- Eu gostaria de falar com o senhor Cooper - falei.
- Vou avisá-lo de que está aqui - ela pegou o telefone novamente e disse algumas coisas em tom de voz baixo; quando colocou o aparelho no gancho, me disse - você pode entrar, está à sua espera.
Respirei fundo e caminhei até sua sala, meus saltos agulha clicando no piso. Bati na porta e sua voz profunda pediu para que eu entrasse.
- Diga-me que tem boas noticias para mim - disse, mexendo de um lado para o outro em sua cadeira giratória.
- Eu conversei com Jonathan Knox ontem - coloquei os papéis sobre sua mesa.
- Que maravilha - ele bateu palma e esfregou as mãos - conseguiu sua assinatura?
- Não exatamente - mordi o lábio inferior - ele disse que iria assinar conosco, mas me fez uma proposta que eu tive que recusar.
- O que ele pediu?
- Que eu saísse com ele durante dois meses.
- Senhorita Hotwell, por favor, diga-me que você aceitou e que temos a assinatura dele - parecia esperançoso.
- Claro que não, eu sou uma profissional e não me sujeitarei a isso - falei seriamente, erguendo o queixo - podemos conseguir outras assinaturas.
- A dele vale milhões - o homem parecia exasperado - por favor, Anne, saia com o rapaz e consiga essa assinatura.
- Já disse que não - me sentei na cadeira do outro lado da mesa - e se me pede para viajar?
- Então te darei passe livre para isso - disse, como se aquilo fosse a solução - vamos, senhorita.
- Não vai acontecer, eu tentei de tudo ao meu alcance para conseguí-lo - fiquei de pé - tentei falar com seu agente, invadi a sua casa para falar com ele e nada funcionou. Então, não há nada para se fazer, com licença - com isso, me afastei para alcançar a porta.
- Eu aumento o seu salário - ele disse e parei com a mão no trinco - se sair com ele e conseguir a assinatura, eu dobro seu salário.
Merda, o que há com esses homens? Acham que podem conseguir tudo o que querem assim? Droga, e o pior era que a proposta era tentadora e irrecusável. Me virei para olhá-lo e ele sorria docemente.
- E então? - perguntou e fiz uma careta em derrota.
- Tudo bem, temos um trato - falei, peguei o contrato e praticamente rosnei para ele, que sorria largamente.
O jantar não foi tão horrendo como eu estava imaginando, John era um garoto inteligente, sabia conversar e falava coisas que realmente faziam sentido, isso quando não estava tratando de ser um idiota completo. Fomos para um dos melhores restaurantes da cidade, a comida era incrível, as pessoas agradáveis e estava uma noite linda.
- Vamos dar uma volta antes de ir embora? - ele perguntou e eu assenti. A brisa fria soprou em seus cabelos e fechei os olhos para senti-la em toda sua plenitude, estava calor e era prodigiosa a sensação do vento.
- Eu gostei da nossa noite - ele comentou e uma vez ou outra (ou o tempo inteiro) parava para dar autógrafos para garotas histéricas e apaixonadas. Até olhares assassinos eu recebi.
- Sim, foi divertido - respondi enquanto caminhávamos pela rua, apreciando a paisagem ao nosso redor. John mexeu no bolso e puxou um cigarro, acendeu-o e soprou um anel de fumaça - tudo bem - falei e puxei o maldito troço da sua boca - se vamos fazer isso, terá que parar com isso por dois meses.
- Qual o problema com fumar? - perguntou, torcendo o nariz.
- Eu não gosto e se estaremos juntos durante dois meses, nada de cigarros - ele revirou os olhos e bufou.
- Entendido.
Bem, se as coisas seguissem esse rumo, talvez tudo desse certo no final.
- Então, sem namorados? - ele perguntou assim que paramos em uma praça e nos sentamos em um dos bancos de madeira.
- Sem namorados - respondi, olhando a paisagem ao nosso redor.
- Nada? Nem um ficante? - ele estava realmente interessado nisso.
- Nada, sem namorados, ficantes, lances, tico-tico no fubá, niente. - respondi e ele riu sonoramente.
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Namorado De Aluguel
RomanceCréditos a Lindsay Vatz. Repostando, com algumas alterações. Primeiro livro. Leitores e leitoras,sejam bem vindos! Falem comigo, me dêem suas opiniões, digam o que estão achando, o que acham que vai acontecer, etc.
