— Já separô as música qui ocê vai canta hoje, xuxu? — Matinha ajudava o goiano a arrumar as coisas no pequeno palco que o carioca havia ajeitado no canto da sala de jogos.
— Claro sô. — Se atrapalhou um pouco com a atenção, logo disfarçando. — Vai tê umas qui ocê gosta.
— As de putaria? — Ela exclamou animada.
— Claro uai, qui otro momento seria tão perfeito pra elas desse jeito sô? — Goiás riu um pouco encabulado.
— Pena qui ocê sempre tenta disfarçá a letra, num é qui nem os funks do Rio.
— Uai, mais tem umas qui são bem discaradas também sôh.
— Tem sim. — A morena sorriu largo. — Í hoje eu quero fazê a letra di todas. Intão num disfarça dimais não.
— Eu num vô. — Goiás entrou na dinâmica dela, mas também estava animado para o evento, tinha a porteira aberta afinal de contas.
— Tirou as músicas de corno também né? — Rio se intrometeu na conversa.
— Num é di corno.
— Claro que é! — O carioca rebateu divertido. — Falando que a mulher pegou outro é o que então?!
— Aliás, purque qui ocê criô essas letras? — Matinha perguntou.
O silêncio se instalou enquanto ambos esperavam que resposta do goiano daria. O cantor não teve escolha.
— F-foi p-pensando im como seria ruim si isso acontecesse c-cumigo.... — Respondeu baixo desviando o olhar da morena. — O-ocê é muito mais do qui eu mereço. — Olhou tímido para a mulher. — N-num mi surpreenderia si ocê num mi quisesse mais....
Novamente silêncio.
— Esse sim é pra manter Matinha. Parabéns. — RJ exclamou assustando o centro oestino.
— Viu como eu treinei ele direitinho? — A mulher elogiou abraçando o namorado com força. — Eu num vô ti traí xuxu. — Apertou suas bochechas com as mãos e lhe deu um selinho. — Num sô dessa laia.
— Mas tava de amasso com o Sul agorinha. — O carioca dedurou maroto.
— Í ondi ocê pensa qui nois tá? Arrumando a casa pra que? Mi diz Rio. — Matinha rebateu agressiva porém ainda mantendo o ar de diversão.
— Pra uma orgia épica. — O carioca respondeu sorridente, mal conseguia conter a própria animação.
A mulher mantinha uma mão no peito do cantor, mesmo falando com o descolorido.
— I eu tenho certeza qui ele tá muito feliz di nois tá aqui também. Num é xuxu? Ocê vai pegá todo mundo qui eu sei.
O goiano precisou sorrir de canto. Ele era definitivamente fiel e até mais grudento que ela, mas ela conhecia bem sua perversão.
— Só si elas quisé.
— Eu tenho certeza qui vão. Ocê é gostoso xuxu. Muito gostoso. Podi pergunta pro Rio.
Ambos acabaram olhando para o carioca em expectativa, deixando-o constrangido, mesmo assim respondeu dando de ombros.
— Sim, sim. Ele é gostoso também. — Sorriu mais. — Mas eu sou mais. — Deu a língua desafiador se afastando para seu lugar na mesa de som.
— Disso eu num tenho certeza! — Matinha falou alto rindo junto do sudestino.
— Vamo revisá o som? — GO retomou o foco.
— Só tô te esperando muleque.
— Eu vô dexá ocêis ajeitá aqui. — A mulher se despediu dando tapinhas no ombro de seu namorado e já descendo do palco.
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A "festa" - ABANDONADO
Fanfic- As regras são simples. - RJ explicava para a rodinha. - Cada rodada a gente sorteia um nome e cada um responde se come, dá, pega ou passa. - O moreno sorria largo, indicando o potinho com vários papéis. - Come e dá é óbvio o que significa, pegar é...
