Acordo sentindo uma fraca dor de cabeça, meus olhos entreabertos focam em uma parede branca, as vozes estavam abafadas aos meus ouvidos, eu não conseguia vê-los e nem entende-los claramente, mas a voz dos meus pais eram inconfundíveis.- Querida, como se sente? - mamãe perguntou acariciando o meu rosto.
- Mãe? - pisco algumas vezes para enxerga-la melhor. - O que aconteceu, onde estou? - minha voz sai rouca enquanto eu forço a mente para lembrar.
- Está em um hospital querida. - respondeu calma.
O que de fato tinha acontecido, e o Dean, onde ele estava? Ana clara, Liandra? definitivamente não sabia o que havia acontecido, a única coisa que me recordo é de estarmos bebendo muito.
- Eu não lembro de nada. - franzi o cenho levando minha mão para a testa.
- Querida, você estava com uns adolescentes que eu não conheço dentro de um carro, acabaram se chocando contra o muro de uma casa. - disse em tom alarmado, e eu não estava gostando nada da conversa. - O que estavam fazendo, filha, você bebeu?
- Mãe, eu não lembro de nada tá legal? A única coisa que eu lembro é que estava indo para casa de carro com o meu namorado. - minto.
As lembranças já haviam vindo átona, e eu sabia exatamente o que tinha acontecido.
- Você precisa analisar o que anda fazendo Teresa. - me repreendeu.
- Já vai começar mãe? - bufo. Uma vertigem me invade e eu fecho os olhos. - Sai mãe, me deixa sozinha!
- Não, antes quero que me explique o que houve.
- Mamãe, eu não estou me sentindo bem, por favor sai! Quando eu estiver fora desse hospital e completamente bem você faz seu questionário e o que você quiser. - digo mostrando a porta com a mão para ela.
- Tudo bem, não precisa falar assim, eu sou sua mãe. Quando se sentir melhor conversamos. - depositou um beijo no topo de minha cabeça e saiu.
Olho em minha volta a procura dos meus objetos pessoais e acabo encontrando minha bolsa sobre uma poltrona de couro preta que está ao lado da cama. Afasto a coberta para o lado e me forço a levantar, mas meu corpo todo dói.
- O que pensa que está fazendo mocinha? - o médico que me atendeu, que também é meu pai perguntou fechando a porta ao entrar.
Vestia o clássico jaleco branco, seus cabelos estão bem penteados, brilhosos devido o gel de capilar, e usava seu óculos quadrado de sempre, meu pai é charmoso e muito bonito. Eu o admiro não só pela beleza notável, mas em todos os aspectos. No entanto, naquele momento o que mais me chamou atenção e me deixou preocupada foi sua expressão brava.
- Eu quero sair daqui papai. - fiz manha para ele, com voz melosa e doce, aquilo sempre funcionava.
- Não tem vinte e quatro horas que chegou e já quer ir embora? - escrevia algo em sua prancheta.
- Eu não suporto hospitais. - protesto.
- Talvez se não tivesse agido como uma sem mãe, ímpia e irresponsável não estivesse aqui. - me lançou um olhar mortal.
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Teresa- Uma Garota Quase Cristã- Livro 2
SpiritualA vida nunca foi tão complicada para Teresa Dominick como agora, fingir para os seus pais e uma congregação inteira ser cristã, estava cada vez mais difícil. Seu pai(Stefan), um pastor reto e cheio de méritos e sua mãe (Sarah), cantora e serva fie...