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Eu apaguei, quando acordei eu ouvi voz do doutor.
Doutor: Vai ser um milagre se ela sobreviver.– Quando eu ouvi aquilo eu comecei a tremer bastante.– Você está acordada? Se estiver da um sinal.
Eu abri um olho e Fechei em seguida.
Ele me deu uma anestesia e eu cai no sono. Acordei e já estava me sentindo melhor.
Doutor: Srt. Young, você vai ter alta depois de amanhã.
Isabela: Ta bom. Você pode chamar a Duda?– Minha voz estava falhando.
Doutor: Sim, só tente não se animar muito.– Eu afirmei com a cabeça.
Ele foi chamar ela, ela entrou no quarto e ele ficou do lado de fora.
Isabela: Duda, eu não me arrependo de ter te salvado. Eu faria isso de novo milhões e milhões de vezes. Eu trocaria a minha vida pela sua, trocaria minha vida por qualquer uma de vocês. Vocês merecem ser feliz, eu não mereço. Eu sou uma mentirosa, uma assassina, uma qualquer, mas você não precisa ser que nem eu, você merece ser feliz.
Duda: Você não é uma assassina, nem uma qualquer.
Isabela: Eu sou sim uma assassina, lembra do Bruno eu quase matei ele.
Duda: Quase... não matou.
Isabela: A intenção é a que vale.
Duda: Eu tenho que ir, a gente tem que ir para a boate. A gente fala para a Diana o que aconteceu.
Isabela: A Tamires não pode saber a verdade, ainda não.
Duda: Você ainda pretende enganar ela? Depois de tudo o que aconteceu?
Isabela: Eu ainda vou pagar ela com a mesma moeda.
Duda: Você é muito desnaturada.
Isabela: Pode continuar elogiando.– Eu disse irônica.
Ela saiu e eu fiquei no quarto sozinha até que Erik entrou.
Isabela: Oi Erik.
Erik: Oi Isa.
Isabela: O que você veio fazer aqui?
Erik: Eu vou te fazer companhia até você ter alta.
Isabela: Ta louco? Vai para a casa.
Erik: Não, eu quero ficar com você. – Ele pegou na minha mão.
Isabela: E o que o Gustavo vai pensar?
Erik: Esquece ele um pouco.
Isabela: Não dá, ele é meu namorado.
Erik aproximou o rosto dele do meu, nossos lábios ficaram muito próximos e ele me beijou. Eu novamente correspondi, eu explorei toda a boca dele e ele explorava toda a minha boca.
Erik: Eu te amo.– Ele deu uma pausa para falar e me beijou novamente.
Gustavo: Que ótima namorada você é.– Ele estava parado na porta vendo tudo.
Erik: Fui eu que beijei ela, ela não tem culpa.
Gustavo: Ela correspondeu, agora eu vi que tipo de galinha ela é.
Isabela: Gu...– Eu ia me explicar mas ele me interrompeu.
Gustavo: Não me chama assim, quando você ter alta você pode sair de casa e leva suas amigas junto.
Erik: Caralho, deixa ela ficar lá, quem tem que sair sou eu.
Gustavo: Você também está convidado a se retirar.
Erik: Beleza.
Isabela: Então acabou tudo?
Gustavo: Sim, acabou tudo!– Eu tirei meu anel e joguei no chão.
Isabela: Então, adeus.– Eu disse sorrindo, eu só fingia estar conformada mas era muito difícil para mim.
Gustavo: Adeus Isabela, aliás Emily.
Isabela: Você vai contar tudo para a Tamires?
Gustavo: Não, eu não vou me interferir na sua vida.– Ele saiu.
Erik: Isa, deixa ele.
Isabela: Tudo bem, eu vou me conformar.
Erik: Eu tenho certeza que vai.– Ele acariciou meu cabelo.
Logo eu cai no sono, quando acordei vi Erik sentado em um banco dormindo. Eu fiquei fitando ele dormindo, ele é lindo. Ele acordou com o barulho da porta abrindo, era o doutor, ele veio me trazer comida, perguntou se eu sentia alguma coisa e saiu.
Isabela: Quer um pouco de comida?
Erik: Aceito, to morrendo de fome.
Ele dava comida na minha boca e eu dava na dele.
Isabela: Obrigada por ficar aqui comigo, obrigada por tudo.
Erik: Tudo bem, eu gosto de ficar com você.
Isabela: Eu também gosto de ficar com você.– Eu sorri e ele sorriu de volta.
Erik: Algum dia você ainda será minha.
Isabela: Vamos ver.
O tempo passou muito rápido e eu tive alta, eu fui com Erik para a casa da minha mãe para pedir desculpa pelo o jeito que eu agi da última vez.
Eu toquei a campainha e minha mãe atendeu. Ela me olhava brava.
Isabela: Sou eu mãe, Isabela.
Anna: É eu sei... E eu também já sei o porque você fugou de casa, e do que você trabalha.
Isabela: O-oque?
Anna: Você não é aceita aqui. Pode se retirar.
Isabela: Mas, mãe. Quem te contou?
Anna: Um tal de Gustavo.

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