28. Ópera

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Encontrei a arvore de natal maluca com roupas daquela época, sentado na "sala de recepção" onde aparentemente naquele lugar levavam os convidados para longas e monótonas conversas sobre o tempo, ou sobre as roupas feias que estavam de "moda", já sentia falta da tecnologia, já estava cansada de tomar banho em banheira, um chuveiro viria a calhar, sem falar que não existia TV, nem livros, pelo menos os que eu conseguiria ler, sem aquele inglês arcaico, tédio permeava os meus dias ali, nem existia privada!

"Aqui não tem porra nenhuma! Nem papel higiênico!"

Splendor levantou feliz como sempre, aquele poço de felicidade deixaria qualquer um com mal humor, igual aquelas pessoas que levantam cedo sorrindo e dando bom dia para todo mundo, completamente irritantes.

Splendor: Pronta? - ele piscou os olhos rapidamente.

Tala: Vamos! - ajeitei aquela coisa que eles chamam de vestido, Splendor me ofereceu o braço, quando nos preparávamos para sair, som de estalos me deixaram boquiaberta, enquanto eu via diante dos meus olhos o Splendor tomar a forma de um humano!

Splendor riu. - Liamanne acho que seria bom você fechar a boca.

Corei ao lembrar de um certo alguém, que uma vez fez coisas indecentes com minha pessoa nessa forma, eu nunca vi o rosto dele e esqueci completamente de que eles podiam tomar a forma humana.

Bem... Splendor definitivamente podia ser preso, um homem não deveria ser tão bonito, suspirei se ele era assim imagina os outros... Splendor se apresentava como um homem de sorriso travesso e olhos azuis céu, com suas madeixas castanhas caindo por sobre os ombros, se ele lançasse sorrisos para a multidão mulheres morreriam, com aqueles dentes perfeitamente brancos.

"Meu Deus, se ele andar na rua pode ser morto, nessa época o considerariam bruxo."

Splendor: Não se preocupe florzinha! Essas roupas que usamos são especiais, vão nos esconder de olhares, qualquer um que nos olhar, verá um simples casal. - ele estalou os dedos e paramos perto de uma cidade num beco escuro longe de olhares. - Assim, o plano é estarmos perto da ópera, vamos esperar Offender aparecer, a peça de hoje é La serva padrona.

"Na história da ópera e peças, se não me engano só surgiram a partir do século 17, em que ano eu estava?"

Isso necessariamente não importava, eu tinha que sair dali, agora que pude sair da casa com Splendor eu tinha que aproveitar para fugir, quem sabe eu encontre um lago para voltar, a minha era.

Splendor: Achei! - ele apontou para um homem lindo de morrer, ele estava com o cabelo grisalho, mas aparentava ser muito jovem. - Vamos!

Ele me arrastou atrás seguimos Offender até o teatro, ele entrou primeiro parecendo muito distraído, o seguimos de perto e ele nem pareceu notar nossa presença, ele segurava um buque de flores e suspirava muito, parecia completamente apaixonado, franzi o cenho e puxei Splendor pela roupa.

Tala: Olha eu não sou cega, ele parece completamente apaixonado, estou errada? 

Splendor: Não está, não! Eu consigo sentir essa emoção tão forte e pura! Estou tão feliz! O meu irmãozinho está apaixonado! 

As pessoas ali começaram a nos encarar.

Tala: Splendor você não esta falando alto de mais?

Ele riu.

Splendor: O verdadeiro problema aqui é que você está muito próxima de mim em publico...

O soltei e corei, eu estava cochichando no ouvido dele o que pareceria outra coisa para as pessoas ao redor.

Tala: Splendor como você sabe que eu vim de outra época? - perguntei depois que sentamos em nossos assentos privados, perto do de Offender que parecia absorto olhando o palco esperando a ópera começar.

A outra face do SlenderOnde histórias criam vida. Descubra agora