Capítulo 49 -"Comecei a tremer na base."

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- Já que tocou no assunto, onde ela está? Não que seja da minha conta, mas...
- Ela é modelo e agora está no Brasil para representar uma marca de lá - falou e levantou-se - chegamos.
Saímos do avião, pegamos nossas bagagens e um carro estava a nossa espera. Enquanto o automóvel passava pelas ruas da cidade, meu queixo caiu. A cidade era maravilhosa! Chegamos quando o sol já havia sumido há muito tempo, assim, a cidade estava toda iluminada, as pessoas passavam quase tão depressa quanto os carros.
- O que achou? - Nick perguntou, lembrando-me de sua presença.
- É incrível - disse, maravilhada - como eu nunca havia pensado em conhecer esse lugar?
- A maioria das pessoas tem uma ideia errada da Alemanha. Provavelmente pensam que encontrariam aqui nazistas armados perambulando pelas ruas ou até mesmo o próprio Hitler, de algum modo.
Sem conseguir me segurar, joguei minha cabeça para trás e soltei uma gargalhada sonora.
- É exatamente isso.
- E não sabem o que estão perdendo - ele comentou e era notável que sentia orgulho de suas origens. Coloquei minha cabeça para fora da janela como um cachorro e podia até imaginar o brilho nos meus olhos quando notei uma construção belíssima - Esse é o portão ou porta de Brandemburgo, uma construção antiga da cidade e um grande marco da Alemanha. Gosta?
- É esplêndido - murmurei, colocando minha cabeça para dentro novamente e me virando para ele - eu adoro essas coisas antigas.
- Então você vai adorar os pontos turísticos daqui - sorriu - não me deixe esquecer de levá-la.
A imagem de Nick e eu, passeando e conhecendo sua cidade natal, surgiu na minha mente e parecia bem inocente e proveitosa; mas então um surto aconteceu e, de repente, caminhávamos de mãos dadas, ele me explicava cada um dos monumentos da cidade, sorria e me beijava nos lábios. Como um casal de verdade. O quê? Não, não, não e não, eu não vou ficar pensando nisso, de jeito nenhum. Esqueça esse cara, Anne, ele é bom demais para ser verdade e ainda é noivo.
Enquanto eu estava ali pensando que gostaria de ter uma varinha mágica para fazer como o Dumbledore do Harry Potter (ah, vocês sabem, aquela parada de tirar os pensamentos e lembranças e jogar em uma água muito louca), o carro parou e me encontrei diante de uma bela casa. As paredes eram de um tom coral, bem arejada com amplas janelas, de dois andares (ou seriam três?). Caramba, eu comecei a tremer na base.
- Vamos? - Nick apareceu na minha frente, abriu a porta para mim e estendeu a mão para que eu a tomasse. Fiz isso sem pensar muito e logo estávamos caminhando para a entrada. Nick puxou um molho de chaves, procurou a correta e abriu a porta. Mal havia começado a apreciar por dentro quando ouvi passos vindo da escada.
- Olha só quem foi que a maré trouxe - um homem vinha em nossa direção com um sorriso encantador em seus lábios. Quando estava próximo, envolveu Nicholas em um abraço de urso e deu umas batidas leves em suas costas - que saudades de você, irmão.
- Posso dizer o mesmo - Nick respondeu e então se soltaram.

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