Os 4 irmãos

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— Norte! Qui bão qui apareceu, vem cá um instantin. — Matinha chamou o potiguar com a mão, estava acompanhada de Catarina, parecia que as duas decidiram ficar juntas na festa do mesmo jeito que o gaúcho e o irmão dela.

— Fala morena, que foi? — Lançou um olhar para a loira, a cumprimentando respeitoso, foi correspondido da mesma forma.

— Vem aqui. — A centro-oestina insistiu para que ele se aproximasse mais.

— Diga mulher. — O maior sorria curioso se aproximando mais dela.

Sem aviso a mato-grossense avança a mão em sua virilha sentindo-o. Profundamente surpreso e embaraçado, o nordestino dá um pulo para trás se defendendo com as mãos e também lançando olhares para a expressão de choque da catarinense, nenhum deles acreditando naquilo.

— Mas que presepada é essa agora Matinha?! Me leva pra jantar primeiro né! Oxi! Tá fazendo o que?!

— Conferindo uma coisa. — Respondeu bem humorada voltando a se aproximar dele.

— Mas é o que agora? Meu pau?

— Sim. — Confirmou marota voltando a tocá-lo. — Preciso saber qual plug eu preciso. — Apontou de qualquer jeito para a mesa dos brinquedos eróticos e em seguida olhou diretamente para o homem. — Já qui eu acho que o Sul vai querê a frente. Intão ocê ficô cum a porta di trás.

Santa Catarina virou um pimentão ao mesmo tempo que o maior se deu um tapa na cara, desacreditado. Espiou por entre os dedos.

— Num tinha jeito melhor não? Tipo me perguntar, entendesse.

— Num sei si acredito nocê. — Brincou divertida ainda o tocando e avaliando. — I assim é mais gostoso. — Olhou-o afiada. — Num é?

O maior precisou concordar com a cabeça, tímido com a presença da loira ali, ela também estava querendo sumir de vista.

— Eu to quase ficando duro aqui visse. — Confessou baixinho. Avisando também a sulista, sabia que ela poderia não querer saber disso.

— Num precisa agora, só mais tarde.

— Morena, tu não tá entendo, tu não deixas escolha.

Novamente sem avisar a mulher puxa o cós da calça alheia e olha para dentro interessada.

— Caralho Matinha! Calma! — Norte pega em seu pulso embaraçado.

— Amiga! — Catarina também precisou exclamar.

— Calma, por que? Estamos na festa xuxu. — Ela sorria largo. — Ocê divia di tá preparado pra isso. — Desafiou ele e olhou para a amiga ao lado, ela lançava olhares desconfortáveis porém curiosos para o que fazia com o homem. — Qué vê também Cat?

A loira negou veemente com a cabeça se embaraçando mais, não tinha coragem de olhar o potiguar no rosto.

— Não é que eu não esteja, é tu que estás me pegando sem avisar entendesse.

— Eu vô pegá nocê agora. — Enfiou a mão em sua roupa o tocando diretamente.

— Mas tá encapetada é? — Reclamou revoltado.

— Eu avisei.

— Mas não assim né morena! — Gemeu surpreso por ela o apertar deliciosamente. Cedeu o tronco e apoiou a cabeça em seu ombro. — Isso é golpe baixo Matinha.

— Não existe golpe baixo hoje, garotão. — Continuou mexendo nele.

— Vais mesmo me deixar duro agora?

Diante da pergunta, a centro-oestina tira a mão de sua calça gerando um gemido de reclamação involuntário do potiguar.

— Não. — Respondeu simplesmente com um sorriso. — Já consegui o qui eu quiria.

A "festa"  -  ABANDONADOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora