Roupa

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— Amiga! Cê já tem roupa pra ir na festa?

Matinha entrou na sala sem a mínima cerimônia, se dirigindo para a catarinense. Aquilo atraiu a atenção dos outros dois constrangendo ainda mais a loira que colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e respondeu encabulada.

— Ai guria, e-eu tenho alguma coisa neh.

— Eu num tô falando daquelas lingeries do dia a dia não muié.

— Eu disse que tenho.

— Qui tipo? Porque eu tô cum vontade di i compra alguma coisa mais tchan sabe. Aquela abertas im baixo i tudo o mais.

— Essas são boas. — Sul comentou com um sorrisinho de canto. Não conseguiu ignorar o assunto. — Acesso fácil.

— Num é!

— Aposto que a Cat não tem desse tipo. — Falou bem humorado se dirigindo para a amiga.

— Tu não saberia! — A mulher se defendeu indignada.

— Tem razão. Mas eu te conheço guria, tu não faz o tipo. — Olhou para a centro-oestina. — Já a Matinha...

— A Matinha tem umas bem bonitas! — Dessa vez foi Paraná que entrou na conversa alheia.

— Até tu Paraná! — Catarina foi obrigada a reclamar.

— Uai amiga, olha só. — A morena começou a desabotoar a própria blusa.

— Matinha!

— Eu só vou mostra do que qui eu tô falando sô. Relaxa.

— É Cat, relaxa. — O gaúcho não deixou de corroborar, a vista estava boa.

A loira apoiou ambas as mãos na boca, enfim desistindo. MT abriu a camisa exibindo o sutiã de renda vermelha que usava.

— Viu. Esse é bem básico. Eu tava querendo comprar um qui tivesse aquela fenda aqui ó. — Mostrou do que falava. — Esse aqui tem bojo também.

— Ah, eu sei qual que é. — O gaúcho exclamou divertido. — O Paraná tem um. Neh paixão?

— Sim, mas o meu é preto. — O menor sorria divertido, gostava daquelas conversas. — E vem com um casaquinho com plumas na gola daí.

— Mas esse eu quase rasguei.

— Tu tava muito afobado neh paixão. Por isso.

— Pois intão, eu quero algo assim. — Matinha falou animada.

O barbudo voltou a olhar para a visitante.

— Mas tu não precisa de bojo neh guria.

— Pro dia a dia sim, pra essa festa, não. E esse aqui ainda é daqueles grossos. — Pegava no material, analisando justamente isso. — Sente aqui.

Ofereceu para o loiro. Sul abriu um sorriso largo, obviamente que não ia recusar, mesmo assim lançou um olhar para o namorado pedindo autorização. Paraná sorria divertido, estava claro que não se oporia.

— Posso sentir de outra forma guria? — Perguntou maroto enquanto se levantava e aproximava dela.

Matinha logo entendeu e devolveu o sorriso.

— Podi sô. Nois já tá inscrito na festa mesmo. — Mordeu a boca maliciosa.

Sul se aproximou e a tocou de mãos cheias, sentindo bem a carne da morena. Encarava descarado os peitos dela, mas quando a centro-oestina gemeu um pouco olhou para seu rosto animado. Sorriram um para o outro e o homem voltou a encarar seus peitos, juntou-os apertados um contra o outro brincando com o dedão por cima do bojo mas querendo que ela sentisse seu toque também.

A "festa"  -  ABANDONADOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora