Fui para casa com Marco, tadinho chorou quase o caminho inteiro.
Minha mãe só pode está louca ou drogada, até parece que vou me envolver com o Diego.
Que raiva!
Senhor me ajuda.
- Vó chegamos! - Aviso e coloco Marco no sofá.
- Ta com fome? - Questiono Marco.
Ele assente e eu vou para a cozinha preparar algo para ele comer.
- Ate que fim Claudia! - Fala minha vó na cozinha.
Tava demorando
- Vó, sou eu a Luna. - Digo.
Não estou muito bem hoje, não posso descontar meus problemas em minha vó.
- Que Luna? Para com suas mentiras Claudia! - Diz brava.
Deus me ajuda.
Minha paciência ja fez as malas.
- Sua neta vó, a Claudia não esta aqui.
- Aah, Luna, agora lembrei, como esta netinha? - Pergunta sorridente e termina derrubando o copo da mesa, porém ela parece não perceber.
- To bem vó, to bem.
Limpo os cacos de vidro e faço um lanche para meu irmão.
Vou para meu quarto e me deito, que tragédia é minha vida.
Fico um tempo deitada, até que me da fome e eu volto para a geladeira.
Só agora me dei conta que preciso fazer umas comprinhas em.
- Vó! - Gritei.
A mesma apareceu toda feliz.
- O que querida?
- Vou no mercado, pode ficar de olho no Marco?
- Claro querida.
- A senhora quer que eu traga algo para a senhora?
- Ah, sim, se puder traga bastante cove, brócolis, cenoras e abóbora.
Anotei no papel e disse:
- Anotado, quer mais alguma coisa?
- Acho que não, pode ir mais toma cuidado ta? - Diz saindo da cozinha.
- Ta.
Anotei tudo que falta em casa, e perguntei ao Marco se ele queria alguma coisa e anotei tudo.
Peguei minha carteira e guardei o papel.
Vou ter que sacar dinheiro. - Pensei.
Isso não é problema pois moro quase no centro, quer dizer o idiota do Diego mora no centro, eu moro a umas 1 ou 2 hrs do centro.
Me arrumo, coloco um saia longa - amo saia longa - preta, uma blusa de mangas longas, um colete dins e uma sapatilha.
Pronto.
Aah e tambem coloquei uma faixa amarrada na coxa, pra que? Simples: eu gardo meu dinheiro sacado ali, e caso eu seja assaltada o ladrão levará a menoria que esta na minha carteira.
Pode parecer louco ou inteligente, mas pra mim é necessidade mesmo.
Odeio depender de meus pais, imagine perder o dinheiro e pedir para eles?
Fiz uma trança de lado e sai.
Pedi um taxi e ele me levou ate o centro.
Fui direto pro banco sacar o dinheiro, saquei uns 800 reais e discretamente coloquei na faixa da minha coxa 500, e guardei os 300 na carteira pois não vai ser nada legal na hora de pagar la no caixa, eu enfiar a mão debaixo da saia longa e pegar o dinheiro na coxa, aliás nem é porque não vai ser legal, é questão de ninguém saber onde fica o dinheiro todo.
Fui para o mercado e comprei tudo o que tinha na lista, e mais umas coisas que vi que precisava também tipo: absorvente ou frutas.
Eu compro absorvente sim, e não tenho vergonha, nenhuma mulher deveria ter, por que ninguem tem vergonha de comprar papel higiênico? Mas vergonha de comprar absorvente, todo mundo tem.
Cada uma.
O povo tem nada haver com minha vida não, eles não pagam minhas contas, eu retruco ate com que paga, imagine quem não paga.
O carrinho de compras não estava cheio, estava no meio, fui para o caixa e passei tudo, e tudo deu uns 350.
- Que absurdo! Só essas coisinhas deu tudo isso? 350? Isso é um roubo! - Falo inconformada.
" Barraqueira, deve ate ser pobre" alguem disse.
- Desculpe senhora, o gerente esta ali, apenas estou fazendo meu trabalho. - Diz a moça do caixa.
- Desculpa, verdade você não tem nada haver, mais que esta um absurdo esse preço, esta! - Falo e pago para a moça, ainda bem que eu ainda tinha 80 reais na carteira, alem dos 300.
O carinha la empacota tudo e coloca novamente no carrinho.
Saio e chamo outro taxi.
