Capitulo Vinte e Seis

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Bruninho, esse é pra tu.

Bônus Eve.

As vezes tudo o que eu queria era enfiar minha cabeça num buraco e ficar lá até todas as coisas ruins acabarem.
As vezes tudo o que eu queria era ter era uma arma num dia de histeria pra andar pelas ruas da cidade matando todo ser filho da puta que ousou mexer comigo em todos esses anos e as vezes, eu queria que tudo isso realmente acontecesse só pra mim ter o gostinho de um sonho realizado.
Encarei o viado do Erik que pelo azar divino estava sentado no sofá da minha casa e forcei um sorriso esbanjando a minha falsidade.
Puta merda! Isso não vai dar certo... Não hoje, não agora, pensei.
- Eve eu não...
- Shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!- fiz um sinal com o dedo o mandando ficar quieto e me levantei sentindo todo o mundo girar a minha volta- acho... acho que eu tô bêbada.
- você acha?
Erik se levantou num pulo e veio até mim me puxando pela cintura e me fazendo sentar. Wooooooooow!
- eu não quero sentar Kiko...- tentei me levantar mas ele me impediu.
Encarei seu rosto branquelo e sorri vendo o quanto a pessoa mudou desde... Desde sei lá quando.
Porra! Ele realmente evoluiu.
- acho que você precisa descansar- ele falou.
- a minha mãe, ela... Ela não vai gostar de ver você aqui, você... Você vai ter que ir embora ou, ou vai fude pra mim...
Ele sorriu exibindo seu lindo sorriso colgate e passou a mão nos cabelos pretos que eram tão lisos quanto o primeiro dia de uma progressiva bem feita:
- acho que as suas mães não vão ligar muito que eu esteja aqui.
- mesmo assim eu não quero arriscar...- me levantei, ficando de frente pra ele e quase optei por sentar novamente. Como já de costume o maldito era mais alto do que eu e ficar tão perto dele me trouxe sensações que há tempos eu já havia esquecido.
- é melhor... É melhor você ir embora Kiko.
Dei um passo querendo ir na direção da porta mas ele me parou e me segurou pelo braço, de uma maneira delicada. Erik nunca foi um cara do tipo violento, desde que o conheci ele sempre demonstrou ser um cara bastante carinhoso, ele não gostava de ver nenhuma mulher ser tratada mal e até se arriscava entrar em brigas de maridos agressivos porque ele sabia que mesmo que apanhasse estaria fazendo o certo ajudando o próximo.
Tentei dar um passo pra me afastar mas acabei encostando as pernas no sofá de couro logo atrás de mim, a droga da tontura voltou novamente dessa vez me deixando tão tonta a ponto de eu ver apenas borrão:
- eu não vou sair daqui enquanto eu não tiver certeza de que voce está bem Peanut.
Ri ao ouvi-lo falar o meu apelido que ele havia me dado na primeira vez que me viu depois que eu falei que era uma amante de amendoim. É claro que ja fazia um bom tempo que eu não era chamada assim e ouvi-lo dizer isso agora me fazia lembrar de coisas boas do passado.
- é Sério Peanut...- ele deu um passo na minha direção quebrando o unico centímetro de espaço que havia entre nós dois-... Eu vou cuidar de você.
Olhei pra cima, encarando o rosto dele e... Porra, aqueles olhos puxados me encaravam de forma sincera, ele realmente estava preocupado comigo, assim como em todas as outras vezes ele estava preocupado comigo.
- Vamos subir, eu vou te colocar pra dormir.
- não...- Passei por ele cambaleando um pouco pro lado e caminhei insegura na direção das escadas, olhando para o topo.
Oh Porra, porque tinha que ter tantos degraus?
- Peanut espera aí.
Senti suas mãos firmes pegar minha cintura e me fazer virar para trás. Encarei seu rosto novamente, indignada com o fato daquele toque ter causado tantas sensações diferentes em mim e dei um passo inseguro pra trás.
Pisei de mal jeito e quando achei que o meu próximo passo seria despencar no chão, me enganei. Erik me pegou antes que eu chegasse a cair e me segurou firme me levantando em seus braços quase que num Abraço forte.
O abracei de volta e fechei meus olhos com força. Abraça-lo ainda era como abraçar o meu urso de pelúcia grande e favorito. Sempre gostei de abraça-lo porque me trazia conforto mas agora,  agora as coisas deviam ser diferentes, não é? Já havia passado muito tempo desde que o abracei pela última vez e ja havia passado muito tempo desde que o beijei, o toquei pela última vez.
Porra, mas que droga esta acontecendo comigo????
- eu queria entender muitas coisas agora...- ele disse contra o meu ouvido-... Mas essa não é a hora. Você precisa descansar e vai fazer isso, ok?
- ok- sussurrei.
Sem ter a necessidade de me soltar ele pegou em ambas as minhas coxas e as o puxou para sua cintura. Eu não disse nada apenas continuei o abraçando.
Ele me segurou contra si e subiu as escadas chegando ao topo rapidamente. Ele seguiu pelo corredor e quando abri meus olhos vi que já estávamos no meu quarto:
- como você...
- Não estranhe eu saber isso. Quando eu cheguei aqui mais cedo a sua mãe disse que você não estava e eu perguntei se não poderia esperar, depois de algumas horas esperando ela me trouxe até aqui e disse pra mim esperar por você e não ligar se demorasse. Eu fiquei aqui até que vi você pela janela com aquele...- ele parou de falar e eu pude sentir seu corpo ficar tenso. Olhei para ele e estremeci ao ver seu rosto tão perto do meu.
Ele suspirou balançando a cabeça e forçou um sorriso:
- eu não vou dizer nada, ok? Mas se quiser que eu vá embora, se você pedir que eu vá, eu vou.
- eu nunca pediria isso a você, não outra vez.
O abracei novamente e respirei fundo. A minha cabeça parecia dar voltas e voltas como se fosse uma montanha russa sem fim.
A dor aos poucos ia voltando e novamente eu estava nas mãos do câncer.
Erik me deitou na cama e me cobriu com a coberta. Pensei que ele ia se afastar mas ele não fez, em vez disso, ele se deitou no meu lado e apenas ficou ali sem fazer nada.
Eu sabia que ele não ia me tocar, pelo menos não enquanto eu não dissesse que podia.
Fechei meus olhos e aos poucos fui consumida pelo sono até que eu não sabia mais nada....
                                     |-/
O que falar desse capítulo... Bom o lance aí começou a ficar quente, si é que posso dizer.
Eu não sabia exatamente como fazer a personalidade do Erik então resolvi fazer ele como o tipo de cara que eu particularmente gostaria e não gostaria.
É claro que no momento eu sou #TeamDexter porque eu amooooo Ruivo, principalmente um ruivo rebelde.
Espero que tenham gostado desse capítulo e arrisco dizer que nos próximos capítulos eu vou apimentar mais essa história,  romance demais as vezes cansa.
Esse capítulo eu fiz pro meu amigo Bruninho que leu essa história e ficou maluco querendo que eu escrevesse mais. Ta aí,  espero que goste Bruninho e por favor votem, eu preciso de votos e comentem. Bjs ;)

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