Seria um trabalho muito difícil encontrar algo simples, especial e que simbolizasse o que eu realmente sentia pela Anne. Já que não sou muito bom detalhador. Não sou muito bom com palavras. Pensei em várias possibilidades de presentes, mas nada que realmente Anne, com sua personalidade arrebatadoramente forte aceitaria.
-Pare aqui, Rubens!
- Sim, senhor! - imediatamente, Rubens obedeceu aos meus comandos e parou.
Paramos em frente à uma das grandes lojas de prestígios, na qual semanalmente minha mãe frequentava.
- Lhe esperarei no carro, Senhor! - Rubens falou.
- Não, Rubens, venha comigo! Precisarei de sua consultoria.
- Mas, Senhor, lhe aviso que não sou muito bom consultor. - deu ele um sorriso de canto e sem jeito.
- Vamos logo, Rubens, sua ajuda me servirá muito, venha!! - caminhamos até o hall de entrada, indo em direção a seção onde ficavam localizadas as jóias. Mas não havia encontrado nada com que me agradasse realmente. Nada que me fizesse parecer especial, sem parecer extravagante. Já estava bastante frustrado naquele momento. E ao estar próximo de voltar para o carro novamente, algo me chama atenção.
Estava exposto em um dos manequins, um anel de pedra vermelho-paixão. Era lindo como ele brilhava, como ele significava tanto em tão pouco, não era algo exageradamente chamativo, nem tampouco exageradamente chamuscado. Era algo simples, precioso, romântico e o principal, representava tudo o que eu gostaria de expressar em uma única peça. Meus olhos piscavam repetidamente. E dali em diante eu tinha exatamente a certeza do que procurava.
Embrulhado em uma caixinha dourada estava um pedaço do meu sentimento, escondido há muito tempo.
Minha pressa de alcançar o shopping se tornou tormenta. Minhas mãos molhadas pela ansiedade, minha testa franzida por conta de um pequeno imprevisto, que poderia pôr fim ao meu plano.
Um bloqueio na Av. principal, parava o trânsito em um engarrafamento infernal. Minha angústia se tornava cada vez mais notória.
- Rubens, será que não dá pra você ir por ali? - era um plano absurdo, já que o único lugar livre, era a área de pedestre. Nada que fosse possível naquele momento angustiante.
- Impossível, senhor. Estaríamos quebrando uma das regras de trânsitos, seremos severamente multados, se caso fizermos.
- Mas, Rubens, nunca iremos chegar lá. - resmunguei inconsolado.
- Não podemos correr este risco, Senhor. - falou ele, decidido.
- Mas Rubens, isso não é um pedido. É uma ordem. Faça logo!
- Não, senhor. Seria impossível!
- Eu me responsabilizo pela multa! - respondi na esperança de fazê-lo mudar de ideia. Sem acordo!
- Infelizmente eu perderia minha carta de motorista, Senhor. Desculpe-me. - respondeu ele angustiado.
Sabe o que é? Eu que não continuo mais aqui. Não posso correr o risco de me atrasar, por conta desse trânsito.
Peguei o pacotinho dourado, coloquei no primeiro bolsinho da mochila, vagarosamente, para que Rubens não percebesse minha intenção. Já que nunca aceitaria. Peguei todos os meus utensílios que estavam comigo espalhados no banco detrás, os guardei, e enquanto Rubens discutia com outro motorista, abri a porta do carro silenciosamente e saí correndo com a mochila nas costas.
Já estava ofegante demais para continuar correndo, Rubens gritava atrás de mim, mas eu nem sequer liguei, já estava há alguns metros de distância, foi quando tive mais uma das minhas brilhantes ideias, que de brilhantes não tinham nada.
Avistei uma bicicletinha que estava escorada em um poste de uma lojinha, montei nela e saí pedalando. Sim, peguei emprestado a bicicletinha. Era algo de urgência e emergência. Sem falar que não havia ninguém na frente que pudesse me impedir levá-la comigo, não era um roubo, era um empréstimo. Mas a ideia de saber que eu nunca havia montado numa antes, isso sim me preocupava.
Eu já não sabia se tombava só pra um lado ou só para o outro, só sei que não aguentaria muito tempo aquilo. Era terrível andar numa máquina de perder gordura. No meu caso, pele mesmo. Já que nem massa quase eu tinha. Ri com o pensamento.
Caminhei até o momento de atravessar o empilhamento de carros na rodoviária.
Após alcançar uma rua sem trânsito, me desfiz da bicicletinha no chão e saí correndo para alcançar um táxi, que estava estacionado no meio da pista.
Consegui encontrar um que estivesse disponível e fomos para o shopping.
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Meus amores, perdoem-me a demora. Minha vida ultimamente ficou corrida demais. Sim, virei gente de negócios. Kkkk
Esse é só uma continuação. Mas haverá mais um pedaço. Foi só pra poder postar logo.
Comentem por favor se gostaram, e não saia sem deixar suas estrelinhas. Até mais babys.
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Virou Amor
RomantikSinopse Angeline é uma menina corajosa e lutadora, aprendeu com sua vida, a se defender de seus inimigos e diante a todo sofrimento que a vida lhe proporcionou, não desistiu de lutar por sua felicidade. Ela se vê totalmente desamparada, quando o de...
