Rachel Petrelli é uma garota de família pobre que apesar das dificuldades financeiras, consegue ser admitida em um colégio de alto padrão para estudar com seu melhor amigo Kenon Thompson.
No colégio Makenzie , os alunos são riquíssimos e adoram os...
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Aqui está a reescrita revisada, corrigindo o trecho em que a fala de Kenon foi omitida, para manter a coerência na resposta de Rachel sobre o orgulho:
Rachel não estava apenas irritada — ela parecia prestes a explodir. Sua indignação era tão feroz que até a velocidade com que andava e falava deixava claro: alguém ia pagar por aquilo. E lá estava eu, correndo atrás, tentando acompanhá-la sem tropeçar no próprio nervosismo.
— Respira um pouco. — Pedi, já sem fôlego, quando paramos em frente ao colégio do Gustavo.
Rachel bufou, as mãos na cintura, o olhar fixo na fachada. Ela estava ali para buscar o irmão, já que a mãe não podia.
— Respirar? Eu quero mesmo é estrangular quem fez aquilo.
Ponderei antes de responder. Rachel raivosa era como um furacão: entrar na tempestade podia ser perigoso.
— Tudo naquela parede não passa de besteira sem sentido. — Arrisquei. — A gente devia ignorar.
Ela me lançou um olhar que parecia dizer "você realmente acha isso?". Com um suspiro, sentou-se num banco de pedra perto dos portões, que ainda estavam fechados.
— Não é só pelo que escreveram, Kenon. — Sua voz saiu mais baixa agora, mas carregada de preocupação. — O ponto é que eu nunca falei do Gustavo pra ninguém no colégio. O único que sabe sobre ele é você. Isso quer dizer que alguém pesquisou sobre mim. E, se sabem sobre o meu irmão, quem garante que não vão machucá-lo, como já machucaram você?
Dessa vez, fiquei sem palavras. Ela não estava brava pelas ofensas na parede; estava assustada pelo que aquilo poderia significar.
— Eu duvido que fariam algo tão longe. — Tentei tranquilizá-la. — Então, tenta não se preocupar demais.
Ela fechou os olhos e respirou fundo antes de responder:
— Ok, você deve ter razão. E, sinceramente, tenho problemas muito mais concretos pra cuidar agora.
Eu podia ver o cansaço no rosto dela enquanto se ajeitava no banco, o corpo afundando levemente no assento como se carregasse o peso do mundo.
— Como sua mãe está? — Perguntei, segurando sua mão.
Rachel hesitou antes de responder.
— O tratamento parece estar indo bem, mas ela não pode trabalhar. Pedimos um auxílio-doença, mas vai levar meses pra ser aprovado sem um bom advogado. E tudo é tão caro... Se continuar assim, vou ter que largar o colégio.
Aquilo me atingiu como um soco no estômago.
— Você não pode fazer isso! É o seu futuro que tá em jogo. — Falei, firme. — Se for o caso, eu falo com os meus pais. Eles podem ajudar com o aluguel, os remédios...
Rachel soltou minha mão e se levantou, o olhar firme como uma muralha.
— Eu não posso viver dependendo da caridade, Kenon. Nem sempre vai ter alguém pra ajudar.