-Oh meu Deus! - Minha mãe disse rindo enquanto comiamos na praça de alimentação de um Shopping.
-Como você vomitou no cara bem na hora da transa, Samara?! - Falei enquanto balançava a Angie de leve em meus braços. Que estava quase dormindo, mas parecia ouvir a conversa.
-Eu estava bêbada! Vou repetir mais quantas vezes?!
-Já vi que essa festa de vocês rendeu história. Saudade de quando eu era assim, igual vocês. - Minha mãe disse bebendo um gole do seu suco.
-É. Rendeu mais história pra Julie, mas ela não quer contar...
-Qual é gente! Ele apenas me levou pra casa dele e quando eu acordei ele me trouxe. Apenas! - Falei já farta de perguntas e com preguiça de contar detalhes.
-Rolou algum beijo? Ou, algo a mais... - Minha mãe disse.
-Não! Agora já chega desse assunto. Já passou!
-Mas ele é bonito. Parece ser gente boa... - Sam disse com um sorriso malicioso e mordeu seu pedaço de bolo.
-E é mesmo. - Dei de ombros - Mas enfim, quando você vai embora, mãe?
-Amanhã mesmo. Tenho que voltar pro trabalho. E também se eu demorar mais seu pai me mata!
-Mas por quê tanto ódio de mim? Eu acabei tudo com o Justin, não falou isso com ele?
-Sim. Mas ele não mudou de ideia e não quer conhecer a Angie. Ele odeia, simplismente odeia o fato de você ter se relacionado com o Justin e tido uma filha.
-Mas... - Fiquei sem o que falar.
-Seu pai é um...arght! Nojento, babaca! - Sam disse com raiva.
-Seu vovô é um bocozão. É xim, um troxão! - Minha mãe começou a falar com voz de bebê enquanto alisava a Angie. Não pude deixar de rir. Eu até me acostumei com isso. Foda-se meu pai.
Terminamos de comer e fomos andar mais no Shopping. Era um dos mais lindos que eu já tinha ido.
-Sam. Nós nem sabemos andar em Londres. Como vamos voltar pra casa? - Perguntei.
-Oh, não fica preocupada. A cada lugar que passamos eu perguntei ao táxi e anotei todos os nomes. Inclusive o nome da rua onde moramos. É só pegarmos outro táxi e falar.
-Você precisa ser inteligente igual a Sam, filha - Minha mãe disse rindo.
-Ah, valeu ai - Rolei os olhos e nós três rimos.
Paramos em algumas lojas, mas compramos poucas coisas para não gastar todo o dinheiro do Ryan. Por mais que minha mãe tenha dado mais. Acho que ia dar até arrumarmos um emprego.
Depois do Shopping, fomos apenas andar para apreciar a beleza daquele lugar. Era perfeito. E frio, estava bem frio.
Paramos em alguns lugares para tirar foto. Ainda eram uma da tarde. Nós saimos de casa onze e alguma coisa.
-Vamos pra casa agora? - Minha mãe disse cansada.
-Pra quê casa se temos um lugar desse para visitar?! - Sam disse enquanto andávamos na calçada onde tinha muita gente passando.
-Eu não tenho mais a mesma energia se vocês!
Uma pessoa esbarrou em mim. Me virei rápido com o baque da batida, e o infeliz nem pediu desculpa. Continuou andando como se nada tivesse acontecido.
Angie abriu os olhos e começou a chorar. Alto. Ali, no meio da multidão.
-Oh, agora não, Angie. Pelo amor de Deus! - A Balançei para ela parar, mas não deu certo. Fomos para um lugar com menos gente e sentamos em um banco. Minha mãe e Sam estavam me ajudando a acalma-la.
-Estão sentindo esse cheiro? - Minha mãe falou com uma careta e cheirando o ar. Eu e Sam fizemos o mesmo. Era um cheiro horrível.
-Aí meu Deus. A Angie fez alguma coisa na frauda dela - Sam disse com cara de nojo.
-Ah não, aqui não! - Fiquei desesperada. Iamos ter que chegar até em casa com uma criança fedendo nos braços. E a vergonha?
-Você não trouxe a bolsa com frauda, ropinha, mamadeira, talco dela não? - Minha mãe disse tentando fazer ela parar de chorar.
-E precisava?
-Lógico sua anta!
-Desculpa mãe, se eu não estou nem um pouco preparada para ser mãe! - Falei um pouco alto.
-Ninguém mandou dar tanto pro Justin sem camisinha com essa idade! - Sam disse me deixando constrangida por estar na frente da minha mãe.
E o pior. Com o que ela falou me fez lembrar dele. Os nossos momentos...droga, quem eu queria enganar. Eu ainda o amava e queria estar do lado dele agora. Mas isso ia mudar. Se depender de mim eu não ia nem lembrar mais da existência dele. Mas só de saber que fui traída pelo homem que amo me dói tanto por dentro...
-Eu não dei muito sem camisinha, ok?!
-Oh, não mesmo. Por isso a Angie nasceu! - Minha mãe ajudou a Sam a me bombardear.
-Já chega! Vamos pra casa! - Peguei minha filha novamente nos braços, que já chorava menos. Seus olhinhos azuis estavam ainda mais brilhantes por causa das lágrimas. Ela era tão perfeita!
Pegamos um táxi, e fomos para casa. Tive que efrentar a vergonha de o motorista reclamar de um cheiro forte e perguntar quem "peidou", mas chegamos até que rápido.
-Merda em Angie! - Falei quando entramos no AP.
-Merda é o que ta dentro da frauda - Sam disse rindo igual um porco. Minha mãe acompanhou a risada mas eu não tive tempo de rir.
Fui para o banheiro e coloquei na bandeirinha roxa dela água morna. Eu ainda não sabia fazer aquilo direito.
Despi ela e tirei a frauda. Ela estava toda suja. Confesso que quase vomitei. Enrolei a frauda em um monte de papel higiênico e joguei no lixo. A limpei antes de colocar na água. Ela nem chorava mais.
Coloquei ela na banheira devagar e com medo de sei lá...matar ela afogada. Começei a passar água em seu corpo e limpa-lá.
-Você é fogo, não é anjinho? - Falei baixinho.
Fiquei completamente desacreditada quando ela riu. Uma criança daquele tamanho, ri? Ela teria que entender o que eu disse para poder rir.
Terminei seu banho e a sequei direitinho. Agora ela estava cheirosinha. Coloquei talco, frauda e uma roupinha bem bonitinha. Um macacão vermelho com detalhes pretinhos e ele parecia bem quente. Aproveitei e coloquei uma touca preta com a partinha peluda branca.
A enrolei em um paninho e tirei meu peito para ela mamar. Peguei meu celular para me distrair enquanto ela me sugava. Tinha várias chamadas perdidas de um número desconhecido.
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Loving Dangerously
Hayran KurguE se você se apaixonasse por um gangster? Mesmo com tantas brigas, diferenças e obstáculos esse amor poderia permanecer? Enfrentaria tudo e todos para ficar com quem você ama? Um amor contruido encima do ódio daria certo? By: SwagBizzle1994
