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Austin's POV

Quando abri a porta e vi Madison, minha boca foi ao chão, ela estava absolutamente incrível, com uma calça de cós alto jeans escura, e uma blusa preta caída nos ombros, simplesmente linda e gostosa, eu senti um pouco de vergonha quando percebi que ela encarava o meu peitoral, só agora percebi como eu estava vestido.

Avisei que iria acabar de me arrumar, e quando subi, minha mãe entrou atrás de mim no meu quarto.

— Uau Austin, ela é linda – ela disse incrédula.

— Eu sei mãe, eu sei – peguei uma camisa azul, e deixei alguns botões meio abertos, se ela falar que isso vai atrapalhar, eu os fecho, mas acho que ela vai gostar, já que tanto encarou meu peitoral.

— Acho que você poderia investir – ela disse se escorando na maçaneta e me olhou divertida, ri enquanto ajeitava o meu cabelo.

— Menos mãe, bem menos, isso é só pra adotar o bebê.

— Austin meu filho, eu conheço você, sei que você deu essa ideia pra já poder se aproveitar da moça – ri alto, minha mãe é uma figura – realmente me conhece bem cof.

— Mãe, claro que não – continuei rindo e coloquei os tênis.

— Não esquece do perfume, do desodorante, ela deve gostar de caras cheirosos.

—Mãe! – a olhei sem reação e dei uma risada.

— No que ela trabalha? Ela tem sua idade? – e lá vai a dona Michele com as suas perguntas.

— Ela é pediatra no período da manhã, e sim, ela tem minha idade, mas eu sou meses mais velho – passei o perfume e o desodorante debaixo dos braços, realmente pensando na Madison.

— Uau, pediatra. Filho, eu já quero casamento de verdade – ela disse animada.

— Meu Deus Michele, a gente se conheceu ontem.

— Se conheceram ontem e estão adotando uma criança, viu? As coisas foram rápidas já, não vem querendo me contrariar, você sabe que eu estou certa Mahone – ela disse abrindo a porta — Mas deixa eu ir, antes de você descer, quero conhecê-la – ela sorriu e desceu.

Que ela não fale nada demais.

Madison's POV

Depois de alguns poucos minutos de Michele sair, Austin desceu, pegou as chaves do carro e andou até mim.

— Vamos?

— Sim.

Fomos até lá fora juntos e então eu estava indo para o meu carro, mas ele disse que seria melhor se nós dois fossemos no mesmo carro, dei de ombros e andei até o carro dele, entrei no mesmo e ele entrou junto. Deu partida e foi fazendo o seu caminho até o orfanato, que não ficava tão longe.

— Eu to ansiosa – soltei no meio do silêncio que tinha invadido o carro.

— Eu também, por isso to quieto.

— Será que vai dar tudo certo? – perguntei aflita.

— Eu acho que sim.

— Você fez os papéis né?

— Sim, e você pegou as alianças né?

— Sim – concordei — Aliás, você precisa ver se entra no seu dedo, se não a gente fala que perdemos.

— Ok, espera um semáforo – andou mais alguns metros e então veio o semáforo.

Entreguei a aliança pra ele, o mesmo pegou a aliança e colocou no dedo, e entrou como uma luva, respirei com alívio e comemorei.

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