— Lawrence, eu não acredito que você veio! — gritou Dinah, pulando de empolgação. — Estou tão animada que vou gritar até quebrar tudo!
Dois dias depois, depois de muita correria para editar vídeos e fotos com a equipe, embarquei para o Havaí. Várias horas de avião depois, cheguei ao hotel e fui imediatamente recebido pela DJ gritando de felicidade. Eu gritei um pouco mais alto pra ela se conter:
— DINAH, VOCÊ VAI ACABAR COM A SURPRESA!
— Ei, não precisa gritar comigo! — ela riu. — Vamos, as meninas estão na piscina. Assim dá tempo de você ir pro seu quarto e trocar de roupa.
Fazia cerca de uma hora que eu havia chegado. As meninas estavam no hotel e ficariam por mais alguns dias. Dinah me encontrou escondida, alegando estar com dor de barriga depois de comer frutos do mar. Caí na risada da desculpa improvisada dela.
— Vamos, branquelo, barra tá limpa. — disse, me olhando como se eu fosse entrar numa missão secreta.
Ela parecia uma super espiã em missão ultra confidencial. Eu andava pelo corredor tentando não rir.
— DJ, sério, você devia ser do FBI, não atriz.
— Shiu! Tem gente vindo.
Ela parou, olhou para todos os lados e passou o cartão para destravar a porta do quarto. Depois que abrimos, falou baixinho:
— Vamos, missão quase completa.
Entrei logo atrás dela e, ao fechar a porta, ela disse:
— São e salvo, branquelo. Agora vai se trocar, vou esperar você no saguão.
— Ok, mas acho melhor você ir pra piscina, ou as meninas vão achar que você foi pelo vaso sanitário.
Ela deu uma risada e me abraçou:
— Sinto falta desse seu humor, que é raro de aparecer.
— Ha ha ha, engraçadinha. — Mostrei a língua e fui para o banheiro tomar um banho rápido. Havia uma banheira, mas se eu entrasse, provavelmente as meninas não perceberiam minha existência.
— Law, estou indo!
Ela abriu a porta e me pegou quase pelado. Coloquei a toalha na frente e, instintivamente, ataquei minha camisa suja nela:
— DINAH! BATER NA PORRA DA PORTA É USADO, SABIA??? AGORA SOME DAQUI, VAI!
Ela deu risada, saindo do quarto:
— Não há nada que eu já não tenha visto, aí, LAWRENCE! BEIJO NESSA BUNDA BRANCA!
Bufei, entrei debaixo do chuveiro e tentei me acalmar. Meu coração palpitava, mas era uma mistura boa: logo estaria junto com Camila e, claro, com as meninas.
"Como nos velhos tempos, Lawrence."
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Lost // lj + cc // trans
Fiksi PenggemarEntre marcas antigas e cicatrizes recentes, Lawrence tenta se reconhecer no reflexo da própria pele. Camila é refúgio e incêndio, porto seguro e vertigem. No choque entre desejo, medo e entrega, nasce uma história que queima como segredo: perdido po...
