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Onde tem cachaça, tem som alto, tem muvuca e tem paiero, eu tô no meio
Elas brilha o olho porque sabe que na conta tem dinheiro, sou fazendeiro
Quando eu boto a bota ela pede: Bota, bota gostosin
Meto o chapéu na cabeça, ela perde a cabeça e me fala assim
Ai, cowboy
Ela sabe que o peão tem a pegada que destrói
Ai, cowboy
Tá beijando a minha boca e já tá pensando no pós

— Rio. — Brasília se aproximou sorrateira da mesa de som dando um pequeno susto no carioca. — Corta o som e põe outra coisa pra tocar.

— Mas o Goiás ainda não acabou de cantar. — O descolorido argumentou confuso.

— Tudo bem, ele vai ficar bem ocupado agora.

Apontou para o laptop indicando que ele o fizesse. Sua autoridade era inegável e ainda fazia grande efeito no sudestino, que enfim cedeu e deu de ombros, se o maior perguntasse ele só ia apontar para a capital e jogar a culpa nela.

Ai, cowboy
Ela sabe que o peão tem a pegada que destrói
Ai, cowboy
Tá beijando a minha boca e já tá pensando no pós

Cortou o microfone e as caixas de som assim que viu a mulher também subir no palco improvisado e se aproximar do goiano pelas suas costas com um sorriso maroto na boca. Logo emendou com sua playlist de proibidões vendo o desenrolar da confusão com o cantor.

— Uai sô!

Goiás reclamou em reflexo olhando para o carioca. Antes que pudesse falar mais alguma coisa sentiu mãos em seus ombros e peito o mantendo sentado no lugar, quis se virar para ver quem era, estava ofuscado pelos canhões de luz em sua cara quando ouviu bem perto de sua orelha.

— Ai cowboy. — Uma voz feminina extremamente gemida. Cacete! Chega arrupiei.

GO se virou em sua direção e conseguiu identificar a brasiliense, mas a mesma o surpreendeu de novo com um beijo de língua e fez o moreno derreter no lugar ao mesmo tempo que tentava apoiar o violão no suporte ao seu lado. Podia ouvir gritos e assovios da plateia, um pouco sobreposto pelo funk do outro.

A mulher não lhe deu trégua, mantendo contato enquanto dava um jeito de ir para sua frente e literalmente montar em seu colo. Nesse momento o goiano desistiu de achar o suporte para seu violão e deixou que o instrumento caísse suavemente no chão com um breve som de microfonia do sistema de som.

— B-B-Brasília. — Conseguiu gaguejar seu nome por baixo de seus lábios, sentindo a mulher sorrir.

— Oi Goiás. Quanto tempo. — Ela murmurou de volta provocativa. Pegou seu chapéu e colocou na própria cabeça, voltando a lhe falar no ouvido. — Como era mesmo a regra do chapéu? — Ele o olhava confuso. — Se põe o chapéu tem que montar o cowboy. É isso mesmo?

Ele assentiu automaticamente, até que percebeu onde estavam.

O goiano corou completamente olhando em volta. ELES ESTAVAM NO PALCO! Será que ela tinha esquecido?! Mas e tinha como esquecer aquilo?!

Brasília pegou seu rosto com as duas mãos o obrigando a encará-la de novo.

— Esquece eles Goiás. — Mexeu o quadril insinuante. Mais assobios e gritos animados. — É aqui e é agora.

— N-n-nois num podi í pro q-q-quarto?

A capital voltou a beija-lo mordendo seu lábio no final.

— Eu quero agora. — Ronronou. — Eu quero o cowboy com a pegada que destrói. — Beijou-o de novo movendo os quadris o atiçando. — Não era isso que você estava cantando? — Voltou a gemer em seu ouvido. — Ai cowboy.

— M-mais…. — Tentou olhar em volta de novo e foi impedido da mesma maneira.

— É aqui e agora ou não é. — A mulher ameaçou mexendo o quadril e beijando sua boca provocativa. — O que vai ser cowboy?

O homem estava extremamente inseguro por estar daquele jeito em público. Não só em público, mas em absoluto destaque. Porém ter Brasília de novo era um grande sonho seu enterrado há anos. Ai… ela mexendo a bunda em cima de si não tava ajudando em nada. Podia sentir-se endurecendo em baixo da calça jeans que usava apesar de toda a situação controversa. Será que ela queria que se despissem completamente?! Mas daí ia ficar difícil. Não tinha toda essa autoconfiança.

