Capítulo 13

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Não sei se foi o cansaço do casamento, só sei que quando chegamos ao avião, assim que ele decolou, Christian me levou até uma cabine, onde tinha uma cama, a simples visão dela, já me deu sono, e quando ele se deitou comigo, não vi quando adormeci.

Acordei com ele beijando o meu pescoço, dizendo que logo pousaríamos.

- Não aguento mais essa espera.- falo para ele que sorri.

- Kate virá te ajudar.- me beija e sai da cabine, logo Kate entra com uma bandeja de café.

- Bom dia.

- Bom dia.- falo ainda me espreguiçando.

- Sr Grey me deu meia hora para te arrumar e tomar café, então teremos que ser rápidas.

Faço que sim sorrindo pensando o quão mandão meu marido é.

Depois de meia hora exata, estou pronta, Kate me leva na minha cadeira até Christian, que me coloca sentada ao seu lado e prendendo o meu cinto, para logo depois prender o dele.

Segura uma das minhas mãos e a beija.

- Você vai gostar.- fala enigmático.

- Espero que sim. -Percebo que começamos a aterrissar, me assusto quando ele me venda.- isso é covardia, já não posso andar, agora enxergar também.

Ele dá uma gargalhada e beija meu rosto.

- Você tem que confiar em mim, faz parte da surpresa. -Solto um suspiro pesado e reviro os olhos, esse homem é louco.- Chegamos.- fala me pegando no colo.- Taylor está tudo ok?

- Sim , senhor, cuidaremos das malas, o carro já o espera.

Carro? Ainda vou ter que esperar mais? Bufo de exasperação e o escuto rir. Minha vontade é de bater nele.

- Sr Grey, bom dia, aqui estão as chaves.- escuto um homem falar, me sinto ridícula, vendada e no colo de Christian, penso o que esse homem pode estar pensando.

- Bom dia, o abra para mim, por favor.- Christian fala e me coloca dentro do carro e me ajudando a me sentar.- Espere alguns minutos, minha equipe já está chegando para pegar o outro carro, obrigado.

- Ok, senhor, obrigado e boas férias.

Sinto que ele fecha a porta, e depois se sentar ao meu lado.

- Você vai dirigir?- pergunto espantada, nunca o vi dirigir, sempre era Taylor.

- Uma exceção hoje.- coloca o carro em movimento e penso que gostaria de vê-lo dirigir.

- Gostaria de vê-lo agora.

- Não vai faltar oportunidade, temos uma semana pela frente e quanto mais ficarmos sozinhos, melhor.

Acabo rindo e resolvo relaxar um pouco, mas que gostaria de saber para onde está me levando, gostaria.

Escuto música, ele ligou o som, e a voz doce de Roberta Flack enche o carro. Fecho os meus olhos, enquanto ele acaricia minha mão, a colocando sobre a coxa dele, parece querer dizer o que sente por mim através da música:

The first time ever I saw your face- Roberta Flack

A primeira vez que vi seu rosto

A primeira vez que vi seu rosto

Eu pensei que o sol nasceu em seus olhos

E a lua e as estrelas eram presentes que você me deu

50 Tons - Depois de VocêHistórias para pegar e não largar. Descubra agora