O espaço daquele enorme cômodo pareceu diminuir a cada passo que Kol dava na minha direção. Tinha conseguido me afastar dele, porém ele tentava se aproximar mais, eu parecia em uma gaiola, e ela diminuia a cada momento. Na minha mente, as imagens de momentos atrás passavam rapidamente. O que ele era? O que eles são? Me lembrei do lorde Niklaus e da lady Rebekah.
— O que você é? — quando dei por mim, as palavras tinham saído da minha boca, sem eu ao menos pensar antes.
— Você viu os corpos? — senti o olhar dele na minha direção, enquanto eu tentava não cruzar com o mesmo, pois quando se tratava de Kol, até encarar era perigoso. — Italia, olha para mim.
Sua voz estava mais calma do que momentos antes. Ele parecia o mesmo Kol de algumas horas atrás. Só que ele não era, e nem você. Meu maldito subconsciente me relembra. Que tipo de monstros nós somos? São tantas perguntas, se eu não sei responder as perguntas sobre mim. Ele vai me explicar o que ele é.
— O que você e os seus irmãos são?— levantei a cabeça para o olha-lo, minhas órbitas passearam por todo seu rosto, traços firmes, nenhuma ruga ou mancha sequer. Tão lindo. Pensei, mas logo engoli em seco, eu tentava olhar para todas as outras partes de seu rosto, menos seu olhos, ele me encarava de forma fulminante e eu tinha que evitar isso.
— Vampiros — pude notar a verdade na sua voz. — Nós somos vampiros.
— Vam...o quê? — o olhei sem entender.
— Vampiros, sugadores de sangue. Sabe? Nunca ouviu histórias sobre isso? — neguei, com o cenho franzido. — Eu vou te contar tudo, você não precisa ter medo.
— Eu não estou com medo. Só....assustada? — saiu mais como uma pergunta do que afirmação. Alguns segundos depois percebi que era quase a mesma coisa.
— Eu nunca faria aquilo com você...— ele se aproximou, e eu tentei recuar, mas não tinha lugar para ir, apenas uma fria parede e seu olhar fervente. — Italia, quando eu te vi pela primeira...
— Me conta como isso aconteceu a você. E ao seus irmãos — mudei de assunto, conseguindo sair pelo lado, quando ele ficou a minha frente. Minha vida já estava bagunçada demais para ter que ocupar meus pensamentos com Kol, coisa que acontecia automaticamente. — O que vocês fazem?
Oh ancestrais, isso está tão confuso. Primeiro a Clary e o Felipe são criaturas que desconheço, depois existe eu, — que estou em uma crise existencial — e agora o Lorde, que estou a gostar, é um sugador de sangue.
— Há muito tempo atrás... — um suspiro longo escapou pelos lábios dele. — Éramos apenas...
— Humanos, bruxos, mortais, como você queira chamar — a voz do lorde Niklaus ecoou pelo cômodo. Ele entrou, sua feição era tranquila, como se soubesse tudo que iria acontecer.— Desculpa atrapalhar o assunto de vocês, mas tive que me intrometer.
— Pois não, lorde Niklaus? — perguntei, tentando parecer o mais calma possível.
— Por favor, me chame de Klaus. Acho que a essa altura já sabe o nosso segredinho, formalidades são desnecessárias. — ele falou um pouco sarcástico.
— Que pelo visto vocês não fizeram questão em mante-lo em segredo — falei um pouco cínica, fazendo o louro rir.
— Por quê acha isso, vossa alteza? — ele se sentou numa cadeira que tinha perto da janela, ficando bem próximo a mim.
— Por quê pelo o pouco que percebi...Vocês estão no reino há alguns meses. Então quer dizer que todo esse tempo tem se alimentando das pessoas. Creio que serviçais, mas de algum jeito eles sempre ficam bem. Então vocês tem mantido esse segredo desde que chegaram. Vocês não iam se descuidar para eu ou qualquer outra pessoa ver. Agora a pergunta que eu faço, Klaus, por quê?
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Italia- Kol Mikaelson
Fiksi Penggemar- O que há de errado? - Kol se aproximou senti cada parte do meu corpo estremecer, não sei se era medo ou algo mais. - Nada. - falei, saiu como um sussurro. - Tem certeza? - ele me fitou com aqueles olhos, que tanto me intimidavam nesse momento. ...
