- Partiremos depois do almoço, tudo bem? - John questionou assim que chegamos no meu quarto.
- Claro - respondi e nos despedimos.
Acordei com algo vibrando perto de mim na cama, talvez eu estivesse sonhando e por isso deixei o zumbido irritante para lá. Porém, o tremor era insistente e passei a mão por baixo do travesseiro, assim que percebi que era meu celular.
- Espero que alguém tenha morrido - falei com a voz rouca de sono e nem mesmo olhei no visor para ver quem era.
- Senhorita Hotwell? - questionou ao longe a pessoa do outro lado, senti minhas pálpebras pesadas e o sono me puxando de volta - senhorita Hotwell? SENHORITA HOTWELL?
Me sentei quando um grito estridente me despertou e eu queria morrer quando percebi quem estava do outro lado. Eu ia perder meu emprego.
- Oh, senhor Cooper? - perguntei bobamente.
- Está acordada o suficiente para falar comigo agora? - senti meu rosto corar mesmo que ele nem pudesse me ver.
- Sim, senhor - murmurei - sinto muito.
- Tudo bem. Estou ligando para informá-la de que ficará por ai por mais um tempo. Estava pensando e podemos aproveitar que está em São Francisco e resolverá algumas coisas para mim - Jensen me passou todas as instruções, papéis e detalhes do que queria e descobri que era muita coisa. Minha estadia aqui seria por um tempo indeterminado.
Me despedi de John mais tarde quando ele bateu na minha porta e disse que o veria novamente em breve. O restante do domingo fiquei trancada dentro do quarto, comendo e assistindo filme como uma mulher deprimida ou ociosa (que era o meu caso); Jensen Cooper me ligou novamente e disse que eu poderia continuar no mesmo hotel por conta da empresa, o que era uma ótima coisa se fosse pensar bem. E pensar bem quero dizer pensar no homem loiro e perfeito quase no final do corredor. O que ele estaria fazendo agora? Eu deveria procurá-lo? Afinal, ele disse que caso eu ficasse aqui, eu poderia fazê-lo.
Entretanto, ele poderia ter dito aquilo apenas por educação. Não, não, não, não... de jeito nenhum eu iria procurá-lo; tudo bem, talvez isso aconteça, mas continuarei negando até que eu esteja parada do lado de fora da porta dele, como a idiota que eu sou.
Quando a segunda-feira chegou, eu passei o dia inteiro correndo atrás de alguns papéis e visitei uma das empresas parceiras da Cooper Records. Quando voltei para o hotel já havia escurecido e eu estava acabada, cumprimentei apenas com um aceno o recepcionista do hotel e caminhei até o elevador; assim que saí do mesmo, encontrei Nick saindo do seu quarto.
- Anne - ele disse e sorriu.
- Olá - devolvi o sorriso, me esquecendo por um tempo o quão cansada eu estava.
- Achei que tinha ido embora - falou, vindo na minha direção, as mãos nos bolsos da frente do jeans, balançando como um felino e me atraindo como uma presa fácil e suicida.
- Meu chefe me ligou hoje de manhã e disse que era para eu ficar e resolver algumas coisas - dei de ombros - não sei até quando ficarei aqui.
- Isso é ótimo - falou e agora era um sorriso enviesado e sexy que ocupou seus lábios cheios - talvez poderia te mostrar a cidade amanhã, se não tiver nenhum compromisso.
Tentei bravamente esconder a empolgação que tomou conta de todo meu ser; eu queria dar pulinhos e bater palmas de felicidade, porém, apenas acenei com a cabeça.
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Namorado De Aluguel
RomanceCréditos a Lindsay Vatz. Repostando, com algumas alterações. Primeiro livro. Leitores e leitoras,sejam bem vindos! Falem comigo, me dêem suas opiniões, digam o que estão achando, o que acham que vai acontecer, etc.
