi obrigado a obedecer, estava embaraçado com aquele tipo de interação com a chefe. Não conseguia apagar o sentimento que a estava desrespeitando.

Tocou no brinquedo, era de um silicone diferente do que estava acostumado, não era aveludado como os outros. Liso e macio, mas no seco aderia demais na pele. Como que lendo sua mente a mulher explica.

— Ele é melhor com lubrificante, assim não é legal na pele.

— Tu já usou um desses? — PR perguntou curioso.

— Não exatamente, mas vi na loja pra vender. A moça do caixa que explicou. — Passou a mão por cima da do loiro, que ainda segurava o objeto erótico. — Mas agora eu tenho o meu pra testar. — Olhava afiada para ele. — Com companhia é melhor, é claro.

Enviado dos céus uma buzina toca antes que o gaúcho abrisse a boca para responder.

— Deixa que eu abro lá. — RS se manifestou rapidamente desvencilhando do toque da superior.

— Ele tá difícil Paraná. — Brasília comentou baixinho gerando um sorriso divertido no moreno.

— Ele só tá desconfortável. Mas se tu encurralar ele eu tenho certeza que ele supera daí.

— Eu vou fazer isso então.


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— Buenos Aires! — Sul falou alto cumprimentando o estrangeiro em seu jeito bem despachado. — Como estás?

— Estoy bien. Cuanto tempo si, Sul.

— Pode apostar tchê. — Se aproximou e deu tapinhas em seu ombro. — Só não esperava que fosse nessas circunstâncias neh.

Fez a outra capital sorrir um pouco constrangido.

— De fato no és algo que deixamos exposto.

— Aires! Cariño. — Brasília cumprimentou ao longe. — Que bom que chegou!

— Cariño. Acá estoy. — Respondeu igualmente afetuoso. Os dois se beijaram com intimidade. — Está usando o que eu te pedi? — Sorriu de canto deixando claro o duplo sentido.

— Sí. Mas não consegui segurar todo o tempo. O Sul me ajudou. — Olhou para o gaúcho e abriu um sorriso maroto. — Quando caiu.

O sulista ficou estático e corou, não esperava mesmo que ela falasse sobre aquilo tão casualmente. E não era como se tivesse feito muita coisa, fugiu antes disso.

O argentino lhe dirigiu um olhar diferente mantendo o sorrisinho de canto.

— É mesmo?

— N-não foi nada de mais. — Sul logo falou se desculpando. — Nem cheguei a tocar nela. — Se justificou.

— Porque? — O tom de voz inocente do estrangeiro não condizia em nada com o assunto das entrelinhas.

Antes que pudesse responder foram interrompidos pelo paranaense.

— Paixão! Temos que escolher o lugar da aula!

Desculpa perfeita!

— Já vou paixão! — Respondeu aliviado. — Até mais Buenos Aires, tenho que ir ajudar o piá.

Praticamente correu dali. Brasília suspirou chamando a atenção do moreno. Explicou.

— Ele tá nervoso comigo cariño. Me ajuda a pegar ele?

— No te preocupes, él pode ser assim as vezes. Mas tenho certeza que em baixo disso tem la vontad, sus ojos no mentem. O conozco hace tiempo, sé que va a volver normal. — Olhou com ternura para a mulher. — Te lo ayudo sí, cariño. 

A "festa"  -  ABANDONADOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora