Henrique:
A luz do sol invadia o quarto, atravessando a parede de vidro. Batidas violentas na porta me despertaram.
- Henrique! A Luíza sumiu! Eles pegaram ela! - Amanda gritava enquanto batia com força na porta. Pude ouvir a voz de Thalles pedindo que ela se acalmasse.
- Só um minuto! - respondi, saltando da cama.
Apressadamente vesti minha cueca e a calça que estavam pelo chão, tentando não fazer acordar Luíza, que ainda dormia profundamente.
Ao abrir a porta, encontrei o rosto de Amanda aflito, enquanto Thalles tentava tranquilizá-la.
- Ela sumiu! Eu fui no quarto dela e ela não estava lá! - a loira disse, afoita.
Dei um passo para o lado, revelando o quarto atrás de mim. Amanda olhou em direção à minha cama e encontrou Luíza ainda dormindo. Imediatamente sua expressão foi de desespero à ceticismo.
- Ela passou a noite comigo, Amanda. Garanto que ela está completamente segura. - disse, contendo o riso.
- Eu te falei, Amanda. - Thalles resmungou, achando graça.
Amanda relaxou os ombros, e seu rosto estampava um misto de alívio e fúria.
- Vocês me assustaram! - ela reclamou, cruzando os braços.
- Foi a gente que te acordou quase derrubando a porta do teu quarto? - provoquei, rindo.
Ela virou as costas, meio emburrada e envergonhada, e afastou-se. Thalles a seguiu, rindo assim como eu.
Fechei a porta e olhei pra cama. Luíza estava acordando, espreguiçando-se.
- Bom dia, dorminhoca. - disse, me aproximando.
- Bom dia. - ela sorriu, ajeitando o lençol sobre seus seios desnudos. - Com quem estava falando?
- Amanda. Ela estava assustada, foi até o seu quarto e não te encontrou. - contei, sentando na cama, ao seu lado.
- Ela nem devia imaginar que eu estaria contigo.
- Mas Thalles sim. - ponderei, relembrando.
Deitei meu corpo sobre Luíza, alinhando meus olhos aos dela, ainda sonolentos. Beijei seus lábios devagar, sentindo cada centímetro do seu corpo nu sob o meu.
Quanto mais tempo passava tocando o corpo de Luíza, mais tempo desejava passar. Havia em meu peito uma necessidade fervorosa de proteger aquela mulher, de venerá-la. Era um sentimento novo pra mim, eu já tinha ouvido sobre ele em músicas e filmes, mas eu nunca tinha sentido. E eu não fazia ideia de sua força. Eu me sentia viciado em Luíza. Queria tocar e beijar todo o seu corpo, queria ficar a sós com ela naquele quarto para o resto da vida, beijando sua pele, ouvindo sua voz, sentindo o cheiro de seus cabelos macios.
Meu celular tocou, vibrando sobre a mesa de cabeceira.
- Talvez você devesse atender. - ela sussurrou, separando nossos lábios.
Eu ignorei sua sugestão. Apenas continuei depositando beijos pela sua mandíbula, sentindo os pelos aparados do meu rosto contra sua pele aveludada. Ela ficou em silêncio, com os olhos fechados e um sorriso nos lábios, sentindo meu toque.
Alguém bateu na porta do quarto, como se o universo insistisse em me tirar daquele momento precioso.
- Espero que seja importante! - gritei, saindo de cima de Luíza. Ela sorriu, achando graça.
- Álvaro ligou. Temos um problema. - avisou Thalles, do outro lado da porta.
Revirei os olhos, frustrado. Por um momento eu tinha esquecido de todo o caos que me esperava fora daquele quarto.
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Quando Conheci Luíza [em revisão]
RomanceFugindo de lembranças dolorosas e de pessoas perigosas, Luíza vai para a capital do estado em busca de um recomeço. Quando a jovem pensa que poderá viver sem medo o passado ressurge, abrindo suas feridas. Giovanni é um empresário de sucesso mas guar...
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