Tala
Slender: HUMANO! O que pensa que você está fazendo aqui?
Me sobressaltei. "Eu nem sei onde eu estou, como vou responder isso?"
Vi uma escuridão tomar o corpo dele, ele se aproximou de mim suas mãos em forma de garra enjaularam ao meu lado e seus tentáculos prontos para me perfurar caso eu fugisse, uma boca cheia de dentes se abriu quando ele rosnou. Assustador era pouco para descrever aquilo.
"Ótimo! Passei por tudo aquilo, para morrer pela versão antiga dele."
"Feche os olhos, descubra o pescoço, demonstre submissão rápido!" - fiz o que a voz disse.
Senti sua respiração em minha pele perto do meu pescoço, o rosnado parou, escutei ele fungar como se cheirasse o ar.
Slender: Abra os olhos... moça.
Abri os olhos confusa, ele estava a frente completamente recomposto.
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Slender
Fúria me tomou quando senti o cheiro de humano, me virei com ódio e surpreso por não sentir sua aproximação, liberei minha raiva permitindo que meu corpo crescesse, iria destruir a mente limitada dela, a faria sentir medo, a encurralei com minhas garras e meus tentáculos, se ela fugisse a perseguiria até ela enlouquecer, me alimentaria de seu medo e de sua loucura até não restar mais nada a não ser uma casca vazia, abri minha boca liberando meus dentes e rosnei me aproximando dela.
Eu esperava que ela corresse, fiquei surpreso quando ela simplesmente fechou os olhos e expos para mim o seu pescoço, sua jugular pulsava calmamente, farejei seu corpo e não senti o cheiro de medo vir dela, porém o cheiro que entrou em minhas narinas me pôs estático, ela cheirava muito bem, a necessidade de lamber sua pele escura para saber se o seu gosto seria tão doce quanto seu cheiro me dominou, retesei e me recompus colocando o chapéu e a minha luva, ela podia ser humana, mas os modos dela eram de alguém que conhecia os Enders, sua óbvia submissão após minha tentativa de intimida-la era prova disso, e o cheiro fraco de marcação sobre o corpo dela podia significar alguma coisa, tristeza me tomou por imaginar que a pequena humana já pertencia a alguém, mas refreei, eu os odiava e isso não mudaria, se ela pertencia a alguém de minha espécie a protegeria até essa pessoa vir busca-la era o mínimo que eu poderia fazer.
Slender: Abra os olhos... moça.
Disse na esperança ter um vislumbre dos olhos dela, os humanos tinham rostos expressivos e esta não seria diferente, sua fraqueza já se mostrava no fato de se poder ler o que pensavam a partir da expressão de seus rostos.
Ela abriu os olhos e contive um ronronado, eram olhos verdes, como as folhas das arvores iluminadas pelo sol de verão, observei suas roupas estranhas, mais uma prova de que ela poderia ser de algum Ender, nenhuma mulher usaria calças, os riscos que ela tomava de ser morta ou considerada imoral me irritaram, como um companheiro podia deixar sua mulher tão desprotegida?
Já decidi se ele viesse buscar ela, o espancaria, ele precisava ser ensinado sobre como proteger uma mulher, aqueles tempos eram perigosos de mais para relaxarmos e ela tinha a pele escura a espancariam por sua roupa e sua cor, suas características eram semelhantes as criaturas que havia visto em outro continente, em tribos humanas que viviam com a floresta.
Slender: Suas... roupas são estranhas... - ela arqueou a sobrancelha para mim, era um gesto um tanto adorável. - Você não parece ter medo de mim...Sabe o que eu sou?
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A outra face do Slender
HorrorEles eram Enders, uma raça poderosa que cresceu há séculos em conjunto com os humanos. Slender passou setecentos anos de sua vida controlando assassinos e se alimentando da insanidade, atormentando pela eternidade seus antigos algozes e liberando su...
