Segundo livro da série: Hope. ( Completo)
É necessário ler o primeiro.
Com o nascimento de Dyllan, Hope tenta reerguer sua vida ao normal, tentando deixar os sentimentos do passado para trás, porém enfrenta problemas no processo.
Com sentimentos a f...
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Grace havia trazido a sobremesa me fazendo notar que eu havia esquecido exatamente dela. Ela me ajudou a terminar com a mesa e então foi fazer companhia á Kyle no quarto de Dyllan. Me troquei rapidamente colocando um macacão preto, simples e uma sandália. Fiz uma maquiagem básica e saí do quarto encontrando o choro de meu filho, no colo de Kyle.
— isso é fome, mamãe.— ele falou e assenti
Kyle também havia aprendido muito sobre bebês. Na verdade, nós aprendemos juntos.
Tomei Dyllan e fui até o quarto dele sentando na poltrona para dar de mamar para ele. A campainha tocou e logo Milles e Olívia inundaram a casa com suas vozes barrulhentas em conversa com dona Grace.
Kyle e eu não havíamos falado sobre o que aconteceu. Talvez nem teríamos tempo hoje. Eu sei que o pedi para esperar, depois de todos esses meses até eu mesma não queria esperar. Mesmo assim era o meu tempo.
— hey mamãe.— Milles falou e fiz um ‘shhhh' baixinho quando notei que Dyl fechava os olhinhos sugando o leite.— hey mamãe. Boa noite.— ele disse sussurrado e eu sorri.
Coloquei Dyl para arrotar e depois no berçinho. Me virei para Milles sorrindo.
— onde está Liv?
— na sala com Kyle e dona Grace.
Mordi o labio pensando no que havia acontecido antes e suspirei.
Andei com Milles tagarelando até a sala onde Liv pulou do sofa e me abraçou como se não havia me visto.
— isso é porque me poupas fazer o jantar.— falou e eu ri.
— boa noite pessoas!— falei
A campainha tocou novamente e se ouvia a voz de Éric e Pam do outro lado discutindo se era naquele apartamento ou não. Abri a porta os surpreendendo.
— viu só!?— Pam falou convencida e entrou beijando minha bochecha e o deixando ali.— homens, nunca discutam com as mulheres porque, ou vocês estão errados ou nós estamos certas.
— boa noite.— Éric falou revirando os olhos para ela. Esses dois viviam discutindo mas eram bons amigos.
— onde está meu bebê? — Pam perguntou.
— entra na fila. Dyllan está no terceiro sono de bebê.
— é.— concordei. — vamos ao jantar de comemoração, mas antes, já conheceram o apartamento? É bem pequeno, tem mais dois quartos e o banheiro. Como podem ver a sala e a cozinha é conjunta.
Eu expliquei mostrando para eles o apartamento. No quarto do Dyllan fizeram nenhum barulho para não acorda-lo. Falei do que encontrei já na casa e as coisas que acrescentei. A pintura fora uma das coisas que mudei em toda a casa e ainda pintei os moveis também.
No final, fomos todos para a mesa para iniciar o jantar pois Liv dizia estar com fome.
Nós jantamos entre conversa não muito alta por causa do bebê dormindo lá dentro e tivemos a sobremesa de dona Grace com o foco em trabalho. Como Éric havia voltado da viagem, até porque estava conosco no jantar, amanhã teria trabalho e teria que deixar Dyl com dona Grace.
Milles foi o primeiro a ir, pois teve uma emergência no hospital até mesmo antes de seu plantão que seria um pouco mais tarde. Pam e Éric saíram restando apenas Kyle dona Grace e Olívia comigo. Eles me ajudaram com a louça e a limpeza da cozinha até Dyl acordar chorando de desespero. Aparentemente aquele dentinho o incomodava, pois ele estava febril e vermelhinho de choro. Um choro diferente de quando ele está com fome, ou é a fralda, cólica ou coisa assim. Nem Kyle o acalmou.
— será que não devemos ir para o hospital?— falei encarando meu filho no colo de Kyle. Ele berrava ainda.
— tenha calma filha, a pediatra não disse que seria normal?!
— mas ele está sofrendo!— falei com lagrimas nos olhos.
— queres que eu leve vocês? — Kyle perguntou e assenti querendo abraçar meu ursinho.
O tomei falando baixinho e Kyle arrumou uma pequena bolsinha para ele. Dona Grace foi deixada em casa e nós partimos para a consulta as dez e meia da noite. Não foi nenhuma novidade o que a pediatra disse para nós. Mas eu pensava que pelo menos ela receitaria algo que ajudasse esse incómodo a diminuir.
Na volta para casa, Dyllan tinha parado de chorar duas vezes, e depois de mamar eu consegui o fazer parar de lutar contra o sono como fazia logo no inicio, quando nasceu. Eu tirei o peito da boca dele e arrumei na roupa e subimos as escadas para o meu apartamento o colocando no berço.
Suspirei e me virei para Kyle que deu um sorriso de leve, sem mostrar os dentes.
— vai ficar bem, você ouviu a médica, é normal.
Assenti e tirei a sandália sentada no sofá. Algo me dizia que eu não dormiria hoje.
Levantei o olhar para Kyle novamente e me lembrei que nem haviamos falado sobre mais cedo. Nem sabia o que ele pensava sobre isso, a ultima conversa que haviamos tido fora semanas apos descobrir o sexo do bebê onde ele descobriu tudo sobre mim e eu disse que faria tudo o possivel para que tivesse um nós. Agora eu estava perdida entre a preocupação do meu filho e como Helen dizia, sentir que preciso lembrar de William todos os dias pois o amei.
— o que foi? — franzi o cenho notando que o olhava tempo demais.
— pensando.
Ele parecia me avaliar, talvez também estivesse esperando por uma resposta ou um sinal meu. Mas eu estava perdida a relação a isso.
— já vou indo, eu terei que acordar cedo amanhã e ir direto para o tribunal.
Assenti a contra gosto. Porquê eu queria que ele dormisse comigo? Sentia tanta sua falta.
Kyle andou em minha frente enquanto encarava suas largas costas. Eu adorei a maneira que ele havia me olhado, me apertado e me segurado, antes.
Ele acabou por ir embora e eu nem mesmo pude dizer tudo o que queria. Encostei a cabeça na porta sentindo aquela coisa que incomoda na garganta. Ele praticamente me sufocava.
Tomei um banho e caí na cama tentando dormir o quanto posso.