Capítulo 22

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Como diria o coelho da Alice: É tarde! É tarde! É tarde!

Mas antes tarde do que nunca. Estamos aqui de volta.

Leiam essas notas que são importantes:

Sabemos que vocês estão confusas, nós lemos todos os comentários e percebemos que vocês estão ficando loucas. Uma das dúvidas já foi solucionada, sim, Kim Dong Yul é um personagem original, assim como a Emili, a Helena, a Dora, a Hyun-Jae, a cambada de irmãos da Emili, etc, etc, nada de Jin, Jungkook, Suga ou porteiro Uva-Passa disfarçado. 

Outra coisa solucionada, ou melhor, exposta, é que o nome da Lee, é Yi Lee Na. Faz sentido pra vocês? E como alguns pensaram, em nenhum momento nosso Kookie confundiu Helena com ela (Helena não tem traços asiáticos não). Reflitam...

Enfim, nossa história não é sem pé nem cabeça. Não jogamos pistas à toa, nem revelações ao vento. Nós já esquematizamos tudo, e desde o prólogo há coisas escondidas, como por exemplo o nome da fic, a capa e até mesmo os desenhos que usamos. 

Então queríamos tranquilizá-las e dizer que, tudo o que escrevemos será esclarecido, tudinho mesmo, até o porque da cor do boné do suspeito, ou o egoísmo da Helena, ou o otimismo da Emili. Muitas de vocês já têm umas teorias muito boas, e até acertaram em alguns pontos, então tentem ler com calma, pois o segredo está nas entrelinhas, e realmente fiquem tranquilas.

Pedimos só, que vocês não desistam da gente, por conta dos capítulos extensos e da enorme história que se passa atrás da trama, porque nós podemos afirmar com certeza, que Coordenadas de um Coração vale a pena. E vale mesmo.

Amamos vocês, e nos aguardem. (OBS: Esse é um capítulo grande para recompensá-las)


O banheiro não chegava a ter dois metros quadrados. Eu não sabia nada sobre tamanho de banheiros e nem sobre metros quadrados, mas sabia que aquele local era apertado demais para duas pessoas.

Minhas costas estavam pressionadas na pequena pia no canto esquerdo do pequeno cubículo e se eu tentasse me esquivar mais, logo estaria subindo na cuba da pia, ou atravessaria a parede com a força do pensamento, pois não havia maneiras de fugir.

O azulejo da parede estava gelado, e a luz acima de nossas cabeças piscava a cada três segundos falhando. O ar ali era frio e a pequena janela deixava a brisa da madrugada entrar e me fazer estremecer a cada nova rajada.

Presa entre dois braços fortes, eu podia sentir uma respiração quente perto do meu rosto. Estava com medo de olhar para aqueles olhos negros, eu podia senti-los me decifrando. Eu estava com medo, mas não queria demonstrar. Sempre fui muito boa em esconder o que estava sentindo.

Eu o encarei.

Kim Dong Yul.

Seu rosto era preocupado. Ele observava silenciosamente meu peito subir e descer enquanto eu ofegava.

O que era aquele medo?

Ele engoliu em seco. O movimento de seu pomo de Adão sob a pele alva era algo estranho de se observar. Mas nada dele poderia ser considerado feio, isso eu afirmava com pesar.

Ainda estávamos em silêncio.

— Me ouça...

Antes que sua voz rouca preenchesse todo o cômodo e me inebriasse, eu o impedi.

O som do soco foi alto.

Meus dedos marcaram uma vermelhidão intensa em sua bochecha.

Ele arfou.

Coordenadas de um CoraçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora