Rachel Petrelli é uma garota de família pobre que apesar das dificuldades financeiras, consegue ser admitida em um colégio de alto padrão para estudar com seu melhor amigo Kenon Thompson.
No colégio Makenzie , os alunos são riquíssimos e adoram os...
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Segui Thomas pelos corredores movimentados até uma das portas de emergência que dava acesso ao seu famoso "esconderijo". Não era a primeira vez que eu o encontrava ali, e, considerando como ele saiu do auditório, imaginei que também não seria a última.
Abri a porta devagar e o vi sentado alguns degraus abaixo, de costas para mim. Ele parecia tão imerso em pensamentos que nem notou minha chegada.
— Olá. — Cumprimentei, parando ao lado dele.
Thomas ergueu o rosto levemente, lançando-me um olhar preguiçoso antes de suspirar e voltar a encarar o nada.
— Se veio pegar um lugar para se esconder, vai ter que esperar sua vez. Hoje, não posso ceder o espaço. — Disse com uma mistura de cansaço e desanimo.
Sorri de leve, mas me sentei ao seu lado, ignorando a tentativa dele de afastar qualquer interação.
— Na verdade, só queria saber se está tudo bem. Você saiu correndo do auditório, parecia que tinha visto um fantasma. — Expliquei, tentando medir a temperatura da conversa.
Thomas permaneceu imóvel por alguns segundos, como se estivesse decidindo se me respondia ou não. Por fim, esticou as pernas nos degraus, olhou para mim e perguntou:
— Por que você está preocupada comigo?
Aquilo me pegou desprevenida. Ele parecia genuinamente intrigado, mas eu não sabia como responder. Minha mente deu um branco, e o silêncio que se seguiu me fez sentir completamente deslocada.
— Você assistiu à palestra? — Tentei mudar de assunto, apontando para uma conversa mais segura. — A oradora parecia incrível, daquelas pessoas que você não encontra todos os dias.
Thomas não reagiu, e eu senti a humilhação começando a pesar. Estava prestes a me levantar e desistir, quando ele finalmente se virou para mim, um sorriso pequeno, quase triste, brincando em seus lábios.
— Já se apaixonou por alguém, Rachel? Quero dizer... amar alguém perdidamente? — Ele perguntou, do nada.
Meu coração deu um salto inesperado. Não porque a pergunta me abalasse em si, mas pelo jeito com que ele olhava para mim, como se procurasse algo que nem ele sabia nomear.
— Acho que só paixonites. Sobre amor profundo... — Respirei fundo, tentando parecer casual. — Sei tanto quanto uma garota de 17 anos poderia saber.
Ele riu, mas havia uma ponta de amargura naquilo.
— As pessoas adoram usar a idade como desculpa. Como se sentimentos fossem coisas que só amadurecem com o tempo. Amor é amor, independente de quantos anos você tenha.
Havia tanta dureza em suas palavras que por um momento eu não soube como reagir.
— Concordo. — Disse, por fim, minha voz mais firme do que eu esperava. — Amor é amor. Mas ele também exige coragem. Não é para covardes.