Capítulo 50

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O aniversário é meu, mas o presente é de vocês( Aceito presentes. To brincando, ou não hahahaha) Boa leitura a todos ♥.

*

—Que maravilha! Em pleno natal e nós aqui... Trabalhando. —Javi diz enquanto amarra os cadarços.

—Pare de reclamar e faça seu trabalho. —Atina revira os olhos.

—Concordo com a Atina. Você é médico! É sua obrigação salvar vidas até se fosse o dia do seu casamento. —Digo mordendo minha barra de cereal.

—Vocês estão muito ranzinzas, cruz credo! Cadê o espírito natalino? —Ele nos encara irritado.

—No momento só consigo pensar em alguma cirurgia pra fazer. —Digo e atina concorda com a cabeça.

Saímos do vestiário e caminhamos pelos corredores, procurando pela doutora Megan. Encontro Zack um pouco mais longe de mim, e peço para Javi e Atina irem caminhando na frente. Olho novamente para Zack tão concentrado e sorrio. Ele está com um copo de café em uma mão, enquanto lê o prontuário de algum paciente distraidamente.

Pego meu celular em meu bolso e coloco na câmera, tirando a foto bem no momento em que ele sorri para o prontuário, provavelmente satisfeito com a melhora de algum paciente.

Coloco a foto de papel de parede e continuo a caminhar.

—Vocês devem estar achando que por ser natal, praticamente não há acidentes. E é aí que vocês se enganam. —A doutora Megan sorri. — Alguém poderia citar uma característica padrão do natal?

Uma garota morena levanta a mão e logo é chamada.

—Papai Noel? —Ela responde com uma pergunta.

—Também. Eles descem pelas chaminés, ou invade a casa de alguém pela janela e geralmente o "papai Noel" é um idoso. E pasmem: existem pessoas idosas que são burras o suficiente á ponto de descer por uma chaminé. Como sabemos, idosos correm diversos perigos por conta da idade avançada. Alguém poderia citar outra característica do natal que também é perigosa?

Levanto minha mão e dessa vez ela me escolhe.

—Neve. O que pode causar escorregões ou acidentes de carro. —Ela volta a olhar para os outros internos.

—Exatamente. Hoje quero que cada um busque o que fazer na emergência. Lana, Javi e Atina ficam comigo. —Ela dispensa os outros internos e nos aproximamos. — Já temos a nossa primeira vítima da neve.

Ela anda á nossa frente e a seguimos. Pegamos o elevador e chegamos à ala ortopédica. Entramos no quarto do paciente e vemos um senhor deitado com o rosto contorcido de dor, enquanto sua esposa o rodeia visivelmente apreensiva.

—Senhor Jansen, eu sou a doutora Megan e esses são os doutores Javi, Atina e Lana, que me auxiliarão no seu caso. —Ela sorri de lado.

—Doutora... E-está doendo... Muito. —O senhor ofegante aperta a mão de sua esposa que o olha com preocupação.

—Lana ministre algo para dor.

Preparo a dosagem certa de morfina e insiro no soro, colocando-o no paciente em seguida.

—Senhor Adam Jasen, sessenta e oito anos, escorregou na neve e caiu do telhado aparentemente sentado. Pressão sistólica dez e diastólica nove.

—Como isso aconteceu? —Megan pergunta para o paciente.

—Eu estava conferindo... As luzes do telhado... Da decoração de natal. —Ele responde com o rosto um pouco mais relaxado.

—Entendo. A dor aliviou um pouco? —Ele concorda com a cabeça. —Ótimo. Alguém me diga o resultado da radiologia do paciente.

Apesar de VocêOnde histórias criam vida. Descubra agora