Rachel Petrelli é uma garota de família pobre que apesar das dificuldades financeiras, consegue ser admitida em um colégio de alto padrão para estudar com seu melhor amigo Kenon Thompson.
No colégio Makenzie , os alunos são riquíssimos e adoram os...
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Estava desesperado. Meu estômago dava voltas enquanto eu tentava explicar à polícia o que havia acontecido, mas toda vez que mencionava o sobrenome Tsukasa, as ligações pareciam cair em um abismo de silêncio ou desculpas.
— Antes de 24 horas, não podemos declarar desaparecimento, especialmente considerando sua... confusão sobre os fatos. — Disse o último policial ao qual recorri, um homem rechonchudo que mal olhou para mim antes de me dispensar da delegacia.
Era inútil. A lei parecia não se aplicar a gente rica.
Minha última esperança era ir à casa de Rachel. Talvez ela tivesse voltado sem que ninguém soubesse. Assim que entrei, Dona Anita veio ao meu encontro, o rosto iluminado por uma esperança frágil.
— Kenon, que bom que você veio. Rachel está com você? — perguntou, lançando olhares rápidos para a porta ainda aberta atrás de mim.
Engoli seco. Como dizer a uma mãe que sua filha foi sequestrada?
— Não. — Minha voz saiu embargada, quase inaudível.
O olhar dela vacilou por um momento, mas ela rapidamente continuou:
— Onde será que essa menina se meteu? O chefe dela me ligou dizendo que ela não foi trabalhar, e o celular dela só dá caixa postal. Já anoiteceu.
Não tinha escolha. Inspirei fundo, tentando manter a calma.
— Eu não sei como te dizer isso, mas... a Rachel foi sequestrada.
Antes que pudesse explicar, ela olhou pela janela e sua expressão mudou.
— Ela chegou!
Me aproximei rápido, seguindo seu olhar. Lá estava Rachel, saindo de um carro luxuoso. Ela acenava para o motorista com uma casualidade que me deixou atordoado.
Saí correndo e a alcancei antes que chegasse ao meio do quintal. Sem pensar, a abracei.
— Graças a Deus você está bem! Não te machucaram, não é? — Minhas palavras saíram atropeladas enquanto a segurava pelos ombros, examinando-a como se ela pudesse desaparecer de novo.
— Eu estou bem, não precisa se preocupar. — respondeu, calma, mas havia algo em seus olhos... uma sombra que ela tentou esconder.
Dona Anita se aproximou, preocupada.
— Onde esteve, filha? Te liguei tantas vezes! E que história é essa de sequestro?
Rachel hesitou por um segundo, antes de responder:
— Ah, foi só um trote de colégio, mãe. Não precisa se preocupar.
Ela nos guiou para dentro, mudando de assunto com maestria enquanto tranquilizava a mãe com toques gentis. Mesmo assim, eu não conseguia tirar os olhos dela. Algo estava errado.