O Fim do Herói (15)

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Eu estava sonhando novamente o mesmo sonho do qual fazia parte da minha mente, pois não parava de sonhar com aquilo. O mesmo lugar. As mesmas sombras. A mesma sensação de algo familiar. O mesmo sentimento de medo e confusão que me prendia.

Sabia que não estava acordado,porém era como se estivesse preso em um cubo com paredes móveis que a cada segundo se mexia para me esmagar, como um compactador de lixo, pois a sensação era exatamente igual no meu peito. Um barulho angustiante começou a ecoar pelo local semi-escuro, o mesmo som daquele acessório usado por um dentista de quando você tem medo pois é uma criança.

- Clark? - uma voz me chama. Não dava para distinguir era masculina ou feminina, porém a conhecia de algum lugar.

- Clark? Acorde. -novamente a voz é ouvida por mim em meu subconsciente. Eu olhava para os lados, porém tudo que via era escuridão. Não havia nada a mais, até que então, uma luz fraca começou a oscilar no fundo da escuridão, como uma estrela brilhante em um céu completamente preto. Seria essa a porta para algo não desvendado?

De repente, o mesmo pontinho brilhante começa a crescer, deixando o local completamente iluminado, além de...

- Clark? Ah... você acordou. Achei que estava em coma. -Max fala com seu mesmo tom de voz como sempre. Brincalhão, porém não sendo um idiota total.
- Preferia estar... -falo me levantando, tentando me sentar na cama, porém a dor era mais forte do que imaginava que seria. Encosto minhas costas na cabeceira da beliche inferior e respiro profundamente, mesmo com aquela sensação aguda que preenchia meus pulmões.

- Entendo. Foi uma luta bem... energética.

- Sim, foi. -falo de olhos fechados, pois a claridade apenas atrapalhava e aumentava a minha dor de cabeça. - Gostou de me ver apanhando?

Inicialmente ele riu, envergonhado, porém sabia que ele não estava rindo de minha cara.

- Apanhar? Cara, você deu um show lá na arena! Tudo bem que você não começou a lutar tão bem assim como lutou no final da luta, mas todos estavam vibrando no refeitório.

- Sério? -falo pensativo sobre o que ele acabara de dizer.

- Não, não. Estou brincando com você... ah, espera, seria típico de mim. Então não, não estou brincando.

O que ele acabara de me dizer soava familiar, pois ele já dissera a mesma coisa para mim antes, em uma de nossas conversas. Talvez ele nem se lembre mais disso.

- Você sabe que poderia ter matado ele, certo? -ele fala sem hesitar, diretamente.

- Eu não ia matar ele. Não sou um assassino, Max.

- O.K, eu sei disso. Mas... ele estava lutando com você com esse propósito em mente...

- Que seja, eu nunca mataria um garoto inocente. -procuro me levantar enquanto falo, porém não consegui encarar a maré de dor que me cobria da cabeça aos pés. Grunho baixo de raiva por ter que ficar parado, pois odiava aquilo. - Eu vi...

- Viu o que?

- O medo nos olhos dele... ele não queria ter feito isso. Ele só fez porque não tinha escola. Eu me vi nos olhos dele, Max... eu me vi em meu primeiro dia aqui. O medo. A insegurança. A sensação de vazio e desespero. -Max ouvia tudo, sentado e quieto.- Ele não deve ter mais de quinze ou dezesseis anos. Não deve nem ao menos saber o que significa tudo isso. 

- Mas Clark, nem nós sabemos o que isso significa. Como ele poderia saber?

Volto a ficar em silêncio por causa do comentário quase realístico de Max, pois a resposta era tanto visível quanto a minha cara de cansaço naquele momento. Todos os acontecimentos levavam ao mesmo muro inquebrável de uma charada que mal começou a ser desvendada. Não havia nem ao menos uma rachadura indicando o que havia do outro lado dessa divisória imaginável.

- Sabemos sim, Max. Sabemos o que significa... -o ar em volta de nós começou a ficar pesado pelo fato de eu saber que essa era a única resposta válida para uma pergunta que nem o homem mais corajoso do mundo teria o peito de ferro em encarar. - O fim das nossas vidas. 

