Capítulo 19

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POV Sabina Hidalgo

— Olha quem resolveu aparecer. — ouvi Josh falar assim que desci as escadas daquela mansão enorme. Sério, quase me perdi. 

— Saby, tá se sentindo melhor? — Heyoon disse vindo ao meu encontro e me abraçando. 

Desde que as ameaças de Pepe haviam começado eu não tinha falado com a baixinha nenhuma vez, e eu sentia falta do seu jeito fofo e preocupado. 

— Estou bem. — menti. Era claro que eu não estava bem. — Cadê todo mundo? — perguntei reparando que só tinha nós três na cozinha. 

— Estão na piscina lá fora, menos Noah que foi comprar café. Nós meio que comemos tudo e esquecemos de vocês dois. — Josh disse sem se importar — Bom, vou pra piscina também, só vim pegar uma latinha de refri. — disse saindo deixando apenas eu e Heyoon. 

— Saby, posso te dar um conselho? — Yoon disse me guiando pra sala de estar e sentando no sofá. — Noah é uma boa pessoa de verdade. Ele tem esse jeitão todo, mas ele é incrível. Não deixe sua birra de infância nem as minhocas que Pepe colocou na sua cabeça te afastar de uma pessoa tão maravilhosa como Noah. — suspirei pesado quando ela terminou de falar. 

Ela não esperou nenhuma resposta minha, só me deu um beijo na testa e me deixou lá pensando no que ela havia acabado de dizer. 

Eu sabia que Noah não era nada do que eu pensava, e sabia que deveria ouvir o conselho de Yoon. Eu queria Noah na minha vida, mas não sabia se ele iria me querer na dele depois de tudo o que eu fiz. Quero dizer, eu acusei ele, eu espionei ele, invadi a privacidade dele, ofendi ele e ainda fiz ele me salvar de um psicopata, e, ao contrário de mim, ele foi gentil. 

Yoon e Josh tinham razão sobre ele: Noah seria a melhor pessoa que eu poderia ter na minha vida se eu não tivesse sido tão babaca. 

— Ei, você tá aí. — a voz rouca me despertou quando cruzou a porta. 

Ele estava com uma expressão despreocupada, seus olhos verdes estavam cobertos pelo óculos escuro, o cabelo jogado pro lado de qualquer jeito dava todo o charme Urrea. 

Era óbvio que Noah era lindo, até porque naquela escola todo mundo tinha vontade de dar pra ele, acho que até homens queriam dar pra ele. 

— Trouxe café. — ele disse sorrindo balançando o saco que tinha nas mãos. Foi impossível não sorrir de volta. 

— Sua mão melhorou? — perguntei interessada seguindo ele até a cozinha. 

— Depois do seu incrível trabalho fazendo curativos que quase imobilizaram ela? — ele disse divertido soltando uma risadinha. Sorri pensando em como ele parecia querer deixar o clima entre a gente mais leve. — Bom, eu não sabia o que você gostava então eu trouxe café normal e alguns muffins de banana. Eu lembro que quando éramos pequenos você gostava tanto de banana que um dia quase me bateu por morder um pedaço da sua. — ele riu me fazendo rir. 

Fiquei meio surpresa, eu amo bananas e isso não é segredo, mas Noah lembrar disso era tão bom quanto esses muffins. Estranhamente fez meu coração aquecer. 

— Isso tá incrível! — dei uma terceira mordida no bolinho. 

Ficamos em um silêncio confortável terminando de tomar o café. 

— Vai querer entrar na piscina? 

— Não sei, acho que não é uma boa. — respondi sincera. 

Eu não estava me sentindo disposta. 

Depois que Noah saiu do quarto ontem, tomei um banho relaxante e tentei dormir, mas cada vez que piscava os olhos eu lembrava de Pepe e do seu jeito nojento de tentar tirar minha roupa. Eu precisava esquecer isso. 

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