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Houston - Texas (Agosto de 1996)


A casa, bom a residência onde moravam, estava localizada em um dos mais ricos bairros da cidade, em Houston. Um apartamento na cobertura do imponente edifício espelhado em azul prateado e branco.

Uma espécie de Olimpo, admirado e almejado por dez em dez pessoas da cidade. Ali era o local onde Andie Foster, dezoito anos, morava com a família, o pai banqueiro Samuel Foster e da madrasta, Umah Singer.

Preparando-se para um grande e esperado evento, no momento mantinha os criados equilibrando -se entre arrumar o dia a dia e o caos de entra e sai de profissionais modista, desenhistas de joias, floristas além dos empresários conhecidos do pai da jovem e de Umah, concentrados em sua vida social privilegiada.

- O que acha desse aqui? - perguntou a modista.

Andie fez uma careta.

- Não! Esse não. Quero algo bonito para os dois momentos...

Uma porta de vidro foi aberta e um homem, grisalho de olhos castanho escuros, entrou.

- Papai... - disse Andie sem olhá-lo - como estou?

Sam olhou-a atento e espantado ao mesmo tempo. A semelhança era incrível! Os cabelos castanhos avermelhado, os olhos cor de mel... O sorriso, os dentes perfeitos... Tudo fazia com que se lembrasse dela!

- Linda! Minha filha, você está linda! - disse ele sincero.

Andie rodopiou, os cabelos em sincronia de movimento com a saia, como uma dança organizada.

- Senhorita Marquis... - uma criada entrou no quarto.

- FOSTER! – a careta do homem se fez instantaneamente. Samuel sempre ficava furioso quando se lembrava do primeiro sobrenome da filha.

- Perdão, senhor... Foster! - disse a moça, acanhada. Então se retirou, rapidamente.

And suspirou. Era sempre assim. Ela gostava de ser uma Marquis, a única ligação que tinha com sua falecida mãe, apesar de saber-se sua própria imagem viva na terra. Seu pai...

- Papai... eu sou uma Marquis!

Samuel fez uma careta.

- Não sei como pode considerar o sobrenome de uma pessoa quente abandonou!

Andie baixou os olhos para o retrato da bela mulher ruiva de olhos cor de mel.

- Não é justo. Mamãe não teve culpa de ficar doente... - Andie franziu o cenho. Para Samuel, o fato da esposa o ter abandonado, não desejando um tratamento que a salvasse era um absurdo!

Uma traição. Considerava-se e à filha, abandonados pela esposa falecida. Sam pigarreou franzindo o cenho.

Camille Marquis fora algo misterioso e impossível de controlar por quem quer que fosse.

- É... claro, filha! Desculpe-me! - disse alisando seus cabelos... tão parecidos com os da mãe, as ondas emoldurando seu rosto.

- Querido... - uma voz de mulher os interrompeu e eles viram Umah Singer, adentrando no quarto.

Era a madrasta de Andie, loira, cabelos curtos cortados de forma moderna, uma franja comprida se sobressaindo.

Não tinha a estrutura longilínea de Andie ou sua falecida mãe. Com pouco mais de um metro e sessenta, Umah gostava de sua forma, o corpo naturalmente sensual, quadris largos e seios pequenos, a cintura presa no corpete de vestidos médios e outras roupas que lhe evidenciavam suas formas femininas. Estava sempre elegante, os saltos altos do sapato, que a deixavam cinco centímetros mais alta, ecoando por onde passava.

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