"Porque na vida realvocê não é o que eu pensava ser. Não era isso que eu queria, acho que as coisasnem sempre são o que parecem, pois nos meus sonhos, eu acordo com rosas,champanhe, beijos e eu sei que sempre, sempre será assim. Nos meus sonhos, vocêestá bem ao meu lado, dois corações finalmente se encontrando. Porém quando euacordo eu percebo que essa é a vida real e na vida real, nem sempre dá certo,as pessoas se apaixonam, amam e se desiludem corações podem se partir e nuncafazer barulho algum. (Demi Lovato)".
O dia já começou cansativo. Primeiro eles tiveram que pular o portão de volta e Murilo acabou de machucando na grade. Resmungou palavrões e caminhou para o carro preto logo ali. Era uma picape quatro portas grande iria caber todo mundo ali dentro. Ninguém estava em condições de dirigir, porém Tomaz era o mais sóbrio. Ele rezou em silêncio para Tomaz estivesse mesmo bem para dirigir. Ajudou a Mônica a colocar os dois mais bêbados no banco traseiro. Ele sorriu para ele enquanto fazia isso. Ele tinha certeza que a moça era apaixonada pela amiga e não tinha coragem de se declarar. Sentiu-se triste por ela. Porém deixou para pensar nisso com calma depois. Iria conversar com Tomaz e ver se seus pensamentos estavam mesmo corretos. Depois de colocar os três bêbados no banco traseiro ele se despediu da garota.
— Ei, cê tem mesmo certeza que não quer ir com a gente? Está realmente em condições de dirigir? — Ele perguntou segurando as mãos da garota.
— Eu tenho sim, obrigado Rafael. Mas alguém tem que levar o carro, não posso deixar o carro da Joana aqui. Se ela estivesse em condições de falar uma frase concreta agora iria me ridicularizar com palavras por pensar em deixar o carro por aqui. — Disse a garota sorrindo.
Então era isso. A outra.
Ele sorriu sem graça.
— Vê se toma cuidado, hein? — Falou Tomaz abraçando a amiga, que retribuiu o abraço.
— Eu vou tomar sim. Pode deixar! — Ela disse rindo.
Murilo caminhou pra frente e abraçou também. Por algum motivo sentia que deveria fazer algo para ajudar a garota, e iria fazer.
— Foi um prazer te conhecer. Adorei você! — Ele disse sorrindo.
— Ah, imagina. O prazer foi todo meu. Eu vejo como você faz o pudim feliz. E isso me deixa feliz. Ele te olha de um jeito que eu não o vi olhar pra ninguém. — Ela diz sorrindo. — Espero que a gente possa sair outras vezes antes de você ir embora.
— Eu também espero! — Ele diz pensando na frase da garota. Será que havia algo diferente mesmo na forma em que Tomaz o olhava?
— Então vamos lá que ainda temos que deixar esses três em casa! — Tomaz disse rindo e batendo no teto do carro para acordar os amigos que estavam lá dentro.
— Vai se foder porra. — Gritou um Caco totalmente bêbado.
Eles riram.
Murilo entrou no carro e colocou o cinto. Olhou para Tomaz que havia acabado de sentar também. O jovem ao seu lado ligou o carro e partiu.
Durante boa parte da manhã eles deixaram cada um dos amigos de Tomaz em suas casas. Riram juntos, brincaram juntos enquanto entregavam os amigos. A cena mais engraçada da manhã foi quando Ogrão gritou por socorro e chorou implorado que eles não o deixasse sozinho com seus pais. Eles logo estavam no carro novamente. Dessa vez partindo em direção a casa de Tomaz.
— Eu adorei essa aventura. Acreditei que fossemos ser preso por invadir um parque fechado, porém me diverti muito. Obrigado. — Ele disse rindo.
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MURILO BEIJA GAROTOS
RomanceUm deles é tímido, do interior e nunca levou uma vida normal, não bastasse ser alvo de piadas constante na escola, ele ainda tinha que lidar com a mediunidade de sua família, lhe dizendo sempre que ele sofreria uma grande desilusão ainda na adolescê...
