Capitulo 9

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  Depois que o professor voltou para a sala, eu e o bostoniudo ficamos calados e quietos.
   Quer dizer, ele ficou quieto pois eu não parava de andar para lá e pra cá.
   Ele revirou os olhos e disse:
  - Vamos logo acabar com isso.
  - Cala a boca. - Falo incoformada. 
  - Olha aqui garota, eu não quero ficar aqui com você, por isso vamos acabar logo essa bosta. - Diz aparentimente nervoso.
   Dou risada, não uma risadinha sem graça, uma risada mesmo.
   - E acha o que? Que quando acabar você vai se livrar de mim? Não sei se você tem problemas de audição, mas o professor deixou bem claro que temos que ficar aqui até o fim da aula. - Coloco a mão na cintura. - Por isso, cala a boca que eu quero pensar.
   - Como se você conseguisse. - Sussura, mas eu consegui ouvir.
   - Olha aqui seu bastardo, não me provoca, você ja sabe uma das minhas qualidades então cala a merda da boca para eu poder pensar em uma sua, se é que você tem. - Falo chegando perto dele.
   Esse garoto, sério, não sei como ele consegue ser tão insuportável.
   Que raiva.
  Vejamos, o que ele faz de melhor...ser idiota, mas isso não é qualidade.
   - O que você faz de melhor? - Me rendo e questiono.
   Ele me olha com aquele olhar de superioridade e diz:
  - É para descobrir, sua burra.

   Respira fundo Luninha.
   - E o que eu estou fazendo?
   - Me perguntando.
   - Aé? E qual a outra forma de descobri então Sr. Sabi tudo??
    Ele da de ombros.
  Ficamos uns 10 minutos em silêncio.
    - Por que você tem que ser tão idiota? - Pergunto mais calma.
    - Te pergunto o mesmo.
    - Eu perguntei primeiro. - Falo e me sento no chão.
     - E dai?
     - Ok. Eu não sou idiota, só me defendo. - Respondo.
    Ele me ignora completamente.
   Viu? Eu tentei ser legal, mais ele é um escroto.
    - E ai, como estão indo? - Pergunta o professor saindo da sala.
    - Nada bem. Ele não quer dizer a qualidade dele. - Falo.
    - É porque você está perguntando do modo errado, isso tem que ser revelado através de uma conversa.
    - Eu ja sei uma qualidade dela. - Avisa o Diego.
    - Aé? E como descobriu?
    - Uns dias atrás na aula de arte. - Responde.
    - Bom, essa não vale, para melhorar mais o diálogo, agora isso valerá nota, se um dos dois não descobrir pelo menos 1 qualidade do outro, automaticamente os 2 ficarão com 0, e provavelmente reprovarão na minha matéria. - Informa.
   Tinha que ser de filosofia né? Por que esses professores sempre dão uma de sabi tudo?
   - Perai, você ta brincando né?
   - Não Luna, estou falando sério.
   Diego resmunga umas coisas la que não entendi, e não dei a minima.
O professor volta novamente para a sala, e o silêncio volta a reinar.
   - Bom, será que agora da para conversamos? - Indago com a mão na cabeça, apoiada no joelho.
   Ele resiste, porém concorda.
   - Vamos começa com você respondendo a minha pergunta. - Falo.
   - Eu não sou idiota. - Revira os olhos.
   - Que seja, mais por que naquele dia você me jogou no chão e minha bolsa tambem?
   - Estamos aqui para um interrogatorio ou para descobrir qualidades?
   - Ok. Qual a sua qualidade então? - Indago ja perdendo a paciência.
   - Jogar basquete. - Responde e passa a mão no cabelo.
   Eu ja citei que ele tem cabelo grande?
   - Hum, a minha é cantar eu acho. - Informo meio duvidosa. - Você tem outra qualidade?
   - Óbvio, mais não é da sua conta.
   - Nossa como você é babaca, eu to aqui tentando acabar esse castigo de boa e você continua com sua arrogancia.
  Ele pega os fones e coloca no ouvido.
  - O professor disse: 1 qualidade, então ja pode voltar a ser a idiota de sempre Luna.
  Esse garoto!
  Argh!
  Você não vai me tirar do sério, não vai.
  Ficamos em silêncio até o fim da aula do professor.
  Ele saiu e nos perguntou sobre o que descobrimos, respondemos e ele foi embora.
  Grande merda.
Voltei para meu lugar e a Alana e a Bianca foram falar comigo.
   - O que o professor disse Luna? - Pergunta a Bianca.
   - Ah, ele fez eu descobri uma qualidade do Diego. - Respondo.
   - Nossa, só isso? Que bom né, pelo menos você não foi suspensa. - Diz Alana.  
   - É.
  Ficamos conversando até a professora de Portugues chegar.
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  No intervalo, Ana me xingou pelas costas e depois ficou la agarrada com o Diego.
  Nem liguei para as ofensas daquela nojenta, estou cansada de brigar, eu não sou assim, eu não posso voltar a ser assim.
  Na minha outra escola eu não tinha bronca com ninguém, ai eu venho para essa e esses noiados cola na minha.
  