Aquele mesmo clima anterior cheio de respostas angustiantes sobre minha batalha se transformou numa névoa de falta de esperança e medo do que poderia acontecer amanhã, ou até mesmo enquanto dormíamos para encarar um outro momento de sobrevivência. Em minha mente, ela não tinha forma detalhada, mas era semelhante a uma caveira negra que se espalhava em cada canto de nossas mentes a procura de um farelo de alegria para assim, destruir e acabar com ela. Não adiantava lutar, pois a cada segundo ela se tornava mais poderosa e concentrada em sua principal função: nos deprimir do futuro.

Max subiu para a cama de cima, pois sabia que eu não daria conta de levantar. Eu dormia mais na cama dele do que na minha, o que me fazia pensar que ele não deve gostar nem um pouco disso. Minha vontade agora era de levantar e ver como Emma estava, já que não há via por um tempo. Não sei se posso chamar isso de apreensão, mas me sinto na obrigação de vê-la bem. Seu comportamento ignorante e fútil de sentimentos comigo, até agora, não afetou essa minha estranha vontade de querer ver o bem dela. Talvez seja a minha preocupação com meus únicos amigos que tenho, pois também não gostaria de ver Max ou Selina maus. Mas com ela existe algo que difere dos dois, algo que deixa o sentimento mais intenso. Mas tudo isso estava sendo estragado pelas dores e pelo cansaço, que me engolia para baixo cada vez mais. Eu deixei me entregar, pois resistir só aumentava a sensação desconfortante de meus músculos contraindo. Tudo o que queria era que quando eu acordasse, a mesma se amenizara ou se esvaziasse de dentro de mim. Mas poderia levar tempo até que isso acontecesse. 


*

OLHA QUEM ESTÁ DE VOLTA! Meu deus, como eu estava morrendo de saudades de escrever, Sério, me sentia tão fútil (comecei a usar essa palavra e recomendo, ela é legal ashuashua)sem escrever para vocês. Eu sei, eu sou um idiota de segunda classe, me perdoem, mas eu posso explicar o que aconteceu. Eu estava escrevendo essa capítulo faz tempo, mas nunca tinha tempo para terminar de escrevê-lo e finalizá-lo, e quando eu finalmente tive tempo (por causa das férias, amém), meu celular decidiu que não iria mais funcionar. Agora, ele não para de reiniciar. Mas, a minha salvação foi voltar a escrever pelo computador. É meio estranho já que me acostumei a escrever pelo celular, mas eu me acostumo. Prometo que vou recompensar a demora de algum modo. Juro por toda Nutella do mundo. Mas enfim... THE GHRAMERS ATINGIU 1,1K DE VISUALIZAÇÕES!!! SIM, ISSO FOI UM TIRO PRA MIM TAMBÉM. Eu, sinceramente, não tenho palavras para descrever o quanto eu estou agradecido por isso. Eu agradeço a todos que me ajudaram com a história, votando, comentando opiniões e também lendo a minha obra, porque nada disso teria acontecido sem vocês. Eu não sou muito bom em agradecer, mas podem ter certeza absoluta que estou MUITO feliz por ter conquistado essa quantidade de visualizações. Eu espero que esse número apenas continue subindo e subindo porque esse já é um sonho realizado pra mim, principalmente ver que algumas pessoas já se consideram fãs de TG. Quando eu leio um comentário elogiando a história eu fico tão feliz que nada pode desfazer isso, é muito forte essa sensação (sério, bem forte). Tenho esperanças de um dia ver que The Ghramers é conhecido por várias pessoas que utilizam o Wattpad e que é uma das favoritas entre elas. E não, nunca vou desistir disso. Mas enfim, muito obrigado mesmo. Eu amo vocês, Ghramers! <3

Aliás, não esqueçam de votar no elenco que vocês querem, é bem importante pra mim. E também, quero que saibam que TG vai ficar cada vez melhor depois desse capítulo, então não percam ;).

The GhramersHistórias para pegar e não largar. Descubra agora