Eles eram Enders, uma raça poderosa que cresceu há séculos em conjunto com os humanos.
Slender passou setecentos anos de sua vida controlando assassinos e se alimentando da insanidade, atormentando pela eternidade seus antigos algozes e liberando su...
Acordei, meus olhos estavam fixos no této da casa.
"Aquilo foi um sonho?"
Tentei me levantar, sentido dores pelo corpo todo como se tivesse marchado durante a noite, suspirei e desisti de levantar resolvi olhar em volta, mas estava tudo escuro apenas uma pequena luz por de baixo da porta iluminava o espaço.
Estava com calor então tirei o cobertor de cima, notando que estava nua, franzi o cenho, odiava dormir nua, senti que tinha algo de errado, mas não lembrava o que.
"Quando que eu fui dormir?" Pensei tentando lembrar de ontem a noite, refiz os passos em minha mente, mas a ultima coisa que lembrava era de ir buscar Diana. "Ai Meu Deus Diana!" Levantei de pressa o que me fez cair quase de cara no chão, meus músculos estavam muito doloridos, senti dores onde eu ate achava que eram impossíveis de se sentir.
"Ai meu Deus o que eu fiz ontem de noite? Como fiquei tão irresponsável, tenho uma criança para cuidar! Virei uma mulher devassa também? "
Forcei meu corpo a se levantar apoiei meus braços e levantei lentamente do chão estava sentindo dor e tontura, mas aquilo não era nada perto dos tipos de torturas que já passei, precisava descobrir onde estava e com quem.
"Ou o que?" Essa questão surgiu em minha mente, uma sensação estranha passou por mim como se eu estivesse prestes a lembrar, mas que a lembrança estivesse sumindo novamente.
"Odeio ficar sem saída, ou numa contradição"
Arrastei meus pés, até a única luz que provinha de uma porta e poder sentir sob meus dedos a madeira dela, me apoiei e respirei fundo pelo esforço e deslizei minhas mãos ate tocar na maçaneta a girando lentamente, escutei um click e vi uma sombra do que parecia que alguém estava do outro lado da porta, engoli em seco quando barulhos de passos foi diminuindo.
"Posso ter sido descoberta, seria muito casual que logo no momento que abro a porta passe alguém andando"
Respirei fundo e abri totalmente a porta não tinha nada a perder, a luz do corredor era intensa e fez meus olhos doerem assim que minha visão se ajustou enfiei a cabeça para fora e analisei o local, as paredes tinham uma decoração que era luxuosa e elegante parecia que entrei em uma novela de época, procurei alguma coisa que eu pudesse usar para vestir, uma cortina, toalha... E acabei pisando em alguma coisa no chão, eram roupas! Um shorts de seda negro e uma blusinha regata amarela assim que puxei a roupa quase ruborizei em baixo dela tinha um conjunto um tanto sexy de lingerie do tipo vou-usar-isso-porque-sei-que-vão-tirar-tudo.
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"Droga onde fui me meter?" Me vesti ali mesmo, e sai para explorar a casa que logo constatei que era na verdade uma mansão enorme, acabei me perdendo, mas o pior e o silêncio nem parecia que estava habitada se não fosse os passos que vi antes acreditaria que estava sozinha. Escutei risos de pessoas, corri na direção ate que parou abruptamente o silêncio mais uma vez abriu suas portas. Um som começou ao longe, de um piano era de Beethoven "Para Elisa". Segui o som que ficou mais e mais alto.
Essa musica me levou a uma porta enorme, eu a abri lentamente, atrás dela estava um homem enorme de terno ele tocava o piano com seus dedos longos e brancos, congelei quando puxei uma longa respiração para aplacar minha terrível dor de cabeça que me pôs de joelhos, as memórias de ontem a noite vieram como flechas que rasgavam minha cabeça, escutei a musica parar, me lembrava claramente do que aconteceu, aquele homem tinha me apertado quase até a morte, com aquelas coisas que saiam de suas costas, ele não era humano disso eu tinha certeza.
Não podia demonstrar debilidade juntei todas as forças que tinha e forcei-me a levantar foi quando ele se aproximou, preparei para um ataque quando ele esticou sua mão para mim, olhei sem entender quando não demonstrei reação ele pegou minha mão, pela sua aparência e tamanho pensei que seriam frias e não quentes e muito menos que ele fosse capaz de gentileza ao me levantar gentilmente, fiquei atordoada pelo fato dele não ter rosto, acabei esticando minha mão aproveitando que ele tinha se agachado, tentei tocar seu rosto para ver se era uma máscara ele se assustou e fugiu de meu toque, mas depois baixou o rosto lentamente até minha mão aquilo era a pele dele lisa e quente, podia ver formas, sentir fôlego ou a respiração, mas sem olhos boca ou nariz.
"Quem ou o que ele é?"
O encarei, ele estava com minha sobrinha em algum lugar, podia ter me ajudado, mas pode ser perigoso ainda, retirei minha mão de seu rosto e olhei a sala ao redor, era uma sala normal de musica não havia ninguém ali a não ser a criatura que se via a minha frente.
Lia: Quero saber onde você colocou minha sobrinha.
Ele pareceu considerar minhas palavras, e apontou com um de seus longos dedos o corredor, desconfiada, virei para o lado e esperei ele passar primeiro, ele me guiou por uma série de corredores até um enorme salão com escadas estas levavam a um terceiro andar onde a casa parecia ter mudado era mais infantil aquele local cheio de desenhos e coisas artísticas feito justamente para atrair crianças.
"Ele deve ser uma criatura pervertida tenho que sumir daqui com minha sobrinha."
Ele andou até uma porta com um desenho de um sapo, uma brincadeira que eu fazia com ela dizendo que ela encontraria um príncipe caso beijasse um sapo, igual a historia da princesa Diana.
Abrindo a porta ele revelou o quarto dos sonhos de qualquer criança, pelo menos era o meu quando eu era uma, o quarto era todo cheio de brinquedos desde trenzinhos, a casinhas com diversos personagens e móveis, bonecas iguais a fadinhas e blocos de todos os tipos, no canto do quarto uma cama enorme com a diminuta forma de minha sobrinha, ela abraçava um ursinho branco com terninho preto feito a mão, me aproximei e sentei na cama, ela dormia profundamente, passei as mãos em seus cabelos negros como os meus e de minha irmã, quando me chamaram de volta do exercito nunca pensei que teria que cuidar de um bebê, por cinco anos lembrei o que era viver de novo não por mim, mas por outro ser que necessitava de mim para viver, as coisas sempre tem que dar voltas e voltas na minha vida e das mais estranhas, virei para observar a criatura de terno que ficou na porta.
"Será que as coisas podem ficar mais estranhas?"
Percebi que podiam, quando uma sombra atrás da criatura ficou maior dando visão a um ser semelhante a ele, mas a diferença era que este usava um terno colorido e possuía um rosto com um sorriso, ele pegou os longos dedos e colocou na boca pedindo silêncio, o outro parecia desconfortável com a presença dele no entanto gesticulou para que eu saísse do quarto.
?????: Venha não se preocupe, vamos conversar já está na hora que alguém explique as coisas. - O de terno colorido falou, eu apenas assenti e levantei-me, estava em extrema desvantagem entrar em pânico não iria adiantar contra eles eu era indefesa, e pensando logicamente se quisessem me matar já teriam feito, a curiosidade falou mais alto só espero que não me arrependa.