Diego
Hoje é domingo, e o relógio marca exatamente 9:00.
Estou sentado dentro do carro, acompanhado de minha mãe e meu pai, indo rumo à Zona Norte para a casa dos meus tios, por parte de mãe.
Fábio não veio pois estava estudando para a prova que o faria entrar em uma faculdade, desajada pelo mesmo a séculos.
Como eu disse alguns dias atrás, minha mãe pediu ao cozinheiro que fizesse minha comida favorita, depois me comprou o skate que eu iria comprar no próximo mês, isso e mais umas coisinhas ai. E bom, eu estava certo - como sempre - ela praticamente me obrigou a vim nessa viagem, sinceramente não sei o porque dela fazer de tudo para que eu venha, se no fim sou obrigado a ir de qualquer manera.
Olhei no relógio novamente, provavelmente pela trigéssima vez, e marcava 9:02.
É impressionante como o tempo passava rápido - que ironia. E para completar, o carro estava num silêncio cortante, minha mãe olhava distraidamente seu celular, meu pai mantia sua atenção na estrada e eu, bom eu olhava o relógio freneticamente.
Odeio ficar sem fazer nada, meu celular está descarregado, meu carregador portátio ficou em casa, só me restava meu relógio marcando a hora.
Fitei a janela tentando arrumar um jeito de me intreter com o que via - a paisagem.
Logo me lembrei de como eu era estupido e igenuo ao achar que poderia me intreter com a Luna, pois no começo era tudo diferente, achei que seria só mais uma que aceitaria o que eu impussesse. Mero engano.
O que será que aquela garota está fazendo agora? Arrumando um jeito de me destruir?
Ri com meu pensamento.
Ah Luna! Como você é imprevisivel.
____'_____ ______ _____
Luna
Hoje é o aniversário do Marco!!!
Acordei as 9:00, e isso foi a primeira coisa que pensei.
Finalmente meu irmão fez 6 aninhos!
Fui pro banheiro escovar meus dentes, e confesso que foi meio que esquisito, sei lá ja me acostumei a minha outra casa que o banheiro fica fora do meu quarto, e bom, nessa ele fica no meu quarto.
Não fazia muito tempo que eu não vinha pra cá, já que passei as férias de janeiro praticamente toda aqui. Mas parece que já se faz séculos que não piso aqui.
Tomo banho e lavo meu cabelo, depois escovo meus dentes.
Saio do quarto e desço as escadas indo rumo à cozinha.
- Ah, Bom dia Luna. - Anne me cumprimenta assim que chego ao meu destino.
- Bom dia. - Respondo e me sento ao lado do meu irmão. - Feliz aniversário.
Digo e abraço-o.
- Obrigado. - Agradece.
Logo a cozinheira entra, nos cumprimenta e coloca uns pães na chapa.
- Cade nosso pai? - Pergunto esperando os pâes.
- Já foi. Ele tem um show hoje as 11:50 lá no centro. - Informa Anne respondendo minha pergunta.
- Ah ta! Mas ele lembra que hoje Marco fez 6 anos pelo menos? - Pergunto.
- Isso eu não sei, ele saiu as presas não deu tempo nem de conversamos direito. - Responde e mexe no cabelo.
- Você mora aqui?
- Não. Eu tenho um apartamento a poucos minutos daqui.
A Cozinheira, se não me engano seu nome é Léia. Enfim,Léia coloca os pães à mesa.
- Obrigada. - Agradeço.
- Cheguei povo brasileiro. - Minha prima diz entrando na cozinha, logo atrás minha avó entra também.
- Bom dia vó. - Falo.
- Bom dia querida.
- Ei! E eu? Não vai dizer bom dia pra mim não é? Sua kenga. - Resmunga se sentando à minha frente. - Ah é, já ia me esquecendo, Parabéns Marco.
Ele agradece.
- Ai de nada, não se encontram pessoas como à mim hoje em dia. - Se gaba. - O que tem pra comer?
- Comida. - Respondo sárcastica.
- Não me diga, achei que nos fosse comer capim, mato.
Rio. Não do que ela disse, mas a forma como ela disse.
___________________
Diego
Finalmente chegamos ao Bairro do Limão. Não aguentava mais ficar dentro daquele carro.
