como eu disse, tenho material acumulado dessa fic, mas já aviso que não está ainda em ordem cronológica, portanto posso demorar a postar pq preciso escrever as conexões de cenas~
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— Tá de sacanagem com a minha cara? — São Paulo falou em voz alta assim que abriu e leu o e-mail que acabara de receber de Brasília, de seu e-mail pessoal.
— Que foi Paulinho? — Espírito Santo perguntou calmamente, já acostumada com as esquisitices de falar sozinho do colega.
— Cê viu o e-mail da Brasília? Que ela enviou agora?
— Não vi não... — A mulher começou a mexer em seu computador. — É importante?
— Também num recebi nada não sô. — Minas se inseriu na conversa fazendo o paulista levantar o rosto e corar um pouco.
— Não é no e-mail da empresa, é no pessoal.
— Fala logo o que é porra. Aqui não é novela não bolachinha. Pra ficar falando em capítulos.
O carioca se pronunciou incomodando o outro ao mesmo tempo que abria seu e-mail pessoal para ver o que estava acontecendo. Precisou rir alto.
— Caralho! Ela enviou meixmo um bagulho desses?
— O que é Rio? — ES se aproximou da mesa do carioca querendo ver a sua tela. — Meu celular não tá conectando aqui pra eu ver.
— Ah não! Abre aí no seu pô! — O descolorido agarrou o próprio monitor tentando proteger a imagem da tela. Teve os pulsos agarrados e afastados pelo mineiro e sua força descomunal. — Qualé caralho! Assim é covardia! — Se debateu desistindo de esconder a tela. Todos ali iam participar da festa mesmo...
Na área do assunto lia-se "Informações úteis".
"Por gentileza leiam todos os arquivos encaminhados para termos um evento bom.
Não esqueçam de enviar o resultado do exame de sangue que foi solicitado anteriormente."
Na área de arquivos encaminhados era exibido vários títulos, dos que conseguiam ler estavam: "Cuidados com o sexo anal", "Como satisfazer sua mulher, um guia prático", "Uso correto dos preservativos", "Shibari, introdução à arte das cordas", "O que eu preciso saber sobre BDSM", "Alergias, edição: partes íntimas, primeiros socorros", "Uso correto dos sex toys mais comuns", "Alimentos à cama: quais os melhores alimentos para brincar com seu parceiro", "Sugestões de jogos em grupo, edição hot", "Lubrificantes e poções disponível + seus efeitos", "Catálogo de inauguração da sex shop do Ná"
— Caramba, ela foi bem específica em alguns aí. — Santinha foi a primeira a quebrar o silêncio. — Né?...
Olhou para Minas que estava estático, escarlate e mudo, completamente embaraçado. Viu o carioca numa situação similar, porém não parecia tão chocado como o mineiro.
— Eu avisei. — São Paulo falou irônico.
— Avisou porra nenhuma boca de chaminé.
Enquanto os dois desandavam a brigar ES se virou para o maior um pouco preocupada.
— Tudo bem Minas?
Esticou o braço para tocá-lo quando viu sua expressão mudar discretamente para uma que nunca havia visto na vida. Era algo extremamente predatório e emanava perigo, todos os sensores dentro de si gritavam em alerta, mesmo assim ela não conseguia se mexer tamanho o choque. Por um segundo ele a fitou com uma dominância tão avassaladora que a vontade da mulher era de simplesmente se entregar ali para ele seja como vítima ou seja como jantar. Seus olhos quase lacrimejavam e por isso precisou piscar rapidamente. Quando voltou a fitar o mineiro, um milésimo de segundo depois, era como se nada tivesse acontecido e tudo aquilo não passasse de delírios da sua cabeça. O que passou a acreditar imediatamente quando ele abriu um sorriso encabulado para si e colocou a mão na nuca demonstrando seu embaraço.
— Tô sim pitoca, só foi o susto mesm sô. A Brasília enviando uns trem desses né. Deixa nois mei sem jeito.
— S-sim. — A menor disfarçou sua profunda confusão. — É estranho receber isso dela.
— Mais eu tô animado pra festa, vai di sê interessante.
— Vai sim.
— Que foi Minão? Tá querendo pegar quem lá? — Rio de Janeiro entrou na conversa deles.
O mineiro corou mais e desviou o olhar.
— N-ninguem im particular.
— Vai pegar o Sul de novo? — São Paulo comentou com um sorriso sacana.
O que atraiu o olhar um pouco desesperado dele para si.
— Foi o Paraná que me contou. — O paulista esclareceu divertido. — Mas depois daquele beijo que o Matin deu nele era bem claro que vocês se entenderam né meo.
— Até porque não teve briga depois sacou. — Rio olhou para a Santinha. — Que foi pintora de rodapé, tu tá muito quieta aí.
— N-nada não. — Lançou um olhar rápido para o mineiro ainda ponderando se estava delirando ou não. — Eu vou ler o e-mail com calma depois. — Apontou para a própria mesa. — Agora eu tenho que acabar o que eu tava fazendo.
Rio deu de ombros superando o estranhamento e logo voltando ao assunto anterior.
— Conta aí como foi pegar eles Minas! Foi bom?
— F-foi normal sô. — Corou as bochechas tímido.
— Não foi isso que o Paraná falou. — São Paulo refutou cantarolando. — Ele disse que tu pegou o Sul de jeito.
— N-num sei do qui ele tá falando uai. — percebeu que não adiantava dar meias respostas. — Nois só si pego mesmo.
— Qualé meo, fala aí. O Sul foi bom? — O paulista continuava pressionando com um sorrisinho maroto no rosto.
— Pra que tanta curiosidade boneca? Tá querendo pegar o Sul por um acaso? — Rio falou incomodado.
— Quer saber? — Olhou desafiador pro carioca. — Eu tô sim. Deve ser melhor que você.
— Du-vi-do! — Levantou de sua cadeira batendo as mãos na mesa. — Eu sempre te arrebento goxtoso boneca. — Sorriu convencido.
— Pelo que o Paraná fala ele é melhor que tu. — SP provocava com um tom de deboche.
— Até parece! É o Paraná que não me conhece isso sim!
— Quer apostar? — Propôs sorrindo largamente desafiador.
Fez o carioca parar por um momento.
— Fecho. — Estendeu a mão. — Quanto?
— Uma mamada.
RJ recolheu a mão.
— O que mais?
O paulista revira os olhos.
— Sem reclamação. É a minha melhor oferta.
— Fecho. — Voltou a estender a mão e trocaram o cumprimento com firmeza.
— Vocês dois se pegando. — SP sorria agressivo.
— Caralho não era isso não menó! — O paulista segurava sua mão com todas as forças o impedindo de desfazer o contato.
— Já era Rio. — Apontou para os colegas de sala. — Vai arrega mesmo na frente de testemunhas é? Não é homem não?
O mineiro só deu uma espiada por coincidência, mas foi suficiente para pressionar o carioca.
— Eu não arrego não caralho! Sô homem porra!
O paulista se limitava a sorrir divertido, tinha conseguido ludibriar o outro para fazer algo interessante. Tinha certeza que o Sul não daria para ele, portanto era ele que daria pro Sul. Ia ser uma cena memorável. E tinha certeza que Paraná o ajudaria a fazer aquilo acontecer.
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Gentem e esse Minas?!
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A "festa" - ABANDONADO
Fanfiction- As regras são simples. - RJ explicava para a rodinha. - Cada rodada a gente sorteia um nome e cada um responde se come, dá, pega ou passa. - O moreno sorria largo, indicando o potinho com vários papéis. - Come e dá é óbvio o que significa, pegar é...
