Capítulo 28

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REPOSTADO [2022]

Henrique:

Álvaro se afastou com Nathalie, levando-a para uma das vans que estavam escondidas. O "click"  de todas as armas sendo engatilhadas ao mesmo tempo ecoou no lugar.

- Que merda é essa? - Miguel rosnou, apontando sua pistola para a minha cabeça.

Com um canivete, Otávio soltou os pulsos de André e abriu seu casaco, revelando os explosivos.

- André não vai sair daqui. - afirmei. - Não com vida.

- Vejo que não é um homem de palavra. - Miguel disse, abaixando sua arma, mas os homens atrás dele continuaram com suas miras em mim.

- Sou, sim. Eu prometi que mataria André e você, e eu vou matar.

Miguel riu, examinando os explosivos presos em seu irmão.

- Se tentar tirar o colete sem desativá-lo, ele vai explodir. - avisei, me divertindo com o desespero no olhar de André. - Ou me deixe levá-lo de volta e eu te deixo em paz. Bom, pelo menos por enquanto.

Otávio avançou em minha direção, com a arma apontada para o meu rosto.

- É bom você desativar logo essa merda se não quiser levar um tiro no meio da testa, tá ouvindo?- ele rosnou, colando o bocal de sua arma entre minhas sobrancelhas.

Naquele momento de tensão, meus homens e os de Matteo se revelaram, também engatilhando suas armas em sincronia.

- Vejo que trouxe amigos para a nossa festinha. - Miguel disse, surpreso, analisando os atiradores na região mais alta.

Imediatamente a mira de seus soldados passou de mim para os atiradores.

- Os inimigos de meu inimigos são meus amigos. - respondi. - Soube que você tem servido à máfia mexicana, então...

- Então... - ele pensou um pouco. - Você serve à Cosa Nostra?

- Eles que servem à mim.

- Vamos conversar sobre isso depois. - Matteo advertiu, rindo.

- Você não para de me surpreender, Henrique. Chamou a máfia italiana para defender sua putinha.

- Se você não me devolver André, vai ter que catar os pedaços dele com uma pá. - disse, puxando do bolso o controle do colete explosivo.

- Eu vou te matar, seu desgraçado! - André rosnou, totalmente desiquilibrado, e tomou a arma da mão de Miguel.

Ele apontou para mim, caminhando em minha direção. A tensão pesou o ambiente.

- André, não faça merda! - Miguel gritou, assustado.

André ignorou o pedido do irmão. Ele encostou a boca da arma em minha testa, me fitando com seus olhos furiosos. 

- Se atirar em mim, você também morre. Há mais de cem atiradores com a mira em você nesse momento. - menti sobre a quantidade intencionalmente.

Quando Conheci Luíza [em revisão]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora