Depois que o professor voltou para a sala, eu e o bostoniudo ficamos calados e quietos.
Quer dizer, ele ficou quieto pois eu não parava de andar para lá e pra cá.
Ele revirou os olhos e disse:
- Vamos logo acabar com isso.
- Cala a boca. - Falo incoformada.
- Olha aqui garota, eu não quero ficar aqui com você, por isso vamos acabar logo essa bosta. - Diz aparentimente nervoso.
Dou risada, não uma risadinha sem graça, uma risada mesmo.
- E acha o que? Que quando acabar você vai se livrar de mim? Não sei se você tem problemas de audição, mas o professor deixou bem claro que temos que ficar aqui até o fim da aula. - Coloco a mão na cintura. - Por isso, cala a boca que eu quero pensar.
- Como se você conseguisse. - Sussura, mas eu consegui ouvir.
- Olha aqui seu bastardo, não me provoca, você ja sabe uma das minhas qualidades então cala a merda da boca para eu poder pensar em uma sua, se é que você tem. - Falo chegando perto dele.
Esse garoto, sério, não sei como ele consegue ser tão insuportável.
Que raiva.
Vejamos, o que ele faz de melhor...ser idiota, mas isso não é qualidade.
- O que você faz de melhor? - Me rendo e questiono.
Ele me olha com aquele olhar de superioridade e diz:
- É para descobrir, sua burra.
Respira fundo Luninha.
- E o que eu estou fazendo?
- Me perguntando.
- Aé? E qual a outra forma de descobri então Sr. Sabi tudo??
Ele da de ombros.
Ficamos uns 10 minutos em silêncio.
- Por que você tem que ser tão idiota? - Pergunto mais calma.
- Te pergunto o mesmo.
- Eu perguntei primeiro. - Falo e me sento no chão.
- E dai?
- Ok. Eu não sou idiota, só me defendo. - Respondo.
Ele me ignora completamente.
Viu? Eu tentei ser legal, mais ele é um escroto.
- E ai, como estão indo? - Pergunta o professor saindo da sala.
- Nada bem. Ele não quer dizer a qualidade dele. - Falo.
- É porque você está perguntando do modo errado, isso tem que ser revelado através de uma conversa.
- Eu ja sei uma qualidade dela. - Avisa o Diego.
- Aé? E como descobriu?
- Uns dias atrás na aula de arte. - Responde.
- Bom, essa não vale, para melhorar mais o diálogo, agora isso valerá nota, se um dos dois não descobrir pelo menos 1 qualidade do outro, automaticamente os 2 ficarão com 0, e provavelmente reprovarão na minha matéria. - Informa.
Tinha que ser de filosofia né? Por que esses professores sempre dão uma de sabi tudo?
- Perai, você ta brincando né?
- Não Luna, estou falando sério.
Diego resmunga umas coisas la que não entendi, e não dei a minima.
O professor volta novamente para a sala, e o silêncio volta a reinar.
- Bom, será que agora da para conversamos? - Indago com a mão na cabeça, apoiada no joelho.
Ele resiste, porém concorda.
- Vamos começa com você respondendo a minha pergunta. - Falo.
- Eu não sou idiota. - Revira os olhos.
- Que seja, mais por que naquele dia você me jogou no chão e minha bolsa tambem?
- Estamos aqui para um interrogatorio ou para descobrir qualidades?
- Ok. Qual a sua qualidade então? - Indago ja perdendo a paciência.
- Jogar basquete. - Responde e passa a mão no cabelo.
Eu ja citei que ele tem cabelo grande?
- Hum, a minha é cantar eu acho. - Informo meio duvidosa. - Você tem outra qualidade?
- Óbvio, mais não é da sua conta.
- Nossa como você é babaca, eu to aqui tentando acabar esse castigo de boa e você continua com sua arrogancia.
Ele pega os fones e coloca no ouvido.
- O professor disse: 1 qualidade, então ja pode voltar a ser a idiota de sempre Luna.
Esse garoto!
Argh!
Você não vai me tirar do sério, não vai.
Ficamos em silêncio até o fim da aula do professor.
Ele saiu e nos perguntou sobre o que descobrimos, respondemos e ele foi embora.
Grande merda.
Voltei para meu lugar e a Alana e a Bianca foram falar comigo.
- O que o professor disse Luna? - Pergunta a Bianca.
- Ah, ele fez eu descobri uma qualidade do Diego. - Respondo.
- Nossa, só isso? Que bom né, pelo menos você não foi suspensa. - Diz Alana.
- É.
Ficamos conversando até a professora de Portugues chegar.
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No intervalo, Ana me xingou pelas costas e depois ficou la agarrada com o Diego.
Nem liguei para as ofensas daquela nojenta, estou cansada de brigar, eu não sou assim, eu não posso voltar a ser assim.
Na minha outra escola eu não tinha bronca com ninguém, ai eu venho para essa e esses noiados cola na minha.
Na saida, levei um susto ao ver minha mãe me esperando.
- O que faz aqui? - Pergunto.
- Oii querida. - Me da um beijo no rosto. - Vim te buscar.
- Por..??
- Nada, só queria te ver.
Deus me perdoe, mais que falsidade da minha mãe.
- Ta né.
Entro no carro dela e vamos pegar o Marco.
Ela nos leva para casa e como sempre nunca entra, mais dessa vez ela falou para mim ir da uma volta com ela.
Estranhei mais ainda quando ela disse que eu não precisava levar o Marco.
Mais ele pra mim é como um filho, e eu disse que o levaria sim.
Dei o remédio da minha vózinha, tomei banho e dei banho no Marco e fomos para a tal volta com a nossa mãe.
- Pode falar mãe. - Digo.
- O que querida?
- Sei que não me chamou só para uma volta, o que quer me dizer?
- Bem, filha quero te pedi um favor.
La vem.
- O que?
- Sabe a Dany e o marido dela o Felipe?
- Sei, o que tem eles?
- Bom, como você sabe, Felipe é médico, mas a Dany é ministra, ou seja eles são podre de ricos.
- E? - Questiono não entendendo.
- Pode não parecer, mais Dany ja é velha, e Felipe também, o filho deles mais velho o qual não lembro o nome, não quer ser ministro nem nada que envolva administrar o pais, ou seja o proximo ministro é o segundo filho, o Diogo.
- Diego mãe.
- Isso, então quero que se case com ele.
- O QUE??? Você ta louca?
- Calma Luna..
- Calma o escambal.
- Não agora, calma.
- Nem agora nem nunca.
- Filha, é necessário os negócios não andam bem, digo o do seu pai sim, mais os meus não.
- Dane-se seus negócios, não vou me casar e pronto.
- Luna! Para de ser egoista!
- Ata! Egoista? Quem é você para falar de egoismo em? Você que não cuida nem dos seus próprios filhos, que só pensa em você.
- Eu sustento vocês! - Ela quase grita.
- Você não faz mais do que sua obrigação! - Grito. - Se você me trouxe para essa "volta" para isso, perdeu seu tempo. Não precisa me levar de volta, eu vou sozinha com o Marco.
- Luna, você não entende que isso é necessario? Minha carreira esta desmoronando. - Diz desesperada, ou fingindo estar.
- E de quem é a culpa?
- Sua! E do seu irmão! Eu sustento vocês, se vocês não existissem tudo seria diferente, eu não gastaria tanto com vocês. - Ela cospe as palavras na minha cara.
- Para esse carro! Eu não acredito no que eu ouvi! Para essa merda Claudia! - Grito.
Ela para e eu desço e pego o Marco que esta chorando, ele odeia quando alguem briga, principalmente se envolve ele.
- Sua ingrata! - Berra minha mãe e vai embora.
Eu começo a chorar, como ela pode ser minha mãe? O que eu fiz para merecer isso dela??
Eu mereço tudo isso, é tudo minha culpa, se eu fosse mais carinhosa, boa, simpática com todos a vida não faria isso comigo.
Por isso ninguém liga para mim, só me desprezam.
Eu queria muito que ela não fosse minha mãe, e que um dia eu descobrisse que sou adotada.
Mais isso é impossivel pois nasci em casa.
- Calma Marco. - Tento tranquiliza-lo.
- Por que a mamãe disse isso?
- Ela ta um pouco nervosa meu amor, mais não fica triste ta?
- Ta.
- Vamos ir pra casa, ta?!
- Ta.
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_________《 ¤ 》__________
Oii voltei.
Espero mesmo que estejam gostando gente.
Votem bastante ta?!
Obg gente.
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Te odeio (Em Revisão)
RomansaLuna, é uma garota digamos que nerd, ela tem 15 anos e cuida do seu irmão de 5 e de sua vó de 60 anos. Ela é, educada com quem é educado com ela, respeita que à respeita, e ela acaba com quem acaba com ela. Nunca se apaixonou de verdade. Mas ser...