Fico esperando do lado de fora do mercado, e observo a avenida e o movimento das lojas, até que vejo minha mãe com o pai do Diego em uma lanchonete.
Estranho ela esta em uma lanchonete daquele porte, ele sempre se acha a estrela e vai em lugares, digamos que mais caro.
Eles devem está falando de trabalho ou qualquer coisa assim.
Continuo olhando, e me lembro do que houve hoje mais cedo, e invonlutariamente senti um ódio com tristeza, tudo misturado.
Argh!
O taxi chegou e eu fui embora.
Chegui em casa, paguei para a taxista e entrei em casa.
- Cheguei. - Aviso e coloco as sacolas no chão, voltei para fora e peguei as 2 ultimas sacolas que restavam e a mulher foi embora.
Minha vó e meu irmão me ajudaram a guardar tudo.
Guardei o dinheiro sacado no cofre do meu quarto.
Dei banho no Marco, dei o remédio da minha vó, tomei banho tambem e me joguei no sofá com o Marco.
- Ta assistindo o que? - Pergunto.
- Naruto.
- Ata.
Nem prestei atençâo no anime, ja assisti tudo mesmo.
Fiquei deitada por um bom tempo, que dor nas pernas, nas costas, na cabeça.
Peguei me celular, não sou muito viciada nele, e tinha umas 40 mensagens, 30 do meu pai e 10 da minha mãe.
Pai/ 00:48: Filha?
Pai/00:48: Seu irmão está melhor?
Só vi as ultimas.
Eu/18:06: Sim, ele está melhor.
Enviei, chegou mais ele não visualizou, deve estar ocupado.
Mãe/16:29: Luna, desculpa, precisamos conversar.
Mãe/17:00: Luna! Responde!
Ignorei todas as 8 mensagens também.
Fiquei assistindo Naruto até as 20:16, depois fui comer, e estudar.
Quando ja era la pras 21:50, lembrei que Marco ainda não foi dormir, tava la assistindo Super onze.
Coloquei ele pra dormir e fui também.
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Acordo 5:50, vixi!
Dou um pulo da cama.
Nem comprei pão, não fiz café, o arroz, as roupas pra lavar, o feijão...aah isso é com minha vó, não lavei as panelas, as roupas do varal..
Aahh! Meu Deus socorro!!
Escovo os dentes super rápido, e vou correndo para a cozinha e está tudo brilhando.
Uau.
Vou para a sala e está tudo limpo, lado de fora as roupas no varal.
Que milagre.
Aleluia.
Peraee!
Isso é muito estranho.
Procuro minha vó, e a encontro na sala de jantar.
- Vó? A senhora que fez tudo isso?
- Luna, querida bom dia, foi a Vitória quem arrumou tudo. - Diz.
- Que Vitória? - Pergunto.
- Eu. - Fala entrando na sala.
- Vitória!! - Grito e abraço-a.
- Sem grude. - Diz e ri após eu a soltar.
Ela é minha prima, por parte de mãe, filha da minha falecida tia Camila.
- Chegou quando? - Pergunto.
- Hoje as 04:00. - Diz indo para a sala, eu a acompanho e nos sentamos.
- Poxa, valeu por arrumar tudo aqui em, acordei tarde.
- Eu sei, é só eu chegar que todos ficam feliz, eu sou demais pode dizer. - Diz toda convencida.
Rio com ela.
Ela é assim, convencida e engraçada.
- Vai ficar quanto tempo? - Pergunto.
- Nossa sua mal educada, ja quer que eu va embora? Querida eu sou visita ta, exijo respeito. - Diz e caimos na gargalhada.
- Sério, Tóry. - Falo depois de me recuperar.
- Acho que vou ficar uns 3 meses.
- Sério? Que bom, vou ter férias por 3 meses. - Brinco e damos risadas.
Conversamos bastante, Marco acorda e ve ela, só então percebo que estou atrasada para a escola.
Que bom que a Tóry esta aqui, não vou deixa ela voltar para o Rio tão cedo.
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Eaeee povo.
Firmeza?
Votem e comentem ok?
Vlw.
Ate...
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Te odeio (Em Revisão)
RomanceLuna, é uma garota digamos que nerd, ela tem 15 anos e cuida do seu irmão de 5 e de sua vó de 60 anos. Ela é, educada com quem é educado com ela, respeita que à respeita, e ela acaba com quem acaba com ela. Nunca se apaixonou de verdade. Mas ser...
