XIII

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POV Harry

Victoria nos encarou, ao lado de Pierre, o dono da loja e meu amigo. Ai porra, por quê? Olhei de relance para Juliana e a vi mudar completamente, seus ombros indo para trás e a cabeça para cima, como se não ligasse nem se importasse com a presença de Victoria. Ela deu uma risada, virando-se para mim.

-Até isso você faz para ela? – a naja perguntou e eu franzi a sobrancelha. – Ah não diga que acha que eu não sei que quem vai pagar o vestido dela é você? Aliás, ela vai à festa? – Vistoria perguntou e vi a cabeça de Juliana pender para o lado enquanto me olhava. Ela se aproximou um passo de mim, para que ficasse bem mais perto do que estava. Louis, Eliana e Pierre olhavam tudo com curiosidade.

-Claro que ela vai. Além de trabalhar na minha empresa, ela é minha namorada. – coloquei a mão na cintura de Juliana, puxando-a para mim. – Pierre, vamos tirar as medidas? – eu perguntei para ele, que assentiu rapidamente, puxando Juliana e sua mãe para outro lugar. Olhei de Louis para Victoria e dei às costas para ela, puxando Louis pelo braço até a recepção. Mesmo assim, pude ouvir os malditos saltos atrás de nós.

-Você não tem vergonha dela? – ela perguntou atrás de mim. Respirei fundo, lembrando a mim mesmo que em mulheres não se dão socos.

-Por que eu teria Victoria? – perguntei sem olhar para ela e sorri para a recepcionista enquanto ela me passava alguns documentos da loja.

-Ela nem se compara a mim. Ela é desleixada e baixa... Em todos os sentidos. Ela... – eu a interrompi.

-Pode parar por aí. – falei seco. – Isso, primeiramente, não é da sua conta e nunca será, então porque você não vai ser piranha em outro lugar? – ouvi uma risada contida de Louis. Ela olhou para ele furiosa.

-Um dia você vai notar que ela não passa de mais uma Harry. E quando notar, a gente conversa.

-Espero que esse dia não chegue. – eu comentei com Louis, vendo-a sair da Loja.

-É cara, você ta fodido. – ele riu.

-Eu sempre estive.

(...)

POV Juliana

Eu não sei como alguém poderia ter tantos vestidos lindos. Pierre tentava me forçar a entrar em um que eu não usaria nem amarrada.

-Não Pierre. Não quero este.

-Pierre o que está fazendo? – ouvi a voz de Harry e ele logo apareceu com Louis ao seu lado.

-Sua garota não quer usar um vestido lindo desses. – ele respondeu denunciando-me. Abri a boca em indignação.

-Não isso. O que eu não entendi é por que vocês estão pegando vestidos prontos.

-Oi? – eu perguntei.

-Pierre faria um vestido para você, não é? – ele perguntou novamente, sentando-se numa poltrona ao lado de minha mãe, que desistira de opinar.

-Não precisa. Podemos continuar com os prontos. Deve ser difícil fazer um vestido.

-Que isso querida É tudo o que quero. É só me deixar tirar as medidas e confiar em mim. – Pierre sorriu e eu revirei os olhos.

-Ok. Se você jurar que não atrasará nenhum outro pedido.

-Eu juro que não vou atrasar nada. – ele sorriu e pegou uma fita métrica no bolso. Suspirei e cerrei os olhos para Harry. Ele sorriu para mim e mandou um beijo.

(...)

-Mas foi divertido pelo menos. O que será que ele fará para você? – minha mãe perguntou do banco de trás.

STOCKHOLM SYNDROME | H. STYLESOnde histórias criam vida. Descubra agora