Teve seus pensamentos interrompidos pelo grito de Matinha por cima da música alta.

— Pega ela xuxu! Mi deixa orgulhosa docê.

Foi reflexo instintivo procurar a morena lá embaixo, mas não conseguia ver muito além, a luz forte realmente o ofuscava completamente. Quase como se estivessem sozinhos….

Goiás gemeu quando Brasília pegou ousadamente em sua virilha, descobrindo sua ereção e reavendo sua completa atenção.

— O que vai ser cowboy? — Ela o provocou novamente.

De repente o homem agarrou sua bunda com força a trazendo mais para perto e iniciando um beijo intenso de língua, derrubando seu chapéu da mulher. Houve alguns gritos que logo sumiram no batidão obsceno que o carioca havia posto.

— Assim que eu gosto. — A capital o elogiou quando ele abandonou seus lábios e migrou para seu pescoço com beijos e lambidas.

Quando o cantor parou um momento para respirar a mulher foi rápida em lhe agarrar a fivela do cinto e abrir sua calça, fazendo o moreno a olhar assustado e constrangido. Ela estava falando sério de fazer ali mesmo?! No palco?!

Viu a brasiliense abrir seu zíper e imediatamente lhe sentir a ereção por cima de sua cueca. Foi obrigado a gemer e baixar a cabeça. Só percebeu que estava em seus peitos quando tentou a encarar de novo. Corou profundamente sentindo todo o desejo que tinha por ela acordar novamente dentro de si. Goiás se sentia febril quando buscava seus lábios e apalpava a bunda com gosto. Sentia sua saia extremamente esticada sobre a pele e parecia impossível de puxar para cima também.

— Rasga a saia. — Veio o comando fazendo-o a olhar novamente incrédulo.

— Mais vai istragá. — Gemeu de novo com a mulher lhe apertando o membro.

— Tudo bem. — Brasília se afastou um pouco para que ele tivesse espaço. — Como eu vou encaixar em você se você não se livrar disso pra mim? — Tirou uma camisinha do sutiã, exibindo a proteção para o homem.

Goiás arrepiou de desejo novamente ao ver que ela acertou seu tamanho do látex. Ela ainda lembrava. Ah merda! Pegou a barra da saia, bem na costura lateral e forçou, rasgando a peça de roupa com o típico ruído de costura estourando.

— Viu como não foi difícil véi. — A mulher elogiou ajeitando melhor o tecido e abrindo mais as pernas, porém antes de se aproximar voltou novamente sua atenção para a virilha do outro. Puxou o tecido de sua calça para os lados e a cueca para baixo exibindo entre os dois a ereção do maior. Sorriu de canto. — Vejo que está feliz em me ver.

Esperou resposta, que o cantor foi obrigado a dar.

— É-é claro sô. Gostosa desse jeito num tem como não uai.

Enquanto falava a superior abriu a camisinha e já colocou no lugar, sem demora desenrolando o látex.

— Me faz sua, cowboy. — A mulher falou gemendo com um sorrisinho no rosto.

Quase hipnotizado, Goiás a puxa um pouco mais para perto e afasta sua saia para o lado revelando a falta de roupa íntima da capital. Se já não estivesse sentado iria cair para trás tamanha a surpresa. Sentiu seu pênis pulsar desejoso.

Brasília não lhe deu mais tempo, se aproximando e encaixando nele, sentando devagar. Sentindo-se ser penetrada. Viu satisfeita o homem morder a boca para não gemer tão alto. Mas sua voz era tão  adorável…. Subiu e desceu provocando. Ele estava sendo teimoso. Beijou-lhe, sabia que o goiano não a recusaria. Dito e feito, fê-lo destravar os dentes com sua língua. Sem perder o embalo, a mulher subiu e desceu novamente, dessa vez apertando-o por dentro.

Conseguiu que gemesse alto com uma voz sofrida. Ouviu alguns gritos da plateia, mas ele estava tão absorto em si que nem percebeu, era melhor assim. Sorriu e continuou o movimento. Não podia deixar os espectadores esperando. Ele esperando.

A "festa"  -  ABANDONADOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora