Rachel Petrelli é uma garota de família pobre que apesar das dificuldades financeiras, consegue ser admitida em um colégio de alto padrão para estudar com seu melhor amigo Kenon Thompson.
No colégio Makenzie , os alunos são riquíssimos e adoram os...
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— Está mesmo certo com isso de ir pra França? — perguntei, enquanto me encostava no batente da porta do quarto dele. Era estranho vê-lo tão determinado, especialmente porque o Thomas que eu conhecia não era exatamente sinônimo de perseverança. Bastava um contratempo para ele abandonar um plano inteiro.
— Completamente certo — Ele respondeu sem hesitar, dobrando algumas roupas e as colocando na mala. — Eu preciso, pelo menos, tentar com Noelle. Não posso passar minha vida inteira esperando, sem fazer nada.
Observei em silêncio por um instante, tentando processar aquilo.
— Se é assim, vou estar aqui torcendo por você — Acabei dizendo, me sentando na cama dele com um riso curto. — Mas sabe o que é engraçado? Eu jurava que você gostava da Rachel. Loucura, né?
A frase escapou mais aliviada do que eu pretendia. Thomas parou por um segundo, como se estivesse considerando minha fala, e então soltou algo que fez meu estômago despencar.
— Mas eu gosto dela.
Minha cabeça virou instantaneamente para ele, o olhar arregalado enquanto eu tentava entender o que ele acabara de dizer.
— Gosta? — Minha voz saiu levemente esganiçada, denunciando o choque.
Thomas me encarou por um instante antes de abrir um sorriso breve.
— Claro. Ela é uma garota incrível... mas é um pouco demais para mim. E, sinceramente, que tipo de amigo eu seria se desse em cima da sua crush?
Eu senti como se o chão tivesse desaparecido. Meu rosto deve ter entregado exatamente o que eu sentia, porque ele riu levemente.
— Eu não sou tão distraído quanto vocês pensam. Além disso, você é meu melhor amigo, Victor. Eu te conheço bem demais.
Fiquei quieto por um tempo, atônito. Era tão óbvio assim? Não tinha dito nada a ninguém, nem mesmo a mim, direito.
— Você acha que eu tenho alguma chance? — perguntei finalmente, minha voz soando mais hesitante do que eu queria. Não era o tipo de coisa que eu costumava fazer, mas ali estava eu, pedindo a opinião. Talvez eu precisasse disso. Uma fagulha de esperança.
— Nenhuma. — Ele sequer hesitou antes de responder.
Foi como um balde de água fria na cabeça. Pisquei para ele, esperando que dissesse algo diferente, mas Thomas parecia mais relaxado do que nunca.
— Mas ...— continuou ele, fechando a mala, — se quer um conselho, não fique só esperando. Você nunca vai saber se não tentar.
Ah, claro. Thomas sendo Thomas. O discurso era bonito, mas se aplicava melhor a ele, o cara que estava literalmente embarcando para outro continente por causa de Noelle.
No fim da tarde, levamos Thomas ao aeroporto. Todo o grupo estava lá para se despedir, mas eu fiz questão de organizar algo especial. Sem que ele soubesse, mandei um carro buscar Rachel. Ela chegou correndo, ainda vestindo o uniforme do trabalho, com as bochechas coradas e os cachos meio bagunçados.