25. Verdade (Parte 3)

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Tala

Offender ofegava enquanto corria o máximo que ele podia, camuflado por entre as folhas das arvores, ele tinha cinco anos de idade e já sabia usar magia com um ótimo domínio, ele parecia um garotinho tão fofo.

"Como ele pode virar aquele pervertido?" - pensei, a resposta veio em forma de pesar, depois de perder seus pais, ele deve ter sofrido um terrível trauma, todos eles eram apenas crianças, quem que intercedeu e os protegeu depois? 

Eu não sabia nada deles, apenas o que eles quiseram me contar, rumores e histórias não eram igual a verdade, nunca foram.

????: Ali Helena está em trabalho de parto.

Olhei a frente onde via ela apoiada de costas na arvore, uma careta no rosto e os joelhos dobrados enquanto ofegava com a mão em seu ventre, ela deveria estar sentindo dores terríveis do parto e tinha que correr por sua vida e a de seus filhos.

A força que eu via naquela imagem de mãe fez meus olhos se enxerem de lágrimas, ela era devota e os amava tanto ao ponto de se sacrificar, desejei que a minha tivesse sido assim, e que o destino dos pais deles tivessem sido diferente.

-Mamãe! - Offender correu, agarrando o braço dela.

-Não! Offender meu menino! O que...- ela ofegou e gemeu. - Está fazendo aqui? Seus irmãos...

Ele caiu chorando e em seu rosto vi seus olhos ressurgirem, eles eram de um violeta lindo, estes brilhavam enquanto ele chorava, olhando sua mãe sofrer.

- Ora, o que vireis aqui!

Olhei para trás tremendo de ódio, era o homem de papiro e atrás dele o maldito demônio que salivava, Offender guinchou e eu observei aquele corpo diminuto dele tentar esticar, ele levantou seus tentáculos como se quisesse atacar eles, o homem e o demônio riram.

-O garotinho acha que é forte? Valente ele não? Vamos ver se ele vai ser valente dentro da minha barriga. 

- Você demônio espereis, a ela preciseis tirar vossa essência, o corpo serás meu, podes a ficar com o bebê e o rebento.

-Como você quiser. - pude escutar um por enquanto não dito, se o homem de papiro olhasse bem como o demônio o observava, veria que o próximo prato provavelmente seria ele, não seria uma lástima se ele virasse comida para o demônio, mas o demônio precisava pagar pelo que fez.

O homem de papiro se aproximou, Offender guinchou mais alto até que uma força o fez bater forte contra a arvore ele caiu tonto.

-Offender meu bebe! - ela gritou horrorizada, o que fez o homem rir alto.

- Bens assim de que eu gosteis de minhas mulheres, bruxas e aterrorizadas, griteis mais isso me deixeis excitado.

Observei com nojo o volume nas calças daquele monstro. 

Quando o homem chegou perto de Helena, ele tirou o objeto do pescoço e perfurou o coração dela, ela gritou antes que algo jogasse o homem de papiro para longe deles, olhei para trás depois do grito juvenil que tomou a clareira, era Slender ele puxou o homem com os tentáculos que ele possuía e correu para sua mãe que estava deitada no chão com aquele objeto estranho perfurando seu coração, sangue escorria de maneira vagarosa manchando a terra de vermelho.

-Não mamãe, por favor, não me deixe sozinho, não você também... - Slender caiu de joelhos ao lado da mãe, enquanto chorava segurando a mão dela, ela sorriu para ele e suspirou trêmula.

-Meu grande homem, você tem que ser forte nesse momento, seus...- ela tossiu sangue. - Irmãos precisam de você, meu tempo acabou aqui, minha vida se foi no momento em que seu pai morreu, por favor meu amor, me escute você tem que abrir minha barriga, tire sua irmã e vá embora, usarei...- ela arquejou. -Todas as ultimas forças que me restam para, vocês fugirem daqui.

O demônio assistia tudo passivamente, estranhei esse comportamento dele, era como se precisasse de ordens para se movimentar, e nesse momento o homem de papiro se encontrava inconsciente. 

Offender levantou, chorando e agarrou os cabelos de sua mãe, ele carregava uma flor, uma pequena rosa vermelha em sua mão, a vitalidade que saia de sua mãe para aquela coisa que perfurava o coração dela parou, a rosa parecia sugar a energia dela no lugar, observei esse fato e resolvi guardar essa informação, que parecia ser importante.

- Humano inútil. - o demônio sussurrou desgostoso.

Slender chorando transformou as mãos em garras, Offender vendo as intenções do irmão, o atacou tentando o impedir de cortar a barriga de sua mãe.

-Não! Você não pode Slendy! Vai machucar a mamãe. - Slender agarrou o irmão mais novo com um de seus tentáculos e tirou ele de perto o afastando o menino que lutava, ele aproximou a mão que tremia do ventre de sua mãe e o cortou, ela gemeu de dor, mas se manteve firme, Slender abriu o útero tirando uma garotinha e cortando o cordão umbilical, ela não chorava e em pânico ele a sacudiu, o liquido que estava em seus pulmões abriram dando espaço a um choro de um recém nascido, Slender se aproximou de sua mãe que piscava os olhos tentando permanecer viva.

-Ela será uma delicia. - o demônio urrou.

Eles o ignoraram.

-É uma menina mamãe como você disse para o papai que seria. - Ele falou com a voz embargada.

-Sim, eu disse para ele que dessa vez seria nossa menininha, mesmo ele achando impossível... Clara será o nome dela.- ela pôs a mão nos cabelos negros da menina, enquanto chorava mais. - Quase posso ouvi-lo dizendo, você tinha razão. - ela apertou os olhos, enquanto as lágrimas escorriam. - Vão! Agarre Offender, vou transportar vocês para um lugar seguro.

Nesse momento o homem de papiro se levantou e o demônio sorriu.

-Já passou da maldita hora.

Helena apertou as mãos no solo e um portal se abriu no chão envolvendo Slender e seus irmãos, os dois desapareceram quando a luz os envolveu, o demônio urrou seu ódio.

- NÃO EU ESTOU COM FOME! - Ele correu para o corpo agora sem vida de Helena. - Maldita! Perdi carne nova! - ele sacudiu o corpo dela com ódio.

-Pareis demônio, eu preciseis do símbolo de volta! Não ousaires a comer esteis objeto! - O homem de papiro agarrou, o objeto tirando do peito de Helena, ele apertou e ofegou surpreso.

- O que foi?

- A alma da bruxa, não fiqueis no símbolo! Preciseis da alma dela! Foi o trato!

O demônio riu.

-Se vire, eu fiquei sem os corpos você que encontre uma maneira de conseguir o que perdeu, ela vai ficar furiosa.

"Ela vai ficar furiosa? Quem é ela?"

O demônio agarrou o corpo de Helena e começou a comer, senti a bile subir e tentei segurar a vontade de vomitar enquanto escutava o som de ossos sendo triturados pela boca da criatura.

As crianças deram um passo para trás de mim, olhei para os meus "guias" surpresa.

Garotinho: Desculpe Tala, mas...

Garotinha: Tivemos que fazer isso.

Os encarei sem entender, foi quando o demônio fungou alto, ele se virou.

- Parece que tem alguma coisa interessante aqui. - o demônio olhou para mim, com o canto dos olhos, ele piscava como se ele tivesse dificuldade em me ver. - Hum comida.

Ele veio em minha direção, me agachei quando ele acertou a arvore atrás de mim a partindo no meio.

????: Você precisa correr!

Eles não precisavam dizer duas vezes, eu corri.

A outra face do SlenderOnde histórias criam vida. Descubra agora