Na saida, levei um susto ao ver minha mãe me esperando.
   - O que faz aqui? - Pergunto.
   - Oii querida. - Me da um beijo no rosto. - Vim te buscar.
   - Por..??
   - Nada, só queria te ver.
   Deus me perdoe, mais que falsidade da minha mãe.
   - Ta né.
   Entro no carro dela e vamos pegar o Marco.
  Ela nos leva para casa e como sempre nunca entra, mais dessa vez ela falou para mim ir da uma volta com ela.
   Estranhei mais ainda quando ela disse que eu não precisava levar o Marco.
  Mais ele pra mim é como um filho, e eu disse que o levaria sim.
  Dei o remédio da minha vózinha, tomei banho e dei banho no Marco e fomos para a tal volta com a nossa mãe.
   - Pode falar mãe. - Digo.
   - O que querida?
   - Sei que não me chamou só para uma volta, o que quer me dizer?
   - Bem, filha quero te pedi um favor.
   La vem.
   - O que?
   - Sabe a Dany e o marido dela o Felipe?
  - Sei, o que tem eles?
  - Bom, como você sabe, Felipe é médico, mas a Dany é ministra, ou seja eles são podre de ricos.
   - E? - Questiono não entendendo.
   - Pode não parecer, mais Dany ja é velha, e Felipe também, o filho deles mais velho o qual não lembro o nome, não quer ser ministro nem nada que envolva administrar o pais, ou seja o proximo ministro é o segundo filho, o Diogo.
   - Diego mãe.
   - Isso, então quero que se case com ele.
   - O QUE??? Você ta louca?
   - Calma Luna..
   - Calma o escambal.
   - Não agora, calma.
   - Nem agora nem nunca.
   - Filha, é necessário os negócios não andam bem, digo o do seu pai sim, mais os meus não.
   - Dane-se seus negócios, não vou me casar e pronto.
   - Luna! Para de ser egoista!
   - Ata! Egoista? Quem é você para falar de egoismo em? Você que não cuida nem dos seus próprios filhos, que só pensa em você.
   - Eu sustento vocês! - Ela quase grita.
   - Você não faz mais do que sua obrigação! - Grito. - Se você me trouxe para essa "volta" para isso, perdeu seu tempo. Não precisa me levar de volta, eu vou sozinha com o Marco.
   - Luna, você não entende que isso é necessario? Minha carreira esta desmoronando. - Diz desesperada, ou fingindo estar.
   - E de quem é a culpa?
   - Sua! E do seu irmão! Eu sustento vocês, se vocês não existissem tudo seria diferente, eu não gastaria tanto com vocês. - Ela cospe as palavras na minha cara.
   - Para esse carro! Eu não acredito no que eu ouvi! Para essa merda Claudia! - Grito.
Ela para e eu desço e pego o Marco que esta chorando, ele odeia quando alguem briga, principalmente se envolve ele.
   - Sua ingrata! - Berra minha mãe e vai embora.
  Eu começo a chorar, como ela pode ser minha mãe? O que eu fiz para merecer isso dela??
  Eu mereço tudo isso, é tudo minha culpa, se eu fosse mais carinhosa, boa, simpática com todos a vida não faria isso comigo.
     Por isso ninguém liga para mim, só me desprezam.
  Eu queria muito que ela não fosse minha mãe, e que um dia eu descobrisse que sou adotada.
  Mais isso é impossivel pois nasci em casa.
  - Calma Marco. - Tento tranquiliza-lo.
  - Por que a mamãe disse isso?
  - Ela ta um pouco nervosa meu amor, mais não fica triste ta?
  - Ta.
  - Vamos ir pra casa, ta?!
  - Ta.
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  Oii voltei.
   Espero mesmo que estejam gostando gente.
 
  Votem bastante ta?!
  Obg gente.

Te odeio (Em Revisão)Onde histórias criam vida. Descubra agora