Cap 38 a 40

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— Mainha! — Rio Grande do Norte exclamou de repente no meio do grupo que enchia a piscina. — Tu chegaste!

— Cheguei sim meu filho. — A morena respondeu sorridente. Carregava uma forma de bolo nas mãos. — Visse, onde eu coloco isso? — Indicou o confeito.

— Eu te mostro. É logo ali, no bar. — O potiguar se adiantou em guiá-la.

Assim que ambos se afastaram todos os olhos se voltaram para Sergipe, que tinha a cabeça baixa e as bochechas rosadas desviando o olhar para o chão.

— Tudo bem, meo? — São Paulo quebrou o silêncio tocando o nordestino no ombro.

— S-sim... — Murmurou devagar. — É só que é estranho entendesse.

— Claro que a gente entende. — Paraná o abraçou por trás. — Mas é por isso que a gente pergunta daí.

— Sim, sim. — Deu um sorriso fraco. — Obrigado, mas a gente tá bem resolvido. É só não se esbarrar....

— Sergipe! Era bem tu que eu queria falar! — Pernambuco apareceu animado com os braços abertos. — Fala povo! — Cumprimentou Paraná e São Paulo que estavam se revezando para encher a piscina. — Tão fazendo o quê?

— Soprando velinhas. — O sulista não conseguiu não ser irônico.

SP explicou no lugar do menor.

— Vamos fazer uma competição, eu o Ná e o Tins pelo título de íncubo da noite.

— Ín- o que?

— Íncubo, o demônio do sexo. — O paranaense explicou, agora mais calmo. — Mas ninguém aqui tinha uma bomba pra emprestar.

— Se bem que a piscina foi na sorte que o Minas tinha meo, já devia estar agradecido, seu ingrato. — O sudestino chamou a atenção do melhor amigo.

— Oxente! Mas eu tenho uma bomba pra encher! Tá lá no carro.

— É sério?! — Os dois amigos exclamaram animados.

— Seríssimo! Meu pneu volta e meia da problema e fica vazando, daí eu tenho que andar com uma dessa no porta malas. Vou lá buscar. — O pernambucano lançou um olhar para Sergipe, que se mantivera calado até ali. — Venha me ajudar Gipe. — Agarrou o braço do surfista e saiu andando com ele.

— B-buco! Eu sei ir sozinho. — Ele até reclamou, sem nenhum efeito.

Quando já estavam longe o mais velho comentou divertido.

— Então Gipe, como estás se sentindo aqui?

O loiro mordeu um pouco os lábios. Estava inseguro de falar as coisas para ele, mas a hora de ser autêntico consigo mesmo e com os outros era agora, não podia cair nos antigos padrões.

— A-animado. Vai ser uma festa divertida.

— Vai ser mesmo. Eu tô só de olho em alguns ai. — Encarava o surfista com intensidade, porém não foi percebido.

— A-ah, é? — SE abriu um sorriso de canto nervoso e divertido. — Quem que estás de olho? Mainha vai deixar?

Mencionou a baiana sem pensar, estava quase se desculpando quando o outro o interrompeu.

— Estou olhando pra ele. E meu docinho de coco já deu a autorização, se ele quiser também, é claro.

— Cadê? — O surfista olhou em volta curioso. Não via ninguém na rua, todos que chegaram estavam dentro da casa já. — Onde que tá? — Não havia percebido.

A "festa"  -  ABANDONADOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora