— Aqui vai funcionar bem paixão. — Paraná apontou para a cadeira de balanço pendurada no teto. — Tem o lugar certinho pra me pendurar.
— Tchê, guri, não sei se vou pendurar ninguém não. — Sul falou pensativo, porém ainda olhava ao redor um pouco arisco. Não queria esbarrar em Brasília tão cedo.
— Porque não? Eu já sou acostumado com isso e vai ser uma boa propaganda se tu quiser dar aulas pagas depois.
— Eu quero ensinar coisas que não sejam perigosas para quem for aprender neh piá. Coisas de iniciante que a pessoa já possa sair fazendo em uma aula.
O menor se aproximou do loiro lhe tocando o peito sedutor.
— Mas e se eu quiser ser pendurado hoje, tu me pendura?
O gaúcho precisou rir divertido, pegou a mão do menor e beijou-lhe a palma.
— Eu posso te pendurar, mas não vou ensinar isso pro pessoal.
— Tah. — Concordou um pouco contrariado, mas resignou-se rapidamente pois conseguiu o que queria. — Tem que trazer um colchão pra cá neh?
— É o melhor, mas um tapete grossinho também já funciona. Com umas almofadas espalhad-
RS deu um pulo arredio quando ouviu um barulho alto logo atrás de si. Era o carioca e uma de suas caixas. O sudestino encarava curioso o loiro. O que foi aquela reação? Ele tava fugindo da polícia por um acaso? Matinha também observava aquela cena, então Rio se aproximou sorrateiro da mulher.
— É impressão minha ou o Sul tá nervoso?
— Ai credo. — A morena levou um susto e colocou a mão no peito. Em seguida observou o amigo. — Acho qui ele tá um tiquim sim, mas podi sê só o normal di arrumá uma festa i querê qui tudo dê certo. — Viram o loiro conferir a porta antes de passar por ela. — Retiro o que eu disse, ele tá estranho mesmo. — Decretou. — Acaba di arruma aqui Rio, qui eu vou lá ver o qui é. — Apontou para as coisas que arrumava e saiu sem conferir se o descolorido lhe acataria.
Matinha seguiu o gaúcho pela casa o observando, ele ainda distribuía alguns itens pelos ambientes quando o encurralou num dos banheiros. Simplesmente se colocou na porta bloqueando a saída e quando o homem virou deu outro pulo de susto. Ela o encarava em dúvida.
— O qui é qui ocê tá assustado assim Sul?
— Bah, não chega de fininho assim atrás dos outros não guria.
— Num foi di fininho não. — Se aproximou do maior fazendo-o encostar com a bunda na pia. — O qui é qui tá acontecendo? — Se aproximou mais analisando seu rosto. — Hum? — Se afastou. — Tá mudando di ideia sobre a festa?
— N-não, não é isso. — Murmurou baixo.
— Intão o qui é? — Voltou a se aproximar. — Tá nervoso?
— É... Podemos dizer que é isso.
— Mais nervoso com o que? Ocê é o cara mais bem preparado qui eu conheço pra esse tipo di festa. — Argumentou voltando a lhe encarar de perto.
Sul não teve mais saída, desviou o olhar encabulado e suspirou fundo.
— É a Brasília guria.... Ela tá estranha.
— Uai, mais foi ocê mesmo qui disse que era só um lado dela qui nois num conhecia ainda.
— Eu sei.... Mas ela ainda é nossa chefe neh.
A morena sorriu fraco.
— É uai. — Deu de ombros. — Mais ela mesma disse qui num era pra pensa desse jeito hoje. — Voltou a encará-lo. — Intão num vale a pena ficá fugindo assim dela sô. Ocê num vai consigui curti a festa desse jeito.
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A "festa" - ABANDONADO
Fanfic- As regras são simples. - RJ explicava para a rodinha. - Cada rodada a gente sorteia um nome e cada um responde se come, dá, pega ou passa. - O moreno sorria largo, indicando o potinho com vários papéis. - Come e dá é óbvio o que significa, pegar é...
