Dia seguinte

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_____ A _____
Mai qui diacho di troço qui tá mi cutucando? Ô jeito ruim di acordá sô. Matin grunhiu sonolento, abrindo os olhos devagar. O quarto estava escuro, mas podia ver que era efeito da cortina black out, que por causa de uma fresta deixava a luz solar entrar, mas nada que atrapalhasse o sono dos outros.

Não lembrava com quem exatamente que dividia o quarto, só que havia deitado numa das camas dispostas no chão ao lado do melhor amigo, seu namorado e o próprio namorado do outro lado.

Se sentia ser abraçado e via Minas Gerais à sua frente, de costas para si. Grunhiu de novo, só podia ser o Sul o abraçando. Depois de ontem ele parecia mei grudento. Não que não gostasse de seus braços em volta de si e a perna sobre as suas. Mas o que que ele levou pra cama que agora estava incomodando tanto a ponto de tê-lo acordado? Revirou os olhos. No dia anterior estavam absolutamente exaustos e definitivamente ainda alterados pelas coisas que haviam consumido, dentre elas aquele brownie maldito, ô trem forte.

O sul-mato-grossense enfiou a mão atrás do objeto incômodo e agarrou da forma que alcançava. Na mesma hora o gaúcho grunhiu. Ah mais num é pussivel! Apalpou aquilo com mais cuidado dessa vez e arrancou um gemido sonolento do loiro. Merda! Era o pau dele! Ele tava duro! E o encoxava ainda por cima! Com o Minas e o Paraná bem ali!

O desespero começava a se instalar no de cabelo comprido. Minas e Paraná haviam deixado bem claro os ciúmes que tinham quando os dois se pegavam. E a festa tinha acabado ontem! Não era pro gaúcho estar desse jeito consigo.... Nem deu mesmo tá gostando! Se xingou mentalmente.

— Sul. — Chamou o barbudo com a voz rouca de ter acabado de acordar. — Sul! — Sussurrou mais alto porém sem se atrever demais para não acordar os outros, mas eles pareciam bem inertes em seu sono. Cutucou o amigo. — Sul! Acorda sô.

Finalmente sentiu algum tipo de resposta, o loiro o abraçava mais trazendo-o para perto. Purque qui tinha qui sê tão bom?! Disgraça!

— Chê.... — Murmurou sonolento. — Fica mais um pouquinho assim guri. — Falou manhoso em seu ouvido. — Antes da festa acabar.... Só mais um pouquinho. — Se aconchegou no maior trazendo os quadris para perto.

Matin não podia negar. Não quando também sentia tristeza de soltá-lo. Era o finzin da festa ainda. Só mais um tiquin.... Eles podiam.

Mais purque que ele tinha qui tá duro?! Agora num parava de pensar nisso. E porque diacho qui ele tava si esfregando tanto?!

Ah merda! Aquilo era bom. Mordeu o lábio tentando se concentrar. Lançou olhares para a nuca de seu namorado, ele ainda dormia. Tava tudo bem. Sentiu as mãos do loiro escorregarem por seu tronco, ele tinha enfiado a de baixo por baixo de si e agora ficava sentindo seu peito. Virou a cabeça tentando enxergar o sulista. Antes que pudesse distinguir sua expressão ele o beijou, foi arrebatado de prazer, não esperava por aquilo.

— Eles vai vê! — Sussurrou preocupado no seu melhor tom de indignação. Que foi prontamente ignorado pelo barbudo.

— É só puxar a coberta pra cima, qualquer coisa a gente finge que tava dormindo ainda.

Matin ponderou por um momento, a adrenalina disparando em seu corpo. Junto do tesão. Aquilo era mais quente do que estava preparado para lidar logo depois de acordar.

— Ocê num presta. — Puxou o edredom para cima dos dois, cobrindo suas cabeças.

— E tu gosta. — Sul rebateu simplesmente enquanto escorregava a mão para baixo, para a virilha do moreno.

MS gemeu e instintivamente empinou a bunda, sentindo a ereção do gaúcho contra si. Estendeu a mão e alcançou sua bunda, apertando aquela carne com força e trazendo-o mais perto, fez com que gemesse também.

A "festa"  -  ABANDONADOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora