Capítulo 90

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Abri meus olhos aos poucos, me deparando com o branco de uma sala de hospital. Olhei em volta e eu estava tomando soro. Que viadagem da porra é essa? Não tinha precisão para me trazerem a um hospital.

Tirei a agulha do meu braço, o que causou um pouco de dor, mas nada comparado o que eu já passei. Me levantei, sentindo um pouco de tontura, o que me fez cair sentado na cama denovo. Balançei a cabeça, respirando fundo, e saindo dali.

Passei pelo corredor vazio e cheguei a sala de espera. Onde só tinha os meninos, e a...Julie? Mas que porra...?!

Todos se levantaram e começaram falar todo mundo de vez me reclamando por estar ali, mas eu estava pouco me fodendo. Só conseguia olhar a Julie. Como o corpo dela estava totalmente como era antes? A gravidez não afetou em nada. Continua gostosa.

-Essa sua cabeçona não tem nada dentro mesmo não é seu tapado?! - Ela me deu um tapa na cabeça.

-Ai, merda! - Fiz uma careta e passei a mão por onde ela machucou. - Ainda tô tonto!

-Merda é só o que você sabe fazer! Primeiro se droga todo igual um...filho da puta burro e depois sai assim da sala de hospital. Nem deu tempo o soro terminar!

-E dai?! Eu faço o que quiser da minha vida, porra!

-Ok! Então acaba com sua própia vida! Idiota! - Ela disse e saiu.

-Cadê minha filha? - Perguntei aos garotos.

-Ta com a Sam lá em casa.

-Levem elas de volta. Elas não podem ficar aqui em Atlanta!

-Mas por quê? - Ryan perguntou. Ele estava com um curativo onde eu machuquei.

-Depois eu explico. Vamos pra casa - Falei saindo andando rápido e eles me seguiram. Julie estava sentada na calçada olhando pro céu.

Entramos no carro. Vi o Nolan a chamando, então ela entrou também. Como eu estava dirigindo, fui até minha boate e parei de frente. Era madrugada, mas eu tinha as chaves.

-Ryan, vai dirigindo daqui. Vou resolver umas coisas e depois dou um jeito de ir.

-Uma hora dessas? São quase cinco da manhã!

-Perguntei? - Falei arqueando as sobrancelhas e não obtive resposta - Como eu imaginei... - Foi minhas ultimas palavras antes de sair e ir em direção a porta de entrada.

Ouvi o carro cantando pneu e saindo, mas nem olhei pra trás. Estava tudo escuro e quieto lá dentro. Parecia abandonado. Que horas essas vadias acordam?! Tem que limpar isso aqui desde cedo!

Entrei para a parte de trás da boate, onde ninguém ia e era o quarto onde elas ficavam. Dei um chute na porta acordando todas em um pulo.

-Vocês pretendiam dormir até que horas?! Vistam uma roupa melhor do que esses trapos que vocês chamam de pijama e venham receber o pagamento.

Só foi eu fechar a boca que todas levantaram correndo. Ryan com certeza já separou o dinheiro de cada uma e deixou certo no meu escritório. Eu só precisava entregar.

Elas já sabiam o esquema. Faziam fila na frente da porta do meu escritório e iam entrando uma por uma. Então fui na frente.

Entrei e deixei a porta encostada. Sentei na minha poutrona colocando os pés encima da mesa. Pensei em fumar, mas enchi um copo de vodka e fui bebendo.

Na verdade eu poderia fumar. Não teve motivos nenhum para me levarem ao hospital. Eu apenas fiquei drogado e desmaiei. Talvez por fraqueza, por isso o soro que tomei. Já estava me sentindo cem por cento.

Quando ia pegar o cigarro, ouço duas batidas na porta. Olho, vendo a Hailey entrar com uma roupa menor do que o normal. Se aquilo poderia ser chamado de roupa. Tenho que confessar que ela era uma tentação da porra.

Peguei o dinheiro antes que eu fizesse merda com ela daquele jeito em minha frente e estendi a mão.

-Pega e vaza!

Ela veio andando de forma provocante e segurou em meu braço, se ajoelhando encima da mesa e ficando bem próxima a mim.

-Posso fazer uma pequena apresentação pra você? Apenas mostrar uma coisa que ando ensaiando...

-Pega logo o dinheiro e sai! - Tentei ser firme.

-Qual é, Bieber! Apenas uma apresentação de nada! Você ficou tão frouxo assim depois que a Julie entrou em sua vida? - Ela dizia passando os lábios em meu pescoço e deslizando a mão pelo meu corpo.

Me levantei e caminhei até o sofá. Me sentei todo largado lá e esperei ela mostrar o que queria fazer. Uma dança não ia fazer mal algum.

Peguei meu celular e coloquei na música mais sexy que eu tinha. Coloquei no último volume e o deixei do meu lado.

Ela sorriu vitoriosa e ficou de pé em minha frente, começando a rebolar devagar até o chão. Ela se levantou novamente e deu as costas pra mim, voltando a rebolar até o chão novamente e subindo com a bunda empinada pra mim. Não pude me conter e dei uma apertada, logo ne dando conta da merda que estava fazendo e tirando minhas mãos dali. Eu não ia fazer isso com a Julie!

O pequeno "show" durou uns três minutos. Quando a musica acabou, e passou pra outra um pouco mais animada, ela veio rapidamente e se sentou no meu colo, rebolando rápido. Já começei a sentir meu pau latejar, mesmo eu lutando para não sentir nem um tipo desejo. Era impossível! Eu continuava homem, porra!

Ela fez mais força contra meu membro e eu arfei. Depois do chupão em meu pescoço, perdi totalmente a noção dos meus atos.

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