Mask
Essa vida sem poderes está me chateando, não gosto de estar perto de várias pessoas e nem posso usar o nome que uso desde que fui para o santuário, estou tão acostumado a ser chamado de máscara da morte que as vezes até chego a acreditar que esse é o meu verdadeiro nome, mas isso não é verdade, eu tenho um nome de batismo, o qual não me traz nenhuma lembrança boa, pensar no meu nome me faz lembrar do bairro violento em que nasci, das vezes que não tinha nada para comer, eu não queria lembrar nada disso, mas infelizmente isso não é possível.
Nessa vida comum terei que arrumar emprego, mas não há nada que eu gosto de fazer além de matar pessoas, tirar o seu crânio e colocar como enfeite da minha casa, sei que nesse mundo não poderei fazer isso, o que me deixa um pouco chateado, então decidi que tentaria arrumar um trabalho onde mexeria com corpos, tenho tanta experiência nesse assunto que até consigo descobrir do que a pessoa morreu, bom pelo menos conseguia fazer isso quando tinha os meus poderes e sabia que não tinha matado aquela pessoa.
Levanto bem cedo, para não ter que enfrentar aquela fila imensa para utilizar o banheiro, fizemos tanta reclamação por causa disso que estão construindo um novo banheiro, com oito sanitários e chuveiros (4 por gênero), espero que fique pronto logo, nós podemos não pagarmos muito pela hospedagem, mas merecemos o mínimo de conforto, tomo um banho rápido, visto uma roupa nova que comprei na prestação que ainda nem comecei a pagar, tomo um café da manhã rápido e vou andando para o centro da cidade, além de precisar economizar o pouco de dinheiro que tenho, não suportaria entrar em um ônibus cheio, vou andando calmamente e admirando a vista da cidade, que não é diferente da minha dimensão.
Como não gosto de ficar perto de aglomeração de pessoas, vou para lugar mais tranquilos, passo perto de um cemitério, de funerária, de um IML (Instituto Médico Legal), continuo andando quando chego a outra funerária que tinha um cartaz dizia que precisava de agente funerário, esse não é o emprego perfeito para mim, prefiro analisar o corpo e descobrir o porque da sua morte, mas sei que para uma vaga de legista exige faculdade e isso eu não tenho, resolvo entrar na funerária, vejo uma mulher na recepção e vou até ela.
Bom dia, gostaria de me candidatar para a vaga de agente funerário.
Falo de forma normal, para mim é algo tão natural mexer com corpos, percebo que ela me olha de uma estranha, como se me analisasse.
Recepcionista: Bom dia! Qual o seu nome? Já trabalhou nessa função?
Mask: Infelizmente eu não poderia falar que o meu nome é máscara da morte e nem que conheço esse trabalho porque sou um assassino, se fizesse isso, ela chamaria a polícia para mim, então teria que falar quase a verdade.
Meu nome é Lucca, vim da Itália por causa de problemas familiares e lá exercia essa profissão, mas infelizmente não tenho experiência na carteira porque trabalhava concursado.
Recepcionista: Que bom que tem experiência, faz um mês que procuramos candidatos, mas infelizmente ninguém estava apto a trabalhar nessa função, são poucas pessoas que tem condições emocionais e psicológicas para trabalharem com corpos, ainda mais que alguns chegam aqui em péssimos estados, você está contratado, ficará por uma semana em experiência e se for bom de trabalho, assinaremos a sua carteira, o trabalho é por troca de turno, alguns dias trabalhará a noite e alguns dias trabalhará durante o dia, tem algum problema com esse horário?
Mask: Esse horário para mim está ótimo.
Conversamos por mais alguns minutos e depois vou embora, começaria a trabalhar no dia seguinte pela manhã, o salário é melhor que eu esperava e assim que receber o primeiro salário poderei sair daquela pensão, alugarei um pequeno apartamento para morar, não me importa o bairro, só quero estar sozinho.
Enquanto vou andando em direção a pensão, lembro de como foi difícil falar o meu verdadeiro nome, foi como se tivesse algo entalado na minha garganta, eu sou um pouco maluco, mas nunca fui tímido, mas hoje me senti como um garoto muito tímido que está no seu primeiro encontro, ao entrar na pensão encontro o velho chato que atualmente parece ser mais novo que eu, ele pergunta se consegui algum trabalho, quando falo aonde trabalharei, ele fala que essa profissão é a minha cara, pela primeira vez tenho que concordar com o que ele fala, mas eu ficarei bem, trabalhando bem longe de gente viva, em completo silêncio e sozinho, como no tempo em que era cavaleiro de ouro.
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Uma Nova Vida
FanfictionApós a explosão no muro das lamentações onde os seus cosmos se uniram em um só e seus corpos viraram poeira cósmica, os golds foram enviados para o mundo real por não existir o submundo para suas almas descansarem. Eles terão que reconstruírem suas...
