Gabriel
Estou em choque! Isso não é possível não tem como, não! Ela não pode estar falando sério.
- O que é isso Sabrina? Uma brincadeira? Porque eu não vou aturar esse tipo de comportamento!- Digo me levantando e me apoiando sobre as duas mãos estendidas na mesa, ela não para de chorar.
- E.... Ele não é seu ga... Gabriel!- Na mesma hora Caio sobre a cadeira soltando todo o ar que estava prendendo, eu fui a lua e voltei nesse momento, só conseguia pensar que Isabella nunca me perdoaria por isso! Afinal se ele fosse meu eu nunca me afastaria dele consequentemente da Sabrina também.
- Mas mesmo assim.... Por favor não me demita, você sabe da minha situação em casa meu pai é doente e eu.... Eu nem contei para eles ainda!- Diz começando novamente a chorar, abro a gaveta e lhe ofereço um lenço ela o pega e então eu finalmente falo.
- Eu não quero te demitir ainda mais nesta situação, mas para que você possa seguir trabalhando aqui temos que ter uma relação estritamente profissional, está bem?- Tenho um certo do de Sabrina ela com certeza não é má pessoa, ela é simplesmente ambiciosa tentando subir de vida mas não a julgo por isso afinal gosto de pensar que o " Vilão" da história já foi uma vítima a qual a história nunca foi contada, não que ela seja uma vilã mas eu não sei de sua história de vítima. Enfim! me levanto indo pegar um copo de água para que ela se acalme, ela toma alguns goles e volta a falar.
- Muito obrigada, juro que nossa relação será assim, para o que eu senhor precisar estarei aqui, muito obrigada.- Então ela levanta e sai de minha sala, sei que isso talvez me renda problemas com Isabella mas não há outra maneira.
O trabalho foi sem dúvidas estressante hoje já são quase dez horas da noite quando finalmente descido me levantar e ir embora, estou recolhendo os meus pertences e organizando algumas pastas quando o meu telefone celular toca, olho para a tela e lá está o rosto acolhedor de minha mãe, que para me ligar esta hora deve estar com algum problema com o meu pai se é assim que posso chamar, talvez projetor se encaixe melhor, me apreço em atender sua chamada.
- LUZ!! da minha vida! É você? - Digo a ouvindo conter o riso depois do meu pequeno grito.
- Como sempre eu que tenho que ligar para você, não é? Não se importa com sua velha mãe? - Riu som seu potencial para o drama acho que todas as mães tem esse potencial digno de Oscar, não é?
- Velha? A senhora? Claro que não! Está com quantos setenta e cinco?! Está na flor da idade!- Digo para irrita-la minha mãe não está sequer nos cinquenta e odeia que a chamem de velha.
- Gabriel! Você não tem limites, setenta e cinco!? Ahh mas eu ainda posso te dar umas palmadas seu.... Seu...- Riu sem parar de suas tentativas falhas de encontrar adjetivos.
- Está bem eu me rendo, mas não me bata imagina, a senhora não tem mais idade de fazer tanto esforço mamãe.
- veremos! Mas vamos ao assunto pois foi por isso que te liguei, teremos uma reunião de família aqui em casa neste sábado, não ouse recusar sua vó estará aqui e ela quer muito te ver, sabe que é o netinho preferido dela não sabe?- Minha mãe diz mas eu já estou pensando em alguma desculpa, se eu amo minha avó? Com toda a certeza porém odeio as " Reuniões de família" que na verdade são festas onde a maioria da família se gaba de quanto dinheiro tem ou pode gastar em qualquer tipo de futilidade, tenho me livrado de muitas destas situações, primeiramente pois é de domínio de todos minha história com Cecília e segundo porque não aguento olhar para a cara do homem que se diz meu pai.
Me sinto novamente em meio aquela tarde de verão um dia antes da viajem que Cecília faria, mamãe tinha planejado uma festa de despedida para ela, só estavam as pessoas mais próximas a ela alguns familiares e amigos próximos. Para mim não existiria momento melhor para mim contar sobre meus sentimentos! Esperei até que ela se afastasse das pessoas e então logo depois a segui, falaria sobre como amava seu sorriso e de como desejaria que ela me desse uma chance, eu mostraria a ela que se ela sentisse minimamente algo que fosse, eu enfrentaria todos por ela!
A medida que ela entrava na casa eu a seguia sem deixar que ninguém me visse, ela subiu as escadas em direção ao segundo andar foi quando observei que ela estava entrando no escritório e logo a vi fechar a porta olhando para os lados. Esperei até que ela saísse talvez estivesse com seus pais, e eu não queria atrapalhar, o tempo se passava e ela não saia então me aproximei da porta e foi então que eu ouvi....ouvi alguns.... Gemidos! o que porra estava havendo lá dentro? Fui até o armário onde sabia que ficavam as chaves reservas e assim que achei fui até a porta fazendo esforço para não fazer barulho, finalmente consegui destrancar e entrar na sala para ver uma cena que nunca sairia da minha cabeça, Cecília se encontrava deitada de bruços na messa com seu vestido azul levantado enquanto o homem me eu chamava de pai estava investindo contra ela, seus gemidos de prazer me enojaram o ódio tomou conta de minha mente assim como o nojo, como eles podem fazer isso?! Enfim os olhos de Cecília me alcançam e então logo os daquele homem.
- Co...como você pode? Eu, a mamãe!!- Eles tentavam se recompor.
- Não seja tolo! Ela não vale tudo isso, não tome nenhuma ação precipitação....- Vôo para cima dele lhe acertando um soco enquanto para a minha surpresa Cecília tenta me tirar de cima dele.
- Gabriel! Pare já com isso! Você vai machucar ele.- Olho para seu rosto um extremo nojo me atinge mais uma vez.
- Você me da pena, não ouviu? Para ele você não vale NADA!! Eu te amava e você....- Ela então me olha com o que eu não sei identificar.
- Mas eu não te amo! - Chega saio correndo daquela casa lembro-me que isso me motivou a sair logo depois de casa minha mãe nunca entendeu meus motivos e eu nunca tive coragem de contalos para ela.
- Gabriel!!! Está aí? Estou falando com você!- sou despertado de meu transe por mim mãe ainda ao telefone.
- Desculpa, eu não entendi.
- Estava dizendo que tanto sua presença como a de Isabella são OBRIGATÓRIAS! Sua avó mandou que eu lhe informasse.
- Está bem mamãe, a senhora venceu estaremos aí, mas é pela vovó e pela senhora, okay? - Digo por fim desistindo, talvez seja a hora de esquecer......
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Casamento forçado
RomanceGabriel um homem de 23 anos conhece Isabela de 17 em seu aniversário e desenvolve um desejo absurdo por ela,até onde a obsessão pode levar uma pessoa.
