— Chegamos. — Pará depositou São Paulo e Tocantins no chão. O paulista cambaleou um pouco e foi amparado pelo maior, que manteve-se segurando sua cintura. — Uau. — Exclamou baixinho. — Sua cintura é fina mesmo.
Aquela observação fez o menor corar completamente, deixando-o mudo no lugar. Enquanto isso, o restante do grupo reconhecia a chegada do nortista.
— Pará! Chegasse cabra! — Pernambuco o cumprimentou com um toque de mãos estalado.
— Fala homi. — Norte o cumprimentou com um meio abraço de lado. — Tudo certo? — Não percebeu que quando abraçou o nortista foi do mesmo lado que o sudestino estava discretamente alojado. — Opa, desculpa ai Sampa. Te apertei?
— N-não. — Caralho, o Norte é peitudo pra cacete meo! Não é à toa que o Gipe tem mó tara nisso. — Tá tudo bem meo. — Desviava o rosto quando sem querer cruzou olhares com Sergipe. O surfista se limitou a dar um sorriso malicioso, parecendo ler sua mente, rapidamente desviou o olhar para o chão.
— Que foi Paulinho? — O potiguar percebeu o comportamento incomum do sudestino, para seu desespero.
— N-nada não. Já falei que tá t-tudo bem.
— Fala logo Sampa.
Sergipe murmurou sorrindo, um leve tom de autoridade escapando por entre sua personalidade tímida. Norte rapidamente identificou aquilo e olhou novamente para o paulista, agora mais atento à subjetividade do que era falado e demonstrado. Sua atenção redobrada fez o paraense também encara-lo curioso e atento.
— Já falei que não é nada porra!
Tentou afastar o potiguar com as mãos em seu peito e empurrar-se para longe dos braços do Pará ao mesmo tempo que se tornava um pimentão sem perceber. Fraquejou um pouco, surpreso com a textura macia e quente do peitoral do nordestino. Rio Grande do Norte sorriu largo ao perceber aquilo, reconhecia os mesmo sinais que Sergipe no início do relacionamento quando ainda não conseguia pedir para tocar em seu peito.
Agarrou suas mãos o impedindo de afastar e fez exatamente o contrário do que o paulista queria, apertou-o mais contra si, fazendo-o deslizar e sentir mais seu corpo, orgulhoso de seus músculos.
— P-para! — O sudestino ainda conseguiu murmurar antes de soltar um gritinho surpreso ao sentir outro par de mãos o apalpando a cintura. Olhou para trás e encontrou Pará sorrindo simpático e maroto para si.
— Égua papai, você tem mesmo uma cintura fina. — O maior foi cínico em sua fala.
— Tem é? — Norte abraçou o paulista trazendo-o propositalmente contra si, com seu rosto enterrado em seu peitoral, e se juntou ao paraense sentindo o tronco do menor. — Eu sempre fui curioso de saber como tu eras por baixo desse casaco solto que usas sempre visse.
— Cuidado que daqui a pouco ele morde. — Pernambuco falou alto, recebendo um fuzilamento de olhar do paulista, o que fez o mais velho sorrir ainda mais. — É o que o Rio diria.
— É mesmo? — PA comentou se aproximando mais do potiguar e prensando mais o menor entre os dois. — Isso não pode acontecer maninho. — Colocou uma mão em sua nuca, escorregando os dedos até alcançar sua boca e encostar sugestivo o dedo indicador em seus lábios.
Norte gostou da ideia e fez o mesmo, acariciando o rosto do sudestino com o polegar e falando diretamente com ele, o encarando intenso.
— Mas isso não vai acontecer né Paulinho? — Acariciou seus lábios também, o apertando contra si. — Me diz homi.
— Ai, ai…. — Tocantins murmurou baixinho ao pé do ouvido de Sergipe, havia ido para perto do surfista e escorado em seus ombros, já que o mesmo estava sentado, para assistir tudo que se desenrolava com o paulista e os dois mais musculosos do grupo. — Eu que queria estar ali.
— Qualquer um aqui cabra. — Pernambuco entrou na conversa paralela. — Olha aquilo! — Indicou elogioso os dois maiores. — Sergipe que tem sorte de namorar o Poti.
— Se bem que o Gipe não perde no quesito de músculos também. — TO escorregou as mãos para o peitoral do surfista, fazendo questão de sentir sua definição muscular.
— Falasse uma verdade agora. — O mais velho concordou com um sorriso fazendo o sergipano corar.
O gemido do paulista atraiu novamente a atenção dos outros, os fazendo assistir a pegação alheia.
São Paulo tentou abrir a boca para responder os dois maiores, mas assim que destravou a mandíbula, Pará enfiou o indicador pela pequena brecha e o fez abrir mais a boca, travando-a aberta. Porque aquilo não era ruim, cacete?! Encarou a expressão gulosa do Norte sobre si e arrepiou corando ainda mais.
— Tu ficas bonitinho assim visse homi. — O potiguar acariciou o rosto do menor, passando os dedos pelos seus lábios e gentilmente brincando com sua língua exposta. — Um animal selvagem contido. — Riu do termo.
— É assim que se contém um gatinho do mato. — Pará entrou na brincadeira, falando ao ouvido do paulista. — Primeiro tem que pegar no cangote. — Passou a mão firmemente pela nuca alheia, envolvendo-o o pescoço. — E pra não morder a gente trava a boca assim. — Mexeu o dedo alojado entre os dentes molares dele, claramente travando sua mordida. — Depois dá pra fazer o que quiser com o gatinho. — Provocou o paulista.
— É mesmo? — O nordestino continuou, murmurando muito próximo da boca de São Paulo, que só conseguia gemer em um protesto fraco. O beijou profundamente.
De repente SP sente seu casaco e blusa sendo puxados para cima e mãos fortes o sentindo intimamente. Arregalou os olhos para o potiguar que simplesmente sorriu e continuou. Numa comunicação muda, Pará e Norte conseguem despir o paulista sem soltá-lo, não que o mesmo tentaria fugir. No mesmo embalo o nordestino também tira sua blusa e volta a apertar o menor contra si, o abraçando fortemente, enquanto o nortista espelhava o comportamento, retirando também sua blusa e o abraçando por trás.
A única coisa que São Paulo conseguia fazer era agarrar os braços fortes dos dois, cravando as unhas naquela carne. Já conseguia sentir o próprio pau duro e o dos dois no meio do caminho. Arrepiou receoso. Eles eram grandes! E estavam os dois em cima de si! Só me falta eles quererem enfiar ao mesmo tempo! Daí eu tô morto meo!
— Isso é injusto piazada! — De repente a voz de Paraná soa alto interrompendo tudo. — Aqui era pra ser uma competição! Todos ao mesmo tempo! — Olhou para o melhor amigo num misto de indignação e satisfação de vê-lo daquele jeito. — Já tá querendo trapacear é seu jaguara? Já não bastava o Tins com o Minas? — Se aproximou do trio dando tapas nos dois maiores fazendo-os soltar o paulista. — Chega disso! Vamos logo encher a piscina e entrar os três. — Olhou afiado para o tocantinense mais ao fundo. — Ao mesmo tempo! Pra ser justo neh!
— Que foi cunhadinho? Ficou com ciúmes? — Norte puxa o sulista e o abraça forte falando ao seu ouvido. — Ou inveja?
— Nenhum dos dois! — O paranaense esperneou no lugar. — Só quero justiça!
— Então pra ficar justo o Gipe vai dar um trato em você antes. Pode ser? — O potiguar ofereceu com um sorriso maroto, sabia que o menor havia gostado muito do jeito que o seu namorado o pegava.
Viu satisfeito os dois corarem e Paraná ceder desviando o olhar.
— P-pode ser daí. Mas tu vai lá e pega a panela de água que eu botei no fogo pra esquentar um pouco a água da piscina! — Ordenou.
— Tudo bem. — RN olhou para o surfista com um sorriso. — Espero que não se importe Gipe, acabei te oferecendo pra ele.
— N-não. Tudo bem Poti. — Falou tímido olhando para o concunhado e abrindo um sorriso safado. — Eu cuido dele.
Diante da atenção o paranaense ordena os outros.
— Tão olhando o que? — Resmungou irritado. — Tem mais coisa pra fazer ainda. Eu fui o único que me mexi pra ajeitar alguma coisa dessa merda de competição enquanto vocês estavam se divertindo aí.
— Tá bom Paraná. Calma cabra. — Pernambuco falou. — Eu e o Tins vamos lá pegar o lubrificante pra por na piscina enquanto o Gipinho “te dá um trato”. — Gesticulou as aspas enfatizando o que aconteceria em seguida fazendo a dupla corar novamente.
— E-então vai logo! — Paraná murmurou entredentes. — Antes que eu bata mesmo no Tins.
— Vai logo pega teu prêmio homi. — O pernambucano continuou provocando enquanto passava por ele e lhe dava um empurrão em direção ao surfista. — Que depois vai ser eu.
— Cala a boca!
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A "festa" - ABANDONADO
Fiksi Penggemar- As regras são simples. - RJ explicava para a rodinha. - Cada rodada a gente sorteia um nome e cada um responde se come, dá, pega ou passa. - O moreno sorria largo, indicando o potinho com vários papéis. - Come e dá é óbvio o que significa, pegar é...
