Rachel Petrelli é uma garota de família pobre que apesar das dificuldades financeiras, consegue ser admitida em um colégio de alto padrão para estudar com seu melhor amigo Kenon Thompson.
No colégio Makenzie , os alunos são riquíssimos e adoram os...
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O colégio estava pronto para semana de boas-vindas. Balões coloridos e faixas decoravam cada canto, criando um contraste cômico com a típica expressão entediada de muitos alunos. Minha tarefa — e a de Rachel, que ainda não tinha dado as caras — era entregar itinerários para os visitantes que começavam a chegar.
Enquanto me perguntava onde minha amiga tinha se metido, uma BMW amarela conversível cruzou os portões, chamando a atenção geral. Nem precisava ser muito atento para notar: aquele carro berrava "alguém importante chegou".
A motorista saiu primeiro — uma mulher alta, com cabelo preto em um corte curto e despretensioso que parecia caro só de olhar. Ela tirou os óculos escuros com um ar de indiferença aos olhares curiosos. Mas o que realmente me surpreendeu foi ver Rachel saindo do banco do carona logo em seguida.
— O que você estava fazendo no carro da irmã do Victor? Perguntei, me aproximando dela, mantendo o tom baixo. Rachel nem teve tempo de responder.
A tal irmã de Victor, Brenda Tsukasa, contornou o carro com passos decididos, parando na nossa frente.
— Tenho algumas palestras pela manhã, mas toma. Ela entregou um cartão para Rachel, com o tipo de autoridade que fazia parecer uma ordem, não um favor. — Esse é meu telefone. A partir de agora, qualquer problema, me ligue.
Eu recebi apenas um olhar rápido e curioso antes que ela voltasse sua atenção para minha amiga.
— Por que está sendo legal comigo? Rachel perguntou, pegando o cartão com a hesitação de quem segurava uma bomba prestes a explodir.
— É o mínimo que posso fazer. Aparentemente, meu irmão tem te incomodado. Brenda respondeu, lançando um sorriso que parecia sincero. — Além disso, gostei de você. Temos o mesmo cheiro.
Rachel franziu o rosto, obviamente confusa, e chegou a cheirar a própria blusa. Foi o suficiente para Brenda gargalhar alto, antes de piscar e dar um tchauzinho enquanto seguia em direção ao prédio.
Assim que Brenda sumiu de vista, puxei Rachel para um canto longe dos professores e ouvintes curiosos. Acabamos indo para uma das quadras vazias, onde ela finalmente contou tudo o que tinha acontecido. Desde o incidente na piscina até a "resgate dramático" de Brenda.
Confesso que gargalhei em vários momentos. A indignação de Rachel ao contar a história era simplesmente hilária.
— Não ria! Eu estou realmente chateada. Ela reclamou, apoiando a cabeça no meu ombro. — Gostaria de saber quando minha vida ficou tão difícil.
— Desconfio que foi entre o soco e a declaração de guerra. Provoquei, o que a fez se endireitar antes de me empurrar de leve.
— Já disse hoje o quanto você é chato? Ela perguntou, o tom carregado de ironia, enquanto se levantava e ajeitava a mochila.