O casal entra na casa, rindo.
Any: to falando sério! Eu acho que esse tempo que a gente ta passando junto, ta me contaminando – Poncho balança a cabeça, rindo enquanto fecha a porta da sala. Ele pega as bolsas do chão e caminha do seu lado em direção a escada – nunca senti tanta fome como agora.
Poncho: eu não sei de onde você tirou que eu tenho mais fome que você – Any para de andar e lhe olha, chocada.
Any (ri): você é muito cara de pau, Alfonso – ele para de andar e lhe olha, rindo.
Poncho: ih, me chamou de Alfonso – ri – é sinal de que o negócio ficou feio pra mim - mas ela lhe ignora.
Any: Alfonso Herrera, você ta querendo dizer que EU – aponta para si – como mais que você?
Poncho: e não é verdade?
Any: CLARO QUE NÃO! Olha o meu tamanho e olha o seu. É óbvio que você come muito mais que eu.
Poncho: Eu também achava óbvio. Nunca pensei que uma princesinha desse tamaninho pudesse comer tanto – Any cruza os braços, revoltada. Poncho solta as bolsas no chão e a olha – você sabe que eu não to mentindo.
Any: eu posso até comer bem, mas você dizer que eu como MAIS que você é um absurdo – Poncho disfarça um sorriso.
Qualquer assunto com ela se tornava divertido.
Poncho: ta bom, eu posso ter exagerado um pouquinho – ela cruza os braços novamente e ergue a sobrancelha, debochada – ok, ok – ergue as mãos em sinal de redenção e corrige – eu exagerei muito. Ta bom assim? – ela descruza os braços e ergue o queixo, arrebitando o nariz.
Any (enfatiza): agora que você está falando a verdade, ta ótimo – ele ri e balança a cabeça.
Poncho: Se com esse tamanho você é mandona, imagina se fosse alta – ela bate no seu braço com força – AI! – reclama, rindo
Any: se você continuar me zoando, o próximo tapa vai ser na sua cara – ele tenta segurar o riso, mas não consegue. Any mantinha a postura séria, mas quando seu estômago se manifesta emitindo um barulho estranho, ela acaba rindo – olha aí! Sua namorada está morrendo de fome. Você tem que me alimentar.
Poncho (rindo): sim, senhora. O que quer comer?
Any: com a fome que eu to, qualquer coisa. Acho que eu consigo comer um boi inteiro – ele ri.
Poncho: mas sabe por que, né? Você gastou muita energia na ilha – sorri, malicioso e a puxa pela cintura.
Any (levanta os braços e segura o pescoço dele): a gente mal saiu de lá e eu já to com saudade, acredita? – ele assente com a cabeça e acaricia suas costas – de ficar sozinha com você – olha para a boca dele – e de sentir você dentro de mim no meio daquele paraíso – o beija apaixonadamente.
Eles se beijam por alguns segundos até o estômago de Any se manifestar novamente.
Poncho (se afasta, rindo): já entendi o recado. Vou fazer uma carne pra gente do churrasco que sobrou que é mais rápido – ela bate palma, animada e ele olha ao redor da sala, percebendo o silêncio – que estranho... sempre que a gente ta junto alguém atrapalha. – Any ri, concordando e olha ao redor, procurando os amigos.
Any: é verdade. Cadê todo mundo? – Poncho pega as bolsas do chão e eles sobem a escada em direção ao quarto – será que eles estão dormindo?
Poncho: ou estão na praia – eles entram no quarto e Any tira o celular da bolsa.
Any: o sinal ainda não voltou, acredita? – Poncho tira o celular do bolso e percebe o mesmo problema no aparelho dele.
Poncho: no meu também não. Bota no modo avião e tira, deve reiniciar.
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A Tu Lado
RomanceAnahi é a caçula da familia Waldorf. Nasceu em Los Angeles, onde mora até hoje com os pais e o irmão. Apesar da timidez, sempre gostou de cantar e dançar. Seus pais assim que notaram seu talento lhe deram o maior apoio. Quando completou seus 18 anos...