- Ha quanto tempo! Sejam bem vindos. - Minha tia diz, abraçando minha mãe, depois meu pai. - Como você cresceu! Está um rapaz já.
Se supreende e me abraça também.
- Já a senhora nunca muda, parece que o tempo não passa, continua jovem. - Falo, e ela me dá passagem para entrar, depois fecha o portão.
- Que isso, impressão sua. - Fala e sussura a ultima frase. - Graças ao cremes milagrosos.
Dou risada.
Entramos na casa e logo de cara vimos José meu tio, ele veio nos cumprimentar também.
Ficamos conversando sobrr como estava nossas vida, e tais.
Meu tio quis levar meus pais a um lugar, e eu preferi não ir, então fiquei com minha tia.
- E então, como está a escola?
- Bem, e os negócios?
- Estão ótimos! Fechamos um novo contrato com a empresa da familia da sua namorada. - Responde animada.
- Que bom, mas ela não é mais minha namorada. - Respondo.
Ela se ajeita no sofá à minha frente e pergunta:
- Por que? O que houve?
- Ela tinha outro. - Respondo, e me suprendi como falei isso de uma forma banal.
- Oh querido, sinto muito. - Diz colocando a mão em meu joelho. - Você não parece está arrependido, você não amava mais ela?
- Sei lá tia, realmente não sei. Acho que foi porque eu tinha problemas maiores, e não dei muita importancia pra isso.
- Problemas? Que tipo de problemas um menino da sua idade pode ter? - Questiona sorrindo.
Eu cofio muito na tia Nilda, não me lembro qual foi a vez que eu não me abri com ela. Ela me transmitia segurança.
- Uma garota. - Respondo e suspiro.
- Então você também traiu ela?
- Não! A Luna não faz o meu tipo, o problema é que nos odiamos e sempre brigamos.
Ela riu.
- Eu já te contei como minha irmã conheceu meu cunhado? - Perguntou.
- Não.
O que isso tem haver?
- Bom, minha irmã a Leticia estudava na mesma sala que Gabriel. Eles se odiavam, não lembro o motivo, mas des do primeiro momento eles não se davam bem, competiam para vef quem era o melhor, fazia apostas. Até que um dia eles entenderam, e bom estão casados até hoje. - Finalizou.
Ri entendendo onde ela queria chegar.
- É uma história interessante, mas eu odeio mesmo aquela garota. - Digo.
- Isso Gabriel dizia também, mas depois ele percebeu que o que sentia não era odio, era bem longe de ser isso, eles se entenderam. Mas até hoje eles competem, mas de maneira saudavél.
- Tia, eu entendi onde a senhora quis chegar, mais essa história não vai se repeti, não comigo. - Me defendo.
- Ok. Me responda, você pensa nela?
- Que? Claro que não! - Respondo rapidamente.
- Pensa bem.
Eu não penso nela, não dessa forma, eu penso nela como minha inimiga mortal e maneiras de me livrar dela.
- ..sim, mas em maneiras de acabar com ela.
- O que sente ao competir com ela?
- Não sei, é interessante. - Digo e solto um sorriso que logo escondo de novo, não quero que ela intrerpete mal.
- Hum. E quando ela ganha?
Me lembro das vezes em que ela me bateu.
- Eu fico com raiva.
- E quando não estão competindo?
- Que raro! Bom eu fico na minha, ou desconto algo nela.
Ela suspira.
- Se vocês não fossem "inimigos" - Faz aspas com os dedos. - seriam amigos?
- Acho que não.
- O que tem em mente, para "se livrar" - Faz aspas novamente. - dela?
- Não sei! Não sei como, mas não consigo raciocinar direito sobre o que fazer com ela. Sempre é uma idéia idiota. - Respondo e percebo que sem querer, dei suporte a sua idéia.
- Ok.Você não acredita mais, tenho quase certeza que você está caindinho por ela. - Diz se levantando. - Vou preparar o almoço.
Que? "Caidinho por ela"??
Nâo! Não! Ela só pode ter entendido mal o que eu disse.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Te odeio (Em Revisão)
RomanceLuna, é uma garota digamos que nerd, ela tem 15 anos e cuida do seu irmão de 5 e de sua vó de 60 anos. Ela é, educada com quem é educado com ela, respeita que à respeita, e ela acaba com quem acaba com ela. Nunca se apaixonou de verdade. Mas ser...
