QUATRO

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Lorenzo- acoda mamãe, acoda- disse me balançando de leve-.

Abri os olhos e sorri pra ele, dei um beijo em sua testa e o peguei no colo.

-bom dia minha vida- sorri-.

Lorenzo- estou com fome mae.

Assenti, fiz minhas higienes e a dele no banheiro e desci com o mesmo, C7 estava na mesa, o que era um milagre, e Lorenzo correu até ele, com os olhos brilhando, o abraçando. Vi C7 revirar os olhos e empurrar meu baby pra lá.

C7- tira essa peste chata daqui que eu to com dor de cabeça e sem paciência pra ele.

Lorenzo abaixou a cabeça e começou a chorar baixinho, foi a gota d'água pro C7.

C7- caralho de muleque chato- disse e puxou meu filho pelo braço- vai aprender a não ficar resmungando ou chorando perto de mim.

Ele arrastou meu filho pra cima e eu tentei correr atrás, mas ele me empurrou e me jogou escada abaixo, ouvi o choro alto do meu filho. Esse louco tava batendo nele de novo, ignorei minha dor e fui pra porta, onde vários soldados faziam ronda, achei no meio deles Gabriel, o melhor amigo do Henrique e o único que o acalmava.

-me ajuda Gabriel, e-ele tá espancando m-meu filho.

Gabriel arregalou os olhos e correu lá pra dentro, em minutos desceu com meu filho nos braços.

Gabriel- eu vou tirar ele daqui um tempinho, beleza? Quando ele acalmar eu volto.

Assenti e ele saiu arrastando o C7, meu filho estava todo machucado e chorava muito, dei um banho no mesmo de banheira e entrei junto com ele e ele começou a brincar aos poucos, com a inocência de uma criança, como se nada tivesse acontecido. Maldita hora que eu fui casar com um monstro desse, maldita hora que eu trouxe Lorenzo ao mundo pra sofrer tanto.

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