|Capítulo 25|

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P.O.V Amélia Scott

A luz suave da luminária da cozinha pairava sobre a mesa, lançando sombras suaves sobre os pratos. Eu estava sentada à mesa com meu pai, mordendo devagar a borda da minha fatia de pizza. A mussarela nem parecia ter gosto. Minha mente estava a mil  Henry era o Kid Danger.

Cada pequeno detalhe que antes parecia irrelevante agora fazia total sentido. As sumidas repentinas. As desculpas esfarrapadas. O jeito como ele agia depois do resgate. E, acima de tudo... o beijo.

Será que mais alguém sabia?Jasper talvez? E a Charlotte? Aquela garota era mais esperta do que deixava transparecer.

Mas antes que eu pudesse mergulhar mais fundo nesses pensamentos, a voz do meu pai me arrancou do transe.

— Está tudo bem, querida? — ele perguntou com um olhar curioso.

Olhei pra ele, fingindo um bocejo preguiçoso.

— Claro, pai... só tô com sono.— menti, enfiando mais um pedaço da pizza na boca para evitar prolongar o assunto.

Ele me lançou aquele olhar de "pai que sabe quando você tá mentindo", mas resolveu deixar passar.

— Então come e vai dormir.— respondeu direto, como sempre.

Fiquei ali um segundo, piscando enquanto processava a resposta seca. Depois, apenas balancei a cabeça e terminei meu refrigerante com dois goles rápidos. Coloquei o copo de volta na mesa, peguei meu prato e me levantei.

— Boa noite, pai. — murmurei, já de costas, enquanto saía da cozinha.

(...)

Agora, deitada na minha cama, a única luz do quarto era a da tela do celular que pairava acima do meu rosto. O silêncio era total. Tudo parecia em pausa.

Na tela, duas imagens lado a lado: Henry e Kid Danger.

Eu as encarava como se fossem enigmas esperando para serem decifrados. Como ninguém tinha percebido isso antes?

Talvez o mundo inteiro estivesse tão encantado com o herói de máscara que esqueciam de olhar mais de perto. Mas eu vi. Eu senti. Eu beijei… os dois.

Soltei um suspiro, deixando o celular cair suavemente sobre meu peito.

— Como é que eu vou olhar na cara dele agora? — murmurei no escuro, sentindo o calor subir no rosto mesmo sozinha.

Kid Danger era Henry.
Henry era Kid Danger.

E eu estava totalmente, completamente, irremediavelmente....

(...)

P.O.V Narradora

A sala estava em silêncio, exceto pelo som das folhas sendo folheadas pela professora e o arrastar tímido de cadeiras enquanto os alunos iam até ela entregar os trabalhos. Amy mantinha os olhos fixos na ponta do lápis, riscando distraidamente o canto de seu caderno. Henry, sentado duas fileiras atrás, também evitava qualquer tentativa de contato visual. Desde o beijo acidental ou não que rolou na casa dele, a tensão entre os dois era quase evidente.

𝗗𝗔𝗡𝗚𝗘𝗥 𝗟𝗢𝗩𝗘𝗥 | 𝐇𝐞𝐧𝐫𝐲 𝐇𝐚𝐫𝐭Onde histórias criam vida. Descubra